terça-feira, 18 de outubro de 2016

Consciência pura e fé não fingida...


Gosto de ler a Bíblia nas entrelinhas... Nestes dias estava lendo e analisando alguns trechos da introdução da carta de Paulo ao jovem Timóteo... Palavras simples, porém repletas de ensinamentos e pontos para reflexão. Vejamos... Ele diz assim..
 
“Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti nas minhas orações dia e noite... Desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para me encher de gozo; Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou em tua vó Lóide, e um tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.” (II Tim. 1:3,4,5).


Me detive basicamente em duas afirmações feitas por Paulo: “consciência pura” e “fé não fingida”. Ou seja, Paulo, faz questão de afirmar que sua consciência é pura e que a fé de Timóteo era uma fé não fingida. Mas por que Paulo faz esta consideração? Certamente porque em sua época havia muitos que não possuíam uma consciência pura diante de Deus e outros que possuíam uma fé não verdadeira, apoiada em conveniências, em padrões humanos.


Anos, séculos se passaram e o cenário parece o mesmo... Muitas vezes estamos na Igreja, dizemos que servimos a Deus mas... como anda a nossa consciência diante de Deus? E a nossa fé? É genuína? É verdadeira?


Deixo aqui estas palavras chaves para reflexão... Consciência pura e fé não fingida... 


Pra. Ioná Loureiro

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Quem tem ouvidos, ouça...





Interessante quando analisamos a diferença entre ouvir e escutar. O significado de ouvir remete ao sentido da audição, é aquilo que o ouvido capta. Já o verbo escutar corresponde ao ato de ouvir com atenção. Ou seja, escutar é entender o que está sendo captado pela audição, mas além disso compreender e processar a informação internamente.

A popular expressão "entrou por um ouvido e saiu pelo outro" ilustra o ato de ouvir, quando a informação parece não ser capturada pelo receptor do som. Já a expressão "fala que eu te escuto", popularizada pelo programa religioso de mesmo nome, mostra o sentido de escutar, em que um tem o poder da fala e o outro dá atenção ao que é dito como forma de alívio da angústia pela palavra. 
Com base nesta definição, logo me veem à mente uma das falas de Jesus após proferir uma de suas parábolas
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 13:9)
Ou seja, muitas vezes escutamos mas não queremos ouvir, não queremos aceitar, não queremos compreender. Ou seja, muitas vezes vamos à Igreja, achamos a Palavra uma benção, mas não permitimos que aquela Palavra transforme a nossa vida, não damos atenção à ela. Ouvimos mas não aceitamos...
Que o Senhor nos ensine a verdadeiramente escutar a sua Palavra a fim de sermos transformados.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.
Apocalipse 2:7
Pra. Ioná Loureiro

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

CONGREGAR É PRECISO!



Como Pastora um dos meus trabalhos mais árduos é levar uma pessoa para a Igreja. E atualmente tenho visto muita gente cristã longe da comunhão. Muita gente decepcionada com a Igreja, falo de um modo geral e não busco aqui julgar ou atacar Igreja A ou B.
Ontem mesmo estava convencendo um jovem a retornar. Em um mundo de muitas informações, de muitos desvios de condutas e propósitos, as pessoas hoje fazem muitos questionamentos e acabam se afastando da Igreja por não concordarem com isso ou aquilo. Mas o meu conselho é que jamais se afastem da Igreja, a não ser que Deus lhes dê uma direção para fazerem parte de uma outra Igreja, de um outro ministério, mas jamais deixem de congregar, o que é um grande roubo. Isto porque os questionamentos sempre existirão porque a Igreja, embora uma entidade voltada para a busca de Deus, é composta de homens e homem é homem e Deus é Deus. Portanto, meu conselho é que coloque seus questionamentos na sacola e vá para Igreja buscar a Deus, pois todos precisamos estar em comunhão com os irmãos, precisamos sentar à mesa do Cordeiro, precisamos de fortalecimento espiritual.
E no mais, saiba que cada um dará conta de si mesmo a Deus naquele grande dia, o dia do Juízo. Naquele dia saberemos quem é quem e quais são as verdadeiras intenções dos corações. Então, siga em frente, vá para a Igreja buscar a Deus e olhe para o alvo que é Cristo.

Pra. Ioná Loureiro

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

CORAÇÃO DE GEAZI




Muitas vezes me ponho a refletir sobre o coração de algumas pessoas que buscam se aproveitar das ocasiões e das situações para obter lucro e vantagem. Na minha concepção, são meros usurpadores. Pior ainda quando tais pessoas buscam obter lucro e vantagem das coisas de Deus, do agir de Deus na vida das pessoas. 

Me refiro à pessoas que após serem instrumentos nas mãos de Deus, seja para dar um conselho, ministrar cura ou um milagre, acham que por conta disto tem o direito de pedir algo em troca pela benção que foi concedida através de suas vidas. Se esquecem que são apenas instrumentos nas mãos de Deus e que o grande autor, o grande abençoador é o próprio Deus através de seu Espírito que em nós habita. Tais pessoas vivem a buscar privilégios e honrarias como se fossem deuses. Buscam para si uma glória que pertence a Deus! São pessoas que possuem o coração de Geazi. 

Para quem não conhece a história, Geazi era servo de Eliseu, um ajudante que caminhava com este grande profeta e que por conta disto, presenciou grandes milagres, pois Eliseu havia recebido a porção dobrada de Elias, um grande homem de Deus. Em dado momento, Eliseu é usado por Deus para levar cura a Naamã, comandante do exército da Síria, grande homem, valente, poderoso e estimado, sendo que havia sido tomado por uma lepra devastadora. Após ser curado segundo a palavra de Eliseu, Naamã quis abençoar o profeta com presentes, pois seu coração estava repleto de gratidão por viver tamanho livramento. Eliseu, todavia, não quis receber os presentes, pois reconhecia que a honra era de Deus e que ele era apenas um instrumento em suas mãos. Mandou, portanto, que o comandante retornasse com as suas riquezas. Geazi, entretanto, crescendo os olhos, seguiu o comandante e revestido de ganância, inventou uma mentira para ficar com alguns bens de Naamã. Seu ato, obviamente, foi reprovado por Deus. Geazi terminou seus dias com o seu corpo tomado de lepra, bem como toda a sua descendência.

“Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para receberes prata, e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve”2 Reis 5:22-27 

Anos se passaram se passaram e história se repete. Geazi se foi, mas o sentimento de ganância agasalhado por seu coração segue aflorando na mente de pessoas que sem escrúpulos buscam obter vantagens de pessoas que foram abençoadas por Deus. Seguem achando que precisam ser recompensados por homens e se esquecem de que a essência do envio de Jesus Cristo aos discípulos é servir sem interesses, sem qualquer tipo de ganância: “curai enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro nem prata, nem de cobra nas vossas bolsas” (Marcos 10:8,9).

Ou seja, é de graça! Não há recompensas humanas. Não se deve aceitar ou exigir nada em troca ao sermos instrumentos de Deus na vida das pessoas. Não deve haver interesses, não deve haver barganhas. É por amor a uma causa, é por amor a uma missão, é por amor a um chamado e especialmente por amor aquilo que Deus fez por nós. Penso que muitos dos que ministram em nome de Deus precisam rever as suas motivações e seus interesses.
 
Pra. Ioná Loureiro

quarta-feira, 15 de junho de 2016

CRENTE BOBINHO




Durante muito tempo eu pensava que ser cristão era sinônimo de ser bobinho. Deixa eu explicar. Pensava que teria que ser uma pessoa de extrema bondade e tolerância, que não podia reclamar de nada, enfim, tinha que ser boa para com todos e aceitar tudo.

Com esta visão, deixei muitos me passarem para trás. Como diz uma amiguinha, levava de todos os lados várias pernadas de anão. Só que com o tempo fui entendendo que ser cristão não é sinônimo de ser bobo e muito menos de ser ignorante. Ser cristão é sinônimo de ser inteligente, de ser prudente, de ser sensato. 

Quando observamos uma das falas de Jesus, vemos que ele nos aconselha a sermos como crianças. “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus” (Mateus 18:3). O que não significa que tenhamos de ser imaturos, infantis.  Quando Ele nos convida a sermos como crianças, está nos alertando a termos um coração e uma fé simples, genuína, o que não implica em sermos bobinhos, enganados com facilidade e muito menos manipulados. Tanto é verdade que em outra ocasião, ele nos aconselha a sermos prudentes como uma serpente.   Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes...” (Mateus 10:16).

Ocorre, lamentavelmente, que o que mais vemos no meio evangélico são crentes bobinhos, ou seja, pessoas que são facilmente manipuláveis, que não questionam nada, que não refletem sobre o alimento que recebem, especialmente porque a grande maioria se quer leu a Bíblia toda, o grande manual de prática cristão. Por conta disto, não possuem base para examinar o que ouvem.  Paulo, em certa ocasião, elogiou a nobreza dos irmãos de Beréia, pois eles analisavam o que ele dizia e procuram saber se havia fundamento nas Escrituras.

“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” – (Atos 17:11 [NVI])

Vale ressaltar que questionar, buscar entender não é rebeldia. Mas infelizmente alguns líderes religiosos querem incutir esta ideia nos fiéis. Não aceitam que questionem nada sob o pretexto da obediência cega a preceitos, atitudes e fundamentos que jamais são explicados e que não passam de preceitos de homens. Vemos, portanto, pessoas que ao aderirem à fé cristã se tornam ignorantes, passivas e que por vezes acabam se tornando massa de manobra na mão de líderes que só visam suprir o seu próprio ventre.

Creio que é tempo do povo de Deus deixar de ser bobinho e passar a portar uma fé consciente, que questiona como Pedro e Paulo, os precursores da Igreja Primitiva, que confrontavam sempre o que estava errado, o que era injusto e o que não estava de acordo com as Santas Escrituras. 

domingo, 24 de abril de 2016




Como Vencer a Tristeza

Levou consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, e começando a entristecer-se ficou profundamente angustiado.
(Mateus 26:37)

Jesus experimentou a tristeza e a angústia, pois antes de sua morte viveu momentos de grande tensão e desespero. Isto mesmo, o Filho de Deus passou por isto. Não pensemos que foi fácil saber que iria enfrentar a cruz e carregar sobre si os fardos, o pecado de toda a humanidade.

Naquele Jardim Jesus busca conforto em Deus no momento mais difícil de sua vida.

Há uma lição que aprendemos com esta situação difícil enfrentada por Jesus. Também passamos por tristezas e angústias. Ele mesmo disse que no mundo teremos aflições (João 16:33)

Pesquisas revelam, inclusive, que a depressão tem se tornado o mal do século. E muitos, inclusive, não suportam a dor da tristeza, não resistem e dão cabo de sua própria vida.

Qual seria então o segredo para vencer a tristeza. Analisando o momento vivido por Jesus, podemos aprender alguns segredos utilizados por Ele para vencer momentos de angústia. Vejamos.

1) Não ande sozinho. 
Seguiu Jesus com seus discípulos e chegando a um lugar chamado Getsêmani disse-lhes: “Assentai-vos por aqui, enquanto vou ali para orar”.
(Mateus 26:36)

Quando angustiado Jesus chama alguns de seus discípulos para orar com ele. Ou seja, entregar-se à solidão é o pior caminho diante da tristeza. A solidão só aumenta a dor. Não fomos chamados para caminhar sozinhos. Jesus, mesmo sendo Deus, buscou apoio diante daquela situação extremamente difícil e ainda que seus discípulos tenham dormido havia uma companhia, haviam amigos por perto.

