quinta-feira, 28 de abril de 2011
SE PERECER, PERECI...
"Se perecer, pereci..." Ester 4.16
Tem momentos, na nossa vida, que temos de arriscar. Ou seja, tomar uma atitude em prol de um sonho, de um projeto, de um livramento, enfim, em prol de algo que necessitamos, mesmo sabendo que o medo de arriscar sempre existirá, pois o medo é um sentimento que existe no emocional do ser-humano.
Ester foi uma mulher que soube arriscar a sua própria vida em prol do seu povo. Era tudo ou nada! Diante da presença do rei, estava lançada a sua sorte. Se o rei recusasse a sua presença, seus sonhos e os sonhos de todos os judeus morreriam para sempre. Ester, entretanto, com firmeza disse “Se perecer, pereci”. Em outras palavras, disse: Vamos lá! Vamos tentar! Ester deixou de lado o medo e partiu em busca no desafio, do inesperado, especialmente porque ela sabia que sua vida estava nas mãos do Deus do Impossível.
Da mesma forma, precisamos aprender a arriscar como Ester. Precisamos ter a coragem de dar passos seguros, precisamos com firmeza tomar as decisões que precisam ser tomadas. Precisamos, na verdade, aprender a encarar os desafios que a vida nos apresenta. Fugir não é a solução! Imaginem se Ester se escondesse diante daquele contexto? Imagine se Ester se recusasse a enfrentar os seus medos?
O medo, na verdade, é uma defesa, uma reação que apresentamos diante do desafio. Ocorre que o medo pode nos aprisionar e nos impedir de avançar. Temos, muitas vezes, medo de tentar, medo do novo, medo de errar, de fracassar. O medo, na verdade, pode inibir o nosso sucesso, o nosso futuro. Quantas pessoas deixam de viver seus sonhos devido ao medo de arriscar?. O próprio Senhor Jesus, teve de enfrentar o medo e tomar uma decisão. Quando esteve no Getsêmani, orando ao Pai para que afastasse dele aquele cálice, o cálice da cruz, teve a coragem de seguir em frente. "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres" (Marcos 14.36). Ele já sabia qual era a vontade Deus, mas a decisão era unicamente sua. Decidiu, portanto, enfrentar os seus medos e salvar toda a humanidade.
Que tenhamos, portanto, coragem de enfrentar os desafios que surgem à nossa frente. Que possamos tomar as decisões que precisam ser tomadas com fé e ousadia. Que possamos dar passos seguros.
Pra. Ioná
terça-feira, 19 de abril de 2011
A agenda de Jesus
"Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais de divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava" (Lucas 5.15,16)
Às vezes achamos que a nossa agenda está sempre cheia e que não temos tempo para orar. Enfim, estamos sempre envolvidos com muitos compromissos e alegamos que não temos tempo para manter uma vida de oração. Bom, se a nossa agenda é apertada, imagine a agenda do Senhor Jesus?! Me ponho a imaginar como se deveria ser a loucura do seu dia-a-dia. - Jesus, a multidão te chama! Jesus, vamos na casa de fulano. Jesus, precisamos resolver isso! Jesus, vamos para outra Cidade. Jesus, estão te perseguindo! Jesus, falaram isso de você! Jesus, Jesus, Jesus!!! Certamente, o Mestre era muito requisitado por todos e tinha muitos problemas para resolver. Enfim, eram muitos os compromissos e afazeres.
Mas a despeito de todo corre corre, Jesus sempre separava um tempo para orar. Ele buscava lugares solitários para falar com Deus. Ele entendia que esse momento era precioso e que não podia abrir desta comunhão com o Pai.
Da mesma forma, também precisamos nos retirar para lugares solitários para falar com o Senhor. Ou seja, precisamos de momentos a sós com Deus. Não podemos abrir mão destes momentos tão preciosos para a nossa vida espiritual. Na verdade, a nossa relação com o Senhor é desenvolvida e fortalecida nos bastidores, no silêncio, nos lugares solitários onde abrimos o nosso coração ao Senhor sem reservas, sem impedimentos. É no secreto, nos clamores que ninguém vê e sabe, que somos marcados e ouvidos pelo Senhor.