2) Trilhe o caminho da oração.
Seguindo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: “Ó meu Pai, se possível for, passa de mim este cálice! Contudo, não seja como Eu desejo, mas sim como Tu queres”.
(Mateus 26:39)

Jesus sabia o momento que iria enfrentar, estava em profunda tristeza e buscou o caminho da oração, o contato com o Pai. A melhor forma de vencer a tristeza é orando, buscando comunhão com Deus. Ele tem poder para aliviar a dor, a angústia, pois Ele nos conhece e nos entende. Ele é o Senhor da Vida, da Alegria, da Paz. Ele alivia o fardo, tira de sobre nós todo julgo de tristeza e de angústia.  (Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve Mateus 12:28-30)



3) Enfrente a dor, a tristeza, o problema.
E afastando-se uma vez mais, orou dizendo: “Ó meu Pai, se este cálice não puder passar de mim sem que eu o beba, seja feita a tua vontade”.
(Mateus 26:42)

Jesus não fugiu da dor, do desafio que iria enfrentar. Poderia desistir. Era livre para isso, mas enfrentou. Muitas vezes o que causa a tristeza são os problemas que temos medo de enfrentar, as decisões que temos de tomar e adiamos. Postergar decisões que precisam ser tomadas só aumentam a dor. Por isso, é preciso ser forte diante das lutas do dia a dia. É preciso, acima de tudo, estar submisso à vontade e aos propósitos de Deus, pois Ele permite as adversidades para nos tornar mais fortes e maduros.

Jesus venceu a tristeza, a angústia. E se Ele venceu também somos capazes de vencer. Leve e momentânea é a nossa tribulação e esta produz em nossas vidas um peso eterno de glória (2 Cor. 4:17). É fato de que haverão dias tristes, mas estes momentos são passageiros, basta que assim como Jesus saibamos reagir a tais momentos com fé e perseverança, sabendo que dias melhores virão com a ressurreição dos sonhos e o cumprimento das promessas do nosso Deus.

Pra. Ioná Loureiro

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O PERIGO DAS PAIXÕES



O ser-humano é repleto de paixões. Ou seja, sentimentos, desejos habitam dentro de nós e muitas vezes somos levados ao erro, ao afastamento de Deus por conta de tais paixões. Por esta razão, Paulo, o Apóstolo, aconselha ao jovem Timóteo, seu filho na fé, a fugir das paixões da mocidade. “Foge, outrossim, das paixões da mocidade...” (II Tim. 2:22) 

Mas o que seriam estas paixões? Por que elas são tão perigosas? Para esclarecer um pouco a questão, vejamos a definição do Dicionário Aurélio sobre o significado da palavra. Paixão – sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepujando-se à lucidez e à razão.
Percebemos que as paixões são sentimentos ou emoções intensas que nos levam a perder a razão. E embora a palavra “paixão” nos remeta a ideia de sentimentos bons, traz em si sentimentos que podem nos prejudicar.   

Na Bíblia, temos diversos exemplos de pessoas que se entregaram a paixão e sofreram sérias consequências. São vários casos e situações. Temos, como exemplo, a paixão que invadiu o coração do rei Davi. Sentimento que fez com que cometesse adultério e mandasse assassinar o marido desta mulher para casar-se com ela. Temos também a paixão pelo poder. Acabe foi um homem que permitiu que o seu desejo por um pedaço de terra causasse a morte de um homem inocente.

Enfim, existem diversos exemplos de homens e mulheres que se entregaram às paixões. O ser-humano continua o mesmo. Os noticiários estão cheios de exemplos de pessoas que se entregaram a um desejo intenso por algo ou por alguém e cometeram verdadeiros absurdos e atrocidades. Nós mesmos, muitas vezes, nos deixamos levar pelas paixões. Quantas vezes o nosso desejo foi mais alto do que a razão e nos levou a cometer grandes erros?  Mas, diante de toda o perigo da paixão, o que faremos então para lidar com este sentimento?
Em primeiro lugar, precisamos nos conscientizar de que ele existe, fazendo como o Apóstolo Paulo fazia. Lemos em sua carta aos Coríntios, a seguinte afirmação.

Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo” (Rom. 7:38).

Ou seja, ao ministrar aos irmãos de Coríntios a respeito da luta que travava contra o pecado, ele reconhece a sua fragilidade, os seus desejos, as suas paixões. Ele reconhecia muito bem esta guerra que era travada em seu interior, guerra que travamos todos os dias. Somos seres espirituais, mas também somos seres carnais. Embora o Espírito Santo habite em nós, a carne, por sua vez, luta constantemente contra a nossa natureza espiritual e esta luta se dá através das paixões que tentam, a todo instante, nos incitar a perder a razão.

No final de sua fala, Paulo conclui dizendo “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo sujeito a esta morte?” (Mateus 7:24). Em outras palavras, ele levanta o seguinte questionamento. O que farei para me livrar das paixões? Há uma solução para este conflito?
A resposta a esta indagação, também foi dada pelo próprio Apóstolo Paulo. Quando ministrava aos irmãos de Coríntios, Paulo nos dá a receita para sairmos vitoriosos deste conflito. Vejamos.

Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Romanos 6:11-14)

O segredo para vencer as paixões é deixar morrer os sentimentos e desejos que querem, a todo instante, nos fazer perder a razão. Mas como assim deixar morrer? É não permitir que eles nos dominem dizendo “não”, exercendo domínio sobre as nossas emoções. Em sua conversa com Caim, antes de que assassinasse ao seu irmão, Deus deixou bem claro que cabe a cada um de nós decidir sobre nos render ou não às paixões “... Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4:6,7)

Um outro segredo é não oferecer os nossos membros, o nosso corpo, a nossa mente às paixões. Existem pessoas que brincam com o perigo. Sabem onde é o seu ponto fraco mas gostam de expor seus sentimentos ao perigo. Jesus nos alertou a este respeito. “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos seus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mateus 5:29)

Por fim, para vencer as paixões, precisamos nos oferecer a Deus. Ou seja, precisamos todos os dias entregar a nossa vida a Deus. Precisamos, essencialmente, oferecer a Deus os nossos desejos e sentimentos. Em nosso coração, precisamos orar sempre assim: - Senhor, eu ofereço a ti os meu corpo e meus sentimentos. Eu ofereço a ti a minha vida!

A nossa vida, portanto, precisa ser uma oferta ao Senhor e oferta envolve renúncia, sacrifício, um preço a ser pago. Por esta razão, Jesus disse “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24). Vencer as paixões, portanto, é negar sentimentos e desejos que muitas vezes querem nos levar a fazer o que é errado. É justamente exercer a nossa soberania sobre as nossas emoções e desejos carnais.

Que sejamos vencedores neste luta árdua que travamos diariamente. Que tenhamos a consciência de que só depende de nós.


Pra. Ioná Loureiro

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Batismo! Um ato místico ou um ato de fé?!


Resolvi escrever sobre o batismo em virtude de alguns “misticismos”, digamos assim, que giram em torno desta ordenança do Senhor Jesus Cristo. Afirmo que é uma ordenança porque Ele fez questão de deixar este envio para a sua Igreja “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a o obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:19-20 NVI).

A este respeito, tenho observado que algumas pessoas, embora cristãs, veem o batismo como um ato místico e não como um ato de fé. Ou seja, alguns pregam que a pessoa, ao receber Jesus como seu único e eterno Salvador, não pode descer as águas do batismo de imediato. Acham que devem aguardar um tempo, esperar a ideia de ser um cristão amadurecer um pouco mais para depois se batizarem. Pregam o adiamento de um ato que deve ser vivido logo assim que a pessoa aceita a Jesus, como veremos, a seguir.

O batismo dos novos convertidos da Igreja Primitiva

Logo após o Pentecostes, com a descida do Espírito Santo, o Apóstolo Pedro faz a sua primeira pregação para uma multidão. Após ministrar com ousadia sobre o plano da Salvação, cerca de três mil vidas se convertem. Pelo que percebemos da leitura do texto, assim que aceitaram ao chamamento de Pedro, foram logo batizados.

“Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles: “Salvem-se desta geração corrompida!... Os que aceitaram foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de três mil pessoas” (Atos 2:14,40-42)

O batismo do carcereiro

Em atos 16, vemos o relato da prisão de Paulo e Silas. Em meio às prisões, eles oravam e cantavam louvores. Houve um terremoto na prisão, as portas se abriram e todos foram soltos, pois as correntes se quebraram. O carcereiro, diante do todo o acontecimento sobrenatural que presenciou, se converte e pergunta a Paulo e Silas o que deveria fazer para ser salvo. Paulo e Silas respondem que bastava crer no Senhor Jesus e ele seria salvo, juntamente com toda a sua casa. O verso 33 relatava que em seguida, o carcereiro e todos os de sua casa foram batizados.

Naquela mesma hora da noite o carcereiro lavou as feridas deles; em seguida, ele e todos os seus foram batizados” (verso 33)

O batismo do Eunuco

Filipe recebe uma direção do Espírito Santo para pregar a Palavra a um eunuco etíope, oficial importante, que a serviço da rainha dos etíopes estava a caminho de Jerusalém para adorar a Deus. Filipe ao seu aproximar do eunuco, ministra à sua vida o plano da Salvação discorrendo Isaías 53. Em seguida, enquanto estavam a caminho de Jerusalém, eles param diante de um lugar onde havia água, e a pedido do próprio eunuco, Filipe o batiza ali mesmo.

Prosseguindo pela estrada, chegaram a um lugar onde havia água. O eunuco disse: “Olhe, aqui há água. Que me impede de ser batizado? Disse Filipe: Você pode, se crê de todo o coração. O eunuco respondeu: Creio que Jesus é o Filho de Deus. Assim, deu ordem para parar a carruagem. Então Filipe e o eunuco desceram à água, e Filipe o batizou” (Atos 8:36-38)

Como vemos nos exemplos acima citados, o batismo é um ato de fé que deve ser imediato. O único requisito é crer que Jesus é o Filho de Deus. Ou seja, apenas é preciso “crer” e ter a consciência de que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. E isto não implica em ser perfeito, até porque aquele que começou a obra em nós há de completá-la até o dia de Cristo (Filipenses 1:6). Basta que haja fé, até porque é pela graça que somos salvos, por meio da fé e não por meio de obras para que ninguém se glorie (Efésis 2:8-9)

Mas, infelizmente, alguns não pensam desta forma. Nos meus 11 anos de ministério pastoral, enfrentei alguns obstáculos no tocante ao batismo. Ouvi considerações absurdas sobre o batismo que muito me irritaram. E, por incrível que pareça, tais absurdos muitas vezes vieram de pessoas que se diziam cristãs, pessoas do convívio daqueles que foram batizados em uma de nossas Igrejas.

Uma delas me deixou completamente estarrecida. Batizamos uma jovem que saiu da Igreja muito feliz. Ocorre que durante a semana seguinte, uma de suas conhecidas reprovou a sua atitude, afirmando que ela não estava pronta para ser batizada. Que ser batizado é como raspar a cabeça no Candomblé, que é algo muito sério.

Em outra ocasião, batizamos um jovem e um de seus amigos, que também era evangélico, reprovou a sua atitude, afirmando também que ele não estava pronto para ser batizado, pois era um novo convertido e não sabia muito bem se era aquilo que ele queria para a vida dele. O rapaz que batizamos se firmou e até hoje está na presença de Deus.

Percebemos, portanto, que algumas pessoas veem o batismo como um ato místico, ou seja, complicam, mistificam algo que é muito simples. Não há mistério! Se a pessoa crê que Jesus é o Filho de Deus por que deixar para depois o batismo? Por que adiar uma ordenança do Senhor Jesus? Ele mesmo fez questão de ser batizado para nos deixar este exemplo.

Além disso, o batismo é um ato público de fé, de extrema importância para a vida do cristão, enfim, é um dos requisitos para sermos salvos, como afirmou Jesus em Marcos 16:16 “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”. Então, por que adiar algo tão urgente e tão relevante na vida de um cristão?


Penso, sinceramente, que o evangelho precisa ser desmistificado. Ou seja, é tempo de parar de complicar o que é simples, de deixar de lado a religiosidade e levar as vidas a viverem e desfrutarem do verdadeiro evangelho.