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" Mateus 6.6
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" Mateus 6.6
Só que lamentavelmente, muitas vezes só oramos na Igreja. Quando chegamos em casa, ou quando estamos em nosso trabalho, nos esquecemos de que precisamos ter momentos de intimidade com o Senhor. Nos esquecemos de que é preciso que nos retiremos para lugares solitários para falar com Deus, pois o segredo do nosso fortalecimento espiritual está na oração. Jesus, antes de enfrentar o calvário, orou intensamente.
"E, adiantando-se um pouco, prostou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora...Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras" Marcos 14. 35 e 39.
Aqueles momentos de oração junto Pai, fortaleceram o seu coração e lhe deram coragem para ir adiante e enfrentar o momento mais difícil de sua vida. "Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima" (Marcos 14.42)
Se Jesus, o Filho de Deus, tinha necessidade orar, imagine nós, seres humanos?! É indispensável mantermos uma vida de oração. Não podemos negligenciar esta necessidade em nossas vidas.
Que possamos, portanto, procurar os lugares solitários para falar com Deus e assim sermos fortalecidos.
Pra. Ioná Loureiro
Pra. Ioná Loureiro
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O BEM PRECISA TRIUNFAR
"Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" Rom. 12.20,21
Se dermos vazão, o mal ocupará espaço em nossas vidas. Enfim, quando somos agredidos, injuriados, injustiçados, caluniados, a tendência natural é permitir que pensamentos ruins entrem em nosso coração, como por exemplo, o ódio, a mágoa, o rancor, a ira, a discórdia. Mas... o Senhor, nos dá um conselho. NÃO TE DEIXES VENCER DO MAL, MAS VENCE O MAL COM O BEM. Na verdade, em situações como estas, há uma guerra travada dentro de nós. O nosso lado humano, carnal, quer nos impulsionar a permitir que o mal habite em nós. Quer que revidemos, que odiemos e por aí vai. Por sua vez, a nossa natureza espiritual, que se relacionada com Deus, nos impulsiona a agir de forma diferente, nos impulsiona a fazermos o bem. Então, nessa guerra fria, árdua, nos cabe deixar que o bem triunfe, nos cabe ouvir a voz de Deus.
Quando penso nisto, me lembro de filme que meu filho gosta muito de assistir. O Homem Aranha III. Eu dei um pack para ele com a trilogia do Homem Aranha e ele ama assistir este filme. No Episódio III, o Homem Aranha permite que o mal invada o seu coração. Ele deixou de ser bonzinho e se torna um vilão. Ou seja, a influência do mal ocupa espaço em seu coração. O final da história, todos já sabem. Eu não vou contar se não perde a graça. Basta dizer que nos filmes de super-heróis, o bem sempre triunfa. Mas não é bem assim na vida real. Por vezes, o mal prevalece no coração daqueles que dão espaço a ele.
Assim, que nesta guerra que vivemos, o bem triunfe em nós. Que possamos, a cada dia, vencer o mal com bem, pois esta é a vontade de Deus para as nossas vidas.
"Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" Heb. 12.15
Pra. Ioná Loureiro
DESABAFO
Neste semestre da Faculdade não comecei muito bem. Mas, a forma como iniciamos algo não define a forma como terminaremos. Para quem tem Cristo, tudo sempre acaba bem, afinal de contas, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
Eu consegui tirar 4 em Prática Jurídica. Um 4 que revelou a minha verdade na disciplina. Não estudei direito, chegava sempre atrasada na aula, não copiei toda a matéria, enfim, não me esforcei. A matéria é desgostosa, Direito do Trabalho, algo que não me identifico bem. Compartilhei com um colega o meu horror de nota. Ele quase não acreditou. Arregalou os olhos e perguntou, na maior simplicidade e naturalidade do mundo. Tirou 4!!!!. Mas você não colou?!! Eu lhe respondi: Não colei. Eu não gosto do colar. Quando respondi isso me senti um ET, vindo de outro mundo, pois ele me olhou como se eu fosse de outro mundo por não colar, coisa que a maioria da turma fez. Eu, particularmente, sento na primeira fileira para não cair em tentação. Sou humana!
A grande verdade é que Deus nos chamou para sermos diferentes. Se todo mundo cola, eu não vou colar, pois estou mentindo para mim mesmo e para Deus. Se todo mundo adultera, eu não adulterar. Se tudo mundo xinga palavrão, eu não vou xingar. Se todo mundo odeia, eu vou amar. Se tudo mundo desagrada a Deus, eu vou ser diferente. Ou seja, fomos chamados para ser diferentes, ainda que sejamos vistos como ET, ainda que tenhamos de fugir de situações para não errar, ainda que tenhamos te pagar um preço por isso.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 4 de abril de 2011
LEVEZA DO SER
Vivemos, muitas vezes, com a cabeça cheia de preocupações. Achamos que temos que resolver tudo, e pensamos, em muitas ocasiões, que somos os culpados de tudo. Nos tornamos pesados diante de tantas preocupações e queremos encontrar solução para tudo, ou melhor, achamos que temos de encontrar a saída para todos os problemas que estamos enfrentando. Somos, na verdade, pressionados pela nossa própria consciência. Carregamos jugos e fardos pesados demais que não conseguimos suportar.
Confesso que um dia desses estava me sentindo assim, pressionada, pela minha própria consciência. Mas em meio a este sentimento, o Senhor me fez lembrar de sua Palavra, quando diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Por que o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” Mateus 11.28-30.
O Senhor me fez lembrar que Ele já sofreu por mim e que não preciso mais carregar fardos e jugos que não são meus. O Senhor que fez entender que precisamos parar de sofrer desnecessariamente e que precisamos deixar de carregar culpas que não são nossas. Por fim, o Senhor me fez entender que precisamos ser mais leves, especialmente porque muitas vezes esquentamos a cabeça desnecessariamente, achamos que somos super-heróis e que temos a obrigação de resolver os problemas de toda humanidade e de acabar com todos os vilões. Jesus quer que tenhamos esta leveza do ser, leveza para entender que tudo tem o seu tempo, leveza para confiar no seu poder, leveza para viver a vida intensamente, sem culpas e sem atropelos, leveza para viver cada dia, leveza para entender que o amanhã cuidará de si mesmo, leveza para dormir em meio à tempestade.
E para vivermos assim, com esta leveza do ser, precisamos confiar em Jesus, tendo a certeza de que Ele está conosco, todos os dias, como nos prometeu (Mateus 28.20). Com esta leveza, somos capazes de viver a vida, desfrutando de cada momento e experiência. Se tentamos e não conseguimos, se sonhamos e não alcançamos, se por um acaso fracassamos, precisamos ter a certeza que dias melhores virão e que o Senhor nos conduzirá sempre em triunfo. O importante é viver, o importante é não desistir, o importante é caminhar com o Senhor. Sejamos leves, sejamos livres, sejamos filhos de Deus, sejamos eternos.
"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento" II Cor. 2.14
Pra. Ioná Loureiro
sexta-feira, 1 de abril de 2011
DIZER A VERDADE...
Hoje é dia 1º de Abril, conhecido por alguns como o dia mentira. E neste dia, quero refletir sobre a verdade.
É muito bom andar na verdade! O Senhor, inclusive, nos convida a falar a verdade “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos...” (Col. 3.9). Aliás, somos convidados a comprar a verdade “Compra a verdade, e não a vendas...” (Prov. 23.23).