Pra. Ioná Loureiro

segunda-feira, 31 de março de 2014

A INOCÊNCIA DE DANIEL


Estive refletindo sobre os grandes livramentos que Daniel viveu no reino da Babilônia. Analisando a questão pela ótica humana, é praticamente impossível que um homem ao ser lançado em uma cova, repleta de leões famintos, possa escapar com vida. Ele não era um domador de leões e naquela época não havia tranquilizantes. Digo porque existe um zoológico na Argentina onde as pessoas acariciam os leões, os alimentam sendo que os animais são dopados para ficarem em estado “zen”. Do contrário, ao invés de alimentá-los, certamente os visitantes seriam a refeição dos leões.

Mas Daniel escapou! Escapou vivo por quê? Que motivo fez com que vivesse tão grande livramento? A resposta se encontra no capítulo 6, verso 22, do livro de Daniel:

"O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum" 

Deus fez questão de livrar a Daniel por causa de sua inocência. Não havia dolo, não havia brechas na vida de Daniel. Ele era limpo diante de Deus e diante dos homens e este fato fez com que experimentasse este grande livramento.

A grande verdade é que sempre queremos viver grandes livramentos. Mas será que temos assumido a mesma conduta de Daniel?! Somos inocentes diante de Deus e diante dos homens? Somos irrepreensíveis?!

Muitas vezes nos preocupamos muito em estar limpos diante de Deus mas nos esquecemos de andar em retidão diante dos homens. Daniel disse ao rei “e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum” (Daniel 6:22)  Ou seja, ele tinha uma conduta exemplar diante do rei. Exercia as suas funções com excelência. Tanto é verdade que o rei ficou triste quando soube que teria de permitir que ele fosse lançado na cova dos leões. O rei sabia que Daniel não merecia esta penalidade. Era um ato injusto diante de um homem que não dava margens para que o acusassem de nada.

Situação semelhante viveu José, que experimentou um grande livramento por conta de sua conduta ilibada diante de Deus e diante dos homens quando recusou manter relações sexuais com a mulher de Potifar. 

"Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como foi faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus" (Gen. 39:8-9)

Assim como Daniel, José se preocupou em manter uma conduta reta diante de Deus e diante de seu superior. Estava limpo diante de Deus e diante dos homens e Deus o honrou a ponto de assumir a posição de governador em toda a terra do Egito. 

A história de Daniel nos convida a refletir sobre a nossa conduta diária, seja em nossa casa, em nosso trabalho, na Igreja e onde estivermos. Temos sido luz do mundo e sal da terra? Estamos limpos diante dos homens? Somos inocentes? Existem pessoas, por exemplo, que são uma benção na Igreja, mas em casa são péssimos exemplos. No trabalho, demonstram uma conduta totalmente fora dos padrões. Se dizem limpos diante de Deus, mas demonstram uma conduta completamente errada nos bastidores.

Que o Senhor, portanto, nos ajude quanto a isto para que possamos viver grandes livramentos. Que sejamos inocentes em meio à uma geração incrédula a fim de que possamos resplandecer como astros neste mundo. O brilho de Daniel resplandece até os dias de hoje e creio que Deus quer que o nosso bom testemunho reflita a sua glória nas gerações vindouras. 

Pra. Ioná Loureiro

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ESCOLHAS ERRADAS, CORAÇÕES PARTIDOS



A vida sentimental é uma área muito delicada na vida de qualquer pessoa, pois constantemente nos deparamos com pessoas sofrendo por amor, ou seja, pessoas sofrendo desilusões amorosas. Nos deparamos com relacionamentos desfeitos, sejam relacionamento de anos ou de pouco tempo.

Diante de tantos dissabores na vida afetiva, qual será o motivo de tantos desencontros? Por que se sofre tanto por amor?

Eu penso que o cerne da questão está justamente em “escolhas erradas”. Digo isto porque muitas vezes nos envolvemos sentimentalmente com alguém sem buscarmos a direção de Deus. Agimos por impulso e não segundo a direção do Senhor. Somos seres emocionais e cheios de afeto, cheios da ânsia de viver um grande amor, só que muitas vezes nos confundimos na hora de fazer a escolha mais séria de nossa vida, que é a escolha de nosso cônjuge, alguém com quem temos o objetivo de formar uma família e compartilhar os nossos sonhos.

Para comprovar a minha tese, quero traçar um paralelo entre dois homens que tiveram destinos diferentes com base em suas escolhas.

Primeiramente, quero falar sobre Sansão. Um homem escolhido por Deus, repleto de virtudes e de força. Homem que tinha tudo para viver um grande amor e viver dias felizes na terra. Deus certamente tinha propósitos maravilhosos para sua vida sentimental mas Sansão escolheu seguir unicamente o seu coração e se envolveu com uma mulher que o seduziu em troca de privilégios. Seu nome, Dalila. Sansão então entregou seu coração a uma mulher que não o amava, a uma mulher que o traiu e conseguiu afastá-lo dos planos que o Senhor tinha para sua vida. Todos sabemos o fim trágico que Sansão teve. Morreu cego, soterrado em meio aos seus inimigos. Seus sonhos foram interrompidos com um fim triste e sombrio.

O outro homem se chama Isaque, filho de Abraão e Sara. Filho da promessa, um homem igualmente escolhido e separado por Deus. Parece meio estranho mas Isaque não teve a oportunidade de escolher a sua esposa. O seu pai, preocupado com o seu futuro, mandou o seu servo fiel Eliezer buscar uma esposa dentre a sua parentela para casar-se com ele. Casou-se aos 40 anos de idade, sem desespero e sem atropelos. O Senhor colocou no caminho do servo de seu pai uma esposa linda e fiel para Isaque, uma mulher com quem se casou e amou profundamente e com quem viveu uma linda história de amor. Isaque prosperou muitíssimo, morreu em ditosa velhice, deixou filhos e uma descendência poderosa na terra.

Ao olharmos para a história destes dois homens, percebemos o quão importante é ter zelo na hora de viver um grande amor, pois a nossa vida sentimental pode ser considerada como um divisor de águas em nossas vidas. Vemos, portanto, que esta escolha não pode ser uma escolha feita na carne, mas no espírito, isto é, debaixo da direção de Deus. Muitas vezes fazemos escolhas erradas, como aconteceu com Sansão, pois nos deixamos levar unicamente pelos nossos sentimentos e não levamos em conta a vontade do nosso Deus que é sempre boa, perfeita e agradável. Por vezes se escolhe erradamente um parceiro e depois de um tempo surge aquele clássico questionamento: onde foi que eu errei?