Por que comprar a verdade?! Porque para andar na verdade é preciso pagar um alto preço. O preço de colocar a cabeça a prêmio, de não ser compreendido, de ouvir poucas e boas, de ser perseguido, especialmente porque o mundo à nossa volta vive na mentira. Enfim, é preciso ter coragem para andar na verdade. E às vezes, por sermos verdadeiros, sofremos injustamente.
Jesus, por ser verdadeiro, por pregar a verdade que liberta, foi perseguido e ultrajado. Mas a verdade que Ele tanto pregou lhe trouxe vida, pois, ao terceiro dia Ele ressuscitou. A verdade triunfou sobre a morte!
A verdade sempre prevalece, sempre triunfa, especialmente porque o Reino de Deus é fundamentado na verdade “justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto” (Salmo 89.14).
Creio que como servos de Deus precisamos andar realmente na verdade, ainda que isto nos custe muito caro. Ou seja, como nos recomenda a Palavra, os nossos lombos precisam estar cingidos com a verdade, para que possamos nos manter de pé e inabaláveis.
“Estais, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade...” Efésios 6.14
Pra. Ioná
terça-feira, 29 de março de 2011
UM DEUS A PROCURA DE AMIGOS
Existem muitas pessoas que pensam que Deus só serve para resolver os problemas. Ou seja, só o procuram na hora do sufoco, na hora do aperto, na hora do desespero. Na verdade, é preciso enxergar ao Senhor com outra visão. Deus existe para que possamos nos relacionar com Ele em amor, numa relação de aliança e amizade.
Podemos dizer que Abraão enxergava Deus sobre essa ótica, especialmente porque andou com Deus, sem mesmo entender os seus propósitos. Ele simplesmente amou ao Senhor em todos os momentos. Ele o amou ainda mesmo quando Ele pediu o seu único filho em sacrifício, o filho da promessa, Isaque. Abraão amou e confiou no Senhor mesmo sem entendê-lo, por este motivo, foi chamado amigo de Deus “E creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus” (Tiago 2.23). Afinal de contas, amigo verdadeiro é aquele que ama mesmo sem entender. Amigo é aquele que está perto, que caminha junto, mesmo em meio ao silêncio. Amigo é aquele em quem podemos confiar.
Creio que nos dias de hoje Deus está à procura de amigos verdadeiros. Enfim, pessoas que o sirvam, que o busquem simplesmente pelo que Ele é e não pelo que Ele pode oferecer. Pessoas que estejam dispostas a lhe entregar o que mais amam sem reservas, sem limites. Pessoas que estejam dispostas a ouvir a sua voz incondicionalmente. Pessoas que estejam dispostas a serem levadas para fora de suas impossibilidades e medos para contemplar as estrelas do céu. Enfim, pessoas que estejam dispostas a firmar uma aliança com o Senhor, sem reservas e sem limites. Esta a procura de "verdadeiros" adoradores.
Que sejamos amigos de Deus!
Pra. Ioná
sexta-feira, 25 de março de 2011
A BRONCA DE JESUS
"Mais tarde Jesus apareceu aos Onze enquanto eles comiam; censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não acreditaram nos que o tinham visto depois de ressurreto" (Marcos 16.14)
Às vezes me ponho a imaginar a bronca que os discípulos levaram nesta ocasião. Sabe aquela bronca, aquele sermão que levamos quando crianças ou adolescentes. Aquele em que o nosso pai ou a nossa mãe, ou alguém que nos ama passa quase uma hora falando e repetindo as mesmas coisas, tentando nos mostrar que estamos errados, tentanto nos fazer amadurecer para a vida. Enfim, aquele sabão, como diz o ditado popular.
Creio que foi uma bronca assim que Jesus deu em seus discípulos. Posso imaginar Ele dizendo assim: - Gente, eu não acredito! Eu disse que eu ressuscitaria, eu falei, eu prometi. Passamos basicamente três anos juntos, vocês viram os milagres que eu operei, vocês me ouviram dizer que eu ressuscitaria e agora vocês simplesmente desacreditaram de tudo? Que é isso?! Quando é que vocês vão acordar! E daí por diante. Enfim, Jesus deve ter falado muito... Deve ter realmente sido uma bronca, uma escovada daquelas.
Os tempos passaram e tem momentos que precisamos levar uma bronca dessas, especialmente quando desacreditamos das promessas de Deus. Quantas vezes duvidamos? Quantas vezes perdemos a nossa fé e voltamos para Emaús? Quantas vezes nos tornamos imaturos e inseguros diante das adversidades?
Em momentos como estes, precisamos ser conscientizados de que Aquele que prometeu é fiel para cumprir. É preciso que Jesus venha e quebre a dureza de nossos corações para que possamos acreditar em suas promessas.
Pra. Ioná Loureiro
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ele se emociona
Confesso que chorei ao ver o resgate da menina Cristal, no Recreio dos Bandeirantes. A menina estava com sua mãe e um casal de amigos quando o carro em que estava caiu em um canal no Recreio dos Bandeirantes. A cena do resgate foi dramática, pois a menina ficou cerca de 20 minutos sem respirar e seu estado é gravíssimo no Hospital Miguel Couto. Aquelas cenas mexem com a emoção de qualquer um.
Naquele momento, não sei porquê, lembrei do choro de Jesus antes de ressuscitar a Lazaro. A Palavra nos diz que ele moveu-se muito em espírito e perturbou-se ao ver Maria chorar e, juntamente com ela, todos os judeus que ali estavam (João 11.3.-5). Jesus então, chorou.
Muitas pessoas tem uma visão errônea de Jesus, achando que ele é um ser estático, frio e sem sentimentos, sem emoções. Ou seja, muitos acham que Ele não se emociona e não se importa com o sentimento humano. Mas a grande verdade é que Ele é um Deus que se emociona, se sensibiliza com a dor do ser humano. Muitos não percebem que em meio à nossa dor, Ele está conosco, sempre disposto a ressuscitar o que amamos e a trazer de volta os nossos sonhos. Além disso, por ter uma natureza emocional, é fácil atrair a sua bondade até nós, pois quanto mais nos envolvemos com o Senhor, mais penetramos em seu ser, mais o atraímos, mais o conquistamos, mais o conhecemos.
Pra. Ioná Loureiro
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A coragem de dizer não
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." Romanos 6:14"
Estive lembrando nestes dias do caráter irrepreensível do jovem José do Egito, especialmente no que diz respeito à sua coragem de dizer não ao pecado que tão de perto o assediava.
Jovem, como qualquer um que existe nos dias de hoje, recusou um convite que para muitos seria irresistível. Uma mulher, provalmente sensual e atraente, o convida para alguns momentos de prazer. José decidiu dizer não!
"Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem; ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?" Gen. 39.8,9
Creio que naquele momento, o que falou mais alto na sua consciência não foram os seus instintos carnais, o seu libido sexual, que aliás, como sendo um jovem normal, devia estar bastante aflorado. Naquele momento, a voz que ecoou em sua consciência foi justamente a voz da aliança que tinha com Deus. O temor do Senhor, o princípio da verdadeira sabedoria.
Anos se passaram e novos Josés surgem em nossa geração na figura de homens e mulheres que têm a coragem de dizer não ao pecado. Homens e mulheres que colocam a aliança que possuem com o seu Deus acima de qualquer satisfação humana e passageira. Homens e mulheres que serão honrados e aclamados numa terra estrangeira. Homens e mulheres que marcarão a sua geração para sempre.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Enfretando as perseguições
"E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna" Marcos 10.29,30
Jesus nunca disse que seria fácil. Ou seja, há uma recompensa para todos nós que o servimos, receber cem vezes mais de tudo o que abrimos mão para seguí-lo. Entretanto, é em meio à perserguições que viveremos estas conquistas. Devemos ser maduros neste sentido para entender que as perseguições fazem parte de nossa caminhada com o Senhor. Em meio às nossas conquistas, sempre seremos perseguidos por situações e pessoas à nossa volta. Mas, se Jesus venceu o mundo e suas perseguições, nós também venceremos.