 

O meu conselho, para quem está a espera de um grande amor, de um bom encontro, é que tenha muita cautela e que busque com cuidado a direção de Deus. Além disso, um outro conselho que dou é que ouçam a seus pais e a seus líderes espirituais, pois muitas vezes eles enxergam a verdade que você não quer enxergar. E, acima de tudo, estejam sempre abertos para ouvir a voz de Deus.  

Rebeca, antes de partir para se encontrar com Isaque e formar uma família, foi abençoada por seus pais. Muito me espanta hoje em dia ver a forma como as pessoas se relacionam sentimentalmente.  Vão se envolvendo e muitas vezes não consultam os seus pais, os seus líderes que muitas vezes são vistos para chatos, intrometidos e antiquados. Não buscam conselhos e mergulham de cabeça sem nenhum tipo de cautela, de orientação e sem direção. São afoitos e não entendem o que é esperar, o que é pedir sinais para saber discernir a vontade de Deus.

Por fim, desejo a você que anseia por viver um grande amor, que Deus o abençoe e que o oriente neste sentido. Que a sua história seja tão linda como a história de Isaque e de tantas outras pessoas que souberam buscar a direção de Deus no tocante a este momento tão lindo, tão importante e tão sublime. Que você saiba esperar o momento certo de viver um grande amor.

 

Pra. Ioná Loureiro

 

sábado, 2 de novembro de 2013

AMAR A VERDADE...




Vivemos em um mundo onde as pessoas se acostumaram com a mentira e a falsidade. Talvez seja porque o mundo jaz o maligno e ele é o pai da mentira. Ou seja, ele acaba manipulando as pessoas para que vivam na mentira. E diante deste contexto, torna-se difícil encontrar pessoas que sejam verdadeiras e quando somos verdadeiros, muitas vezes, somos mal interpretados e não compreendidos.

Alguns, por sua vez, afirmam que não são verdadeiros porque são forçados pelas circunstâncias. Ou então, se falarem a verdade, poderão sofrer algum tipo de represália ou algo parecido. Outros alegam, inclusive, que é só uma mentirinha ou então afirmam que todo mundo no fundo mente e que isto não faz mal a ninguém.

Mas, qual será a visão do Senhor a este respeito? Eu poderia usar diversas citações bíblicas para falar sobre a importância de dizermos a verdade, de sermos verdadeiros. Há inúmeros textos e fundamentos na Palavra. De todos os textos que conheço, quero citar um texto que se encontra em Zacarias 8:16-19. Vejamos.

“Estas são as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas.E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio diz o Senhor.E a palavra do Senhor dos Exércitos veio a mim, dizendo:Assim diz o Senhor dos Exércitos: O jejum do quarto, e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o jejum do décimo mês será para a casa de Judá gozo, alegria, e festividades solenes; amai, pois, a verdade e a paz”

O Senhor nos convida a amar a verdade, a falar a verdade e a executar a verdade. Vemos, no texto citado, que o Senhor simplesmente “odeia” a mentira. É algo tão sério que no último livro do Apocalipse, vemos a seguinte afirmação: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira”. Fiz questão de grifar! (Apocalipse 22:15).
Vemos, portanto, que amar e viver na verdade deve ser algo tido prioridade em nossas vidas. Enfim, deve ser um estilo de vida. Como servos e amigos de Deus, não podemos viver na mentira. Ainda que sejamos rejeitados, ainda que venhamos que pagar um preço por isto, precisamos ser verdadeiros.

Não podemos nos esquecer que a verdade sempre irá nos justificar, como o Apóstolo Paulo afirmou em sua carta aos Efésios “Estais, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade..” (Efésios 6:14). Precisamos, portanto, nos revestir da verdade, pois ela é uma arma que nos protege e nos livra do mal. Um soldado romano usava de 1 a 3 cinturões para prender a espada e para proteger a região abdominal. Vemos que Paulo usou esta expressão para deixar bem claro a importância da verdade no nosso revestimento espiritual.

Que possamos, portanto, amar a verdade em todo o tempo, não nos conformando com a mentira e a falsidade que existe no mundo em que vivemos. Vamos amar a verdade!


Pra. Ioná Loureiro

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Precisamos mesmo de tantos calmantes?



Recentemente foi publicada uma matéria em uma revista da grande circulação nacional sobre o uso indevido do Rivotril, um calmante de tarja de uso amplamente difundido em nosso país.
Segundo a matéria, o Rio de Janeiro é campeão no uso deste calmante, comumente indicado em casos de síndrome do pânico e depressão. Segundo os psiquiatras, o medicamento deve apenas ser usado em casos específicos e por um período não muito longo. Ocorre, entretanto, que as pessoas estão usando o Rivotril indiscriminadamente para aliviar a tensão do dia-a-dia, para esquecer os problemas, para ter uma boa noite de sono, como quem toma um remedinho para dor de cabeça.

Todavia, aqueles que estão usando indevidamente este medicamente estão esquecendo que o mesmo causa forte dependência após um longo período de uso, além de afetar o funcionamento normal dos neurotransmissores. Algumas pessoas, inclusive, tiveram que ser internadas para vencer a dependência, passando por uma espécie de desintoxicação.

Pelo que eu percebi da matéria e dos relatos apontados, as pessoas não estão sabendo lidar com as suas emoções e diante desta realidade, estão apelando para calmantes desta natureza. Ou seja, diante dos problemas, das lutas do dia-a-dia, dos desafios, das pressões, apelam para o que pode rapidamente aliviar o desconforto mental, pois o remédio age imediatamente no sistema nervoso central trazendo uma sensação de bem estar, por isso, é conhecido como “a pílula da felicidade”. Assim, em vez de buscarem o equilíbrio de suas emoções através do Espírito Santo, através de um relacionamento com Deus, estão partindo para um alívio imediato, superficial e prejudicial à saúde. Percebemos, portanto, que as pessoas andam por demais ansiosas. Jesus, conhecendo esta aflição humana, fez um discurso maravilhoso sobre a importância de não andarmos ansiosos.