Ioná Loureiro
Jesus nunca disse que seria fácil. Ou seja, há uma recompensa para todos nós que o servimos, receber cem vezes mais de tudo o que abrimos mão para seguí-lo. Entretanto, é em meio à perserguições que viveremos estas conquistas. Devemos ser maduros neste sentido para entender que as perseguições fazem parte de nossa caminhada com o Senhor. Em meio às nossas conquistas, sempre seremos perseguidos por situações e pessoas à nossa volta. Mas, se Jesus venceu o mundo e suas perseguições, nós também venceremos.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Um desejo, uma oração
Um dias desses que eu encontrei com uma amiga nos corredores da Faculdade. Ela me deu um abraço muito forte e com alegria disse que estava voltando para a Faculdade. No ano passado, havia encontrado com ela no metrô e ela tinha me dito que devido à dificuldades financeiras, teve de trancar a sua matrícula. Naquele momento, eu fiquei triste com a situação e disse a ela que ela iria voltar em breve. Disse que era só momento e que ela voltaria a estudar conosco. Enfim, dei uma força para ela. Disse para não desistir do seu sonho.
Passados alguns meses, no início do ano letivo, nos encontramos e ela me conta a grande novidade. Quando ela me deu a notícia, eu disse que também estava muito feliz e que tinha orado para ela conseguir voltar. Após a nossa despedida, a voz da conscîência disse no meu interior. - Deixa de ser hipócrita! Você não orou nada! Fui para casa com este sentimento em meu coração. Mas, em seguida, o Senhor ministrou ao meu coração, dizendo: Você orou sim por ela! Você não se lembra? Perguntei: Quando?! E então, o Senhor me fez lembrar do que está escrito em Isaías 65.24 "E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei."
Ou seja, o nosso desejo muitas vezes soa como uma oração diante de Deus. Tem coisas que só desejamos e Deus traz à existência em nossas vidas. Foi aconteceu com minha amiga. Eu desejei tanto, profetizei tanto que ela iria voltar, que Deus realizou o desejo do meu coraçao. É muito bom saber que temos um Deus que nos ouve e que está sempre disposto a realizar o desejo do nosso coração.
Ioná Loureiro
Passados alguns meses, no início do ano letivo, nos encontramos e ela me conta a grande novidade. Quando ela me deu a notícia, eu disse que também estava muito feliz e que tinha orado para ela conseguir voltar. Após a nossa despedida, a voz da conscîência disse no meu interior. - Deixa de ser hipócrita! Você não orou nada! Fui para casa com este sentimento em meu coração. Mas, em seguida, o Senhor ministrou ao meu coração, dizendo: Você orou sim por ela! Você não se lembra? Perguntei: Quando?! E então, o Senhor me fez lembrar do que está escrito em Isaías 65.24 "E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei."
Ou seja, o nosso desejo muitas vezes soa como uma oração diante de Deus. Tem coisas que só desejamos e Deus traz à existência em nossas vidas. Foi aconteceu com minha amiga. Eu desejei tanto, profetizei tanto que ela iria voltar, que Deus realizou o desejo do meu coraçao. É muito bom saber que temos um Deus que nos ouve e que está sempre disposto a realizar o desejo do nosso coração.
Ioná Loureiro
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Eu creio
"E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.Ao que lhe disse Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino, clamando, {com lágrimas} disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade" Marcos 9.21-24
Admiro a sinceridade deste homem ao dizer: Ajuda-me na minha falta de fé. Sempre me identifiquei muito com ele, especialmente nos momentos mais difíceis que atravessei em minha vida. Na verdade, tem momentos que precisamos que o Senhor nos ajude a vencer a incredulidade.
Nunca me esqueço quando meu filho foi acometido por uma pneumonia que atingiu grande parte de seu pulmão esquerdo, há uns anos atrás. Ao ouvir o diagnóstico da Pediatra, quando disse que teríamos de ver se ele reagiria à medicação, a minha fé parece ter desaparecido. Me senti impotente, sem fé. Eu só sabia chorar. E em meio ao meu desespero, liguei para o Bispo Laerte, que na ocasião, orou comigo e me fez lembrar das promessas de Deus. Como é bom estar aliança com o Corpo de Cristo, tendo uma cobertura espiritual. E naquele momento, Jesus me ajudou na minha incredulidade e pude experimentar que realmente tudo é possível para aquele que crer. Devemos, portanto, diante das impossibilidades que nos cercam, declarar: Eu creio! E o Senhor, certamente nos ajudará.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Fé e Transformers
Eu procuro fazer tudo pensando em Deus, em Jesus. Ontem, após chegar da Igreja, estava assistindo com o meu filho o filme Transformers - A Vingança dos Derrotados. Super cansada, precisando dormir lá estava eu ali vendo aquele filme esquisito, cheio de carros, caminhões e aviões que se transformam num monte de latas falantes. Embora não estivesse entendendo nada, uma cena me chamou a atenção. É quando a mocinha faz uma pergunta para o ator principal do filme em meio ao perigo. Ela pergunta o seguinte: Como é que vc sabe que isto vai dar certo? O galã então responde: Porque eu acredito! E no final, tudo acaba dando certo. E naquele momento, em meio aqueles monstros, eu lembrei da fé. Ou seja, precisamos crer, precisamos acreditar. Todos os nossos atos devem ser realizados com fé. A fé é tão importante que Paulo fala que "...tudo o que não provém da fé é pecado" Rom. 14.23. Interesante não!? Enfim, precisamos de fé para viver, pois a fé mantém acessa a nossa esperança. Precisamos acreditar!
Ioná Loureiro
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mudanças
Neste fim de semana, estive refletindo sobre as mudanças. Na colação de grau de minha filha, foram feitas algumas homenagens. E, em uma delas, foi tocada uma música muito antiga, de minha época de adolescência. A letra dizia mais ou menos assim, sei que muitos vão lembrar " Nada do que foi será, igual ou do jeito que já foi um dia. Tudo passa tudo sempre passará..."
Naquele momento passou um filme na minha mente. Quantas mudanças! Como as coisas mudam em todo o tempo! A grande verdade é que tudo muda na vida, como bem colocado no Livro de Eclesiastes. "O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou" Eclesiástes 3:15. Só a Palavra de Deus permanece imutável. Tudo se renova pelo Senhor e precisamos estar prontos para as mudanças, para o novo. Aquele que não se adapta às mudanças, se perde em meio aos seus sentimentos. Entra em crise e se desespera quando se depara com o novo.
Abraão foi um homem de sucesso porque foi maduro para enfrentar as mudanças. Aliás, os grandes homens e mulheres de Deus tiveram de se adaptar às mudanças. Tiveram que enfrentar o novo com fé e ousadia. Não se desesperaram com os novos desafios que tiveram de enfrentar. Que o Senhor nos dê maturidade para reagir positivamente diante das mudanças que a vida nos apresenta, pois as mudanças nos preparam para grandes conquitas.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
SEMENTES QUE SE PERDEM
Todos conhecemos alguém que esteve junto de nós em nossa caminhada cristã. Ou seja, sempre vem em nossa lembrança a imagem de alguém que serviu a Jesus e que esteve, por um certo período, na presença de Deus. E sempre, quando nos lembramos destas pessoas, surgem em nossa mente alguns questionamentos. Por que essa pessoa se afastou da presença de Deus? O que ocasionou tamanho esfriamento a ponto de fazê-la se afastar do evangelho? O que leva uma pessoa a abandonar a Palavra de Deus?
Jesus, certa vez, relevou a seus discípulos o que leva uma pessoa a se afastar da sua presença. Usando uma simples parábola, revelou com profundidade os motivos de tamanho esfriamento. Estamos falando da Parábola do Semeador (Marcos 4).