“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos?

Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? {Pois a todas estas coisas os gentios procuram.} Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:25-34)

Embora não sendo psicóloga ou psiquiatra, posso afirmar que é possível manter o equilíbrio emocional sem tomar tais medicamentos e isto através de um exercício de fé e de confiança no Senhor.  Faço esta afirmação com propriedade porque vivi um período em minha vida em que perdi o controle das minhas emoções. As pressões eram tantas que fui atacada por doenças decorrentes de transtornos da ansiedade. Cheguei a sentar em divãs de psicólogos e psiquiatras, chegando, inclusive, a tomar calmantes como lexotan, frontal, etc. Experimentei estes medicamentos alguns dias só que decidi buscar o divã do Altíssimo e descobri que a cura estava em Jesus Cristo, pois Ele está sempre pronto a nos guiar aos pastos verdejantes e às águas tranquilas de descanso.

Foi um momento de grande conflito interior, mas refletindo na Palavra de Deus e com a ajuda das minhas autoridades espirituais, pude adquirir forças e fé para vencer este mal. Deste modo, orando, estando na Casa do Senhor, acabei aprendendo a controlar as minhas emoções e fui livre daquele mal estar constante que me perseguia diariamente.

Hoje, ainda que o mundo pode estar desabando sobre mim, não perco o controle das minhas emoções e já não me aflijo tanto. Aprendi a descansar em Deus. Aprendi a clamar pelo socorro do Senhor “Elevo os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (Salmo 121:1-2) Aprendi a viver cada dia, pois o amanhã sempre cuidará de si mesmo. Aprendi o caminho da gratidão, aprendi a apreciar as coisas boas da vida. Aprendi que aquilo que eu não consigo resolver, o Senhor resolverá por mim. Aprendi que nem sempre as coisas acontecerão do jeito que planejei. Aprendi a não sofrer por antecipação. Aprendi, inclusive, a separar um tempo para descansar e por as idéias em ordem, como fez Jesus com os seus discípulos após uma longa jornada ministerial.

“E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado. E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. E foram sós num barco para um lugar deserto” (Marcos 6:30-32)

Por fim, aprendi a confiar em Deus.

Meu conselho, diante do que vivi e do que tenho visto, é que possamos sempre buscar o equilíbrio de nossas emoções através da Palavra de Deus e da cobertura da Igreja. A tempestade, por mais forte que seja, sempre vai se acalmar. Além disso, precisamos separar um tempo para descansar, nem que seja um dia na semana. Somos humanos e não máquinas. Muitas vezes extrapolamos os limites do nosso próprio corpo e da nossa mente e isto acaba gerando uma espécie de sobrecarga nas nossas emoções. Foi o que aconteceu comigo, pois me envolvi com muitas atividades, colocando sobre os meus ombros uma carga de responsabilidades que não conseguia dar conta, o que veio a causar um bloqueio nas minhas emoções.

E por fim, aconselho que tenhamos um coração como o do rei Davi, que viveu muitos dissabores mas mantinha a sua alma apegada ao Senhor em todo o tempo e tinha o hábito de colocar diante dele todas as suas queixas, todas as suas crises, enfim, tudo o que lhe afligia.

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte” (Salmo 42:5-6)

Que possamos, portanto, estar livres do uso de medicamentos como Rivotril, que o nosso refúgio seja o Senhor nosso Deus. Que habite em nós a paz que Jesus nos prometeu!  

Deixo bem claro que meu objetivo com este texto não é recriminar aqueles que utilizam calmantes, pois são eficazes e necessários em dadas situações e quando usados sob recomendação médica. E muito menos quero que aqueles que os utilizam interrompam o seu uso sem orientação médica. Quero apenas mostrar que existe um caminho diferente para nos livrarmos dos problemas emocionais que tanto têm assolado a humanidade.


Pra. Ioná Loureiro

terça-feira, 30 de julho de 2013

Ele se importa...

Caravaggio


É impressionante, ao analisarmos a vida de Jesus e suas atitudes, o quanto ele se importa conosco. Seu amor é tão grande que por vezes nos constrange. A este respeito, estive refletindo sobre a incredulidade de Tomé. Lendo o relato de João 20, muito me impressiona a paciência, o amor e a atenção que Jesus deu a um homem incrédulo como Tomé, que veio a tornar-se para o mundo em geral o sinônimo da incredulidade e da descrença.

Todos estavam reunidos e Jesus aparece diante dos discípulos. Mas, onde estava Tomé!? “Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio JesusTodos os presentes viram a Jesus e se alegraram. Quando se encontraram com Tomé, os demais discípulos relatam a ele a experiência que tiveram ao verem Jesus. Ele está vivo! Ele está vivo! Mergulhado em sua incredulidade, Tomé se recusa a crer na ressurreição do Salvador e faz a seguinte afirmação: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei” (João 20:25)". Na verdade, Tomé foi o único que exigiu provas materiais da ressurreição de Jesus.

Enfim, Tomé dúvida e questiona a ressurreição de Jesus. E oito dias depois, Jesus novamente aparece aos discípulos. Desta vez, Tomé estava presente. Jesus poderia muito bem ignorar a Tomé, lançando em seu rosto a sua incredulidade. Poderia ter lhe dado aquela bronca, poderia tê-lo humilhado diante de todos. Jesus poderia marcá-lo com X e ter dito: “Não quero conversa com este incrédulo!", como muitos de nós fazemos quando alguém nos decepciona. Mas Jesus, voltando-se para Tomé, diz com extremo amor: " Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente " (João 20:27) Tomé, meio que tonto, anestesiado, envergonhado, constrangido, faz a seguinte declaração: "Senhor meu, e Deus meu!". Ele então reconhece que o Senhor Jesus era mais do que um simples homem: era Deus. Francamente, o Senhor precisava provar alguma coisa a alguém?! Obviamente que não!

Penso que é necessário que haja em nós este mesmo sentimento, esta paciência, este amor. Jesus não desprezou os questionamentos de Tomé, assim como não desprezou a Pedro, que o negou. Jesus conhecia o coração de Tomé, sabia da sua sede em conhecê-lo.

Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:15,16).

Tomé, na verdade, era um investigador sincero e, além disso, era um homem cheio de coragem. Vejamos uma de suas declarações quando os demais discípulos demonstraram medo de serem apedrejados ao retornarem para a Judéia com Jesus, quando da ressurreição de Lázaro.  “Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: vamos também nós para morrermos com Ele” (João 11:16). Além disso, convém salientar que enquanto os discípulos estavam trancados, com medo, Tomé não estava entre eles, deixando transparecer a sua coragem e ousadia.

"Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco...Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus" (João 20:19,24)

Na verdade, Tomé ao longo de sua caminhada como discípulo de Jesus foi construindo uma história e num momento de fraqueza, o Mestre o amou e se importou com ele.

Toda vez que leio este texto me emociono, pois em meu coração surge a certeza de que Jesus jamais me abandonará. Ele se importa comigo! Ele entende, até mesmo, a nossa incredulidade! Ele não me exclui! Ele é amor!

É realmente maravilhoso saber que Jesus se importa conosco e compreende os nossos momentos, as nossas crises. Ele conhece o nosso coração e sempre buscará se revelar a cada um de nós, resgatando e restaurando a nossa fé, revelando a sua grandeza, o seu poder de ressurreição. 

Pra. Ioná Loureiro

Obs. Após a ressurreição de Jesus, Tomé evangelizou a Pátria e, pela tradição cristã posterior, estendeu seu apostolado à Pérsia e Índia. Consta que foi martirizado e morto pelo rei de Milapura, na cidade indiana Madras.



Pra. Ioná Loureiro

terça-feira, 9 de abril de 2013

"TREINO DIFÍCIL, COMBATE FÁCIL"



Hoje fiz uma prova daquelas, bem difícil, toda baseada em questões de Concursos. No Facebook mandei um recadinho para o meu professor, dizendo: Que prova difícil, hein?! Ele então me responde, objetivamente: "TREINO DIFÍCIL, COMBATE FÁCIL".

Assim, fiquei refletindo sobre o que ele me disse e, como sempre, não pude deixar de cristianizar a frase compartilhada pelo professor. Aliás, uma advogada que conheci certa vez sempre ralhava comigo, dizendo: - Ioná! Para com essa mania de ficar cristianizar tudo?! Mas não nem como não agir assim, se para mim, o viver é Cristo.

Mas... continuando a minha cristianização. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas que precisamos ter bom ânimo (João 16:33). Ou seja, sempre haverão treinos difíceis para que o combate que nos espera logo a frente seja fácil. As lutas que enfrentamos, na verdade, são permitidas por Deus para que possamos amadurecer e enfrentar os desafios que surgirão no futuro com mais maturidade, com mais preparo, com mais equilíbrio e finalmente sairmos vencedores.

Interessante que neste treinamento da vida, não dá para colar. É nós mesmos...O que vale é a nossa experiência com Deus e o conhecimento da Palavra que vamos adquirindo ao longo tempo.

Que sejamos treinados, para que o combate seja fácil. Tenhamos bom ânimo, tenhamos fé, tenhamos esperança.

Pra. Ioná Loureiro

terça-feira, 2 de abril de 2013

NATÃ, UM HOMEM DE CORAGEM



Todos lembramos muito bem do rei Davi, o homem segundo o coração de Deus. Todas as atenções são voltadas para ele, mas não podemos nos esquecer de algumas pessoas que fizeram parte de sua vida e que foram grandes instrumentos nas mãos de Deus para que os propósitos do Senhor se cumprissem em sua vida.

A este respeito, desejo abordar a vida de um homem que exerceu um papel fundamental na vida de Davi. O Profeta Natã.

Como todos sabemos, em dado momento de sua vida, o rei Davi se atolou no pecado. Adulterou e como se não bastasse, mandou assassinar o marido desta mulher, um homem inocente, articulando a sua morte em um das batalhas travadas por seu exército.  Davi se deixou embriagar pelo pecado. Como disse o autor da carta aos Hebreus, o pecado tenazmente nos assedia (Heb. 12:01) e Davi não resistiu, se rendeu ao pecado de forma absurda.

Foi preciso então que um homem de coragem confrontasse o grande rei de Israel. Assim, obedecendo a voz de Deus (“E o Senhor enviou Natã a Davi”, II Sam. 12:1), o Profeta Natã apresentou com muita sabedoria uma ilustração ao rei, despertando o seu senso de justiça e conscientizando-o do seu erro, de seu pecado “Tu és este homem!”(II Sam. 12:7). Davi então recupera a sua boa consciência, busca o caminho do arrependimento e restabelece a sua comunhão com Deus. “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor” (II Sam. 12:13)

Fico imaginando a coragem deste homem que conseguiu despertar a consciência do rei de Israel. Como rei, Davi poderei mandar matá-lo como muitos reis faziam ao serem contrariados. Mas Natã não teve medo, o seu chamado estava acima de seus sentimentos, acima qualquer privilégio. O rei precisava acordar! O rei precisava ser salvo! O rei precisava ser perdoado!

“Irmãos, se algum dentre nós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados” (Tiago 5:19,20)

Por fim, vale salientar que depois nasce Salomão, o sucessor ao trono de Israel. Davi confia a Natã a responsabilidade de educar seu filho, o herdeiro ao trono, que o chamou de  “Jedidias”, que quer dizer “por amor ao Senhor” (II Samuel 12:25). O homem que repreendera o rei se torna seu amigo, um homem de confiança.

“Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará” (Prov. 9:8)

Penso que existem muitos Natãs que precisam cumprir o seu chamado. Não para acusar, para julgar, mas para trazer de volta à verdade corações que se desviaram dos propósitos de Deus. Penso também que é preciso que todos tenhamos um coração como o de Davi, tendo a humildade de ouvir uma repreensão sincera para que possamos voltar para o centro da vontade Deus e cumprir o nosso chamado.

Pra. Ioná Loureiro