1. A beira do caminho. Jesus, usando a parábola do semeador, disse que a semente que é lançada à beira do caminho logo é roubada por Satanás. Uma semente lançada à beira do caminho é justamente aquela semente que é lançada sem consistência, sem essência, sem unção. Enfim, é a Palavra que não consegue atingir o âmago do coração do homem. Por este motivo, ao cumprirmos o ide do Senhor, precisamos anunciar a Palavra com autoridade, com essência, com unção. Quando há sinceridade em nossa pregação, quando vivemos o que pregamos, ela atinge o coração daqueles que nos ouvem. Percebemos, deste modo, que muitos não permanecem firmes da presença de Deus porque não receberam uma Palavra que realmente tocasse o íntimo de seus corações. Foram palavras lançadas à beira do caminho, palavras vazias, desprovidas de poder e unção. “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e do poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (I Cor. 2.4,5)
2. O solo rochoso. Usando a parábola do semeador, Jesus nos explicou que a semente lançada em solo rochoso é aquela que não produz raiz em si mesmo. Chegando a angústia e perseguição, por causa da Palavra, logo se enfraquece e morre. Muitos deixam ao Senhor por não suportarem os momentos de angústia e perseguição decorrentes de uma vida sincera com Deus. Paulo advertiu o jovem Timóteo sobre esta questão “Ora, todos que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (II Tim. 3.12). Muitos, todavia, não suportam esta verdade. Querem desfrutar da glória de Deus, mas não conseguem pagar o preço de serem perseguidos. Não conseguem entender que ser um vencedor em Cristo envolve momentos de angústia e perseguições. São pessoas que se escandalizam ao perceberem que o evangelho envolve esforço e determinação.
3. Os espinhos. Por fim, Jesus releva através da parábola do semeador o que acontece com a semente que caiu entre os espinhos. Os cuidados do mundo, a fascinação com as riquezas e outras ambições sufocam a Palavra nos corações. Muitos apreciam o evangelho, mas se esquecem que não pertencem a este mundo. Ou seja, se apegam de tal forma aos valores do mundo, que acabam se esquecendo de Deus. “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I João 2.15). Estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Por este motivo, nada do que o mundo nos oferece pode substituir a nossa busca ao Senhor. A fascinação com as riquezas também sufoca a Palavra. É desejo de Deus que tenhamos poder financeiro. O grande perigo é quando nos esquecemos de que o poder financeiro nos é dado para cobrirmos o Corpo de Cristo, como fez José de Arimatéia, o discípulo que pediu o corpo de Jesus a Pilatos para que fosse repousado em uma Sepultura digna daquele que mais tarde haveria de ressuscitar dentre os mortos. Ou seja, muitos abandonam ao Senhor quando permitem que a fascinação pelas riquezas o tornem avarentos a ponto de pensarem que não precisam mais abençoar a Casa de Deus. O fascínio pelas riquezas os faz desprezar a essência da ressurreição. Por terem poder financeiro, se acham auto-suficientes e se esquecem que o dinheiro não compra a felicidade, a paz que só Jesus pode dar. E este fascínio errado pelas riquezas acaba fazendo com que se afastem da presença de Deus. Por fim, Jesus fala das demais ambições que sufocam a Palavra. A ambição, em uma de suas definições, é o desejo imoderado de glória. Muitos abandonam o evangelho porque querem, a qualquer custo, alcançar uma posição de destaque. Creio que a ambição é algo natural do ser humano. O grande problema é quando se torna algo doentio, fazendo com que a pessoa se esqueça de Deus, de seus princípios e valores. Deus quer que sonhemos com coisas grandes. Assim como o Senhor deu sonhos a José do Egito, Ele tem sonhos, coisas grandes para cada um de nós. Entretanto, muitos por não se entregarem aos propósitos de Deus, acabam não entendo o tempo da espera e sufocam a fé que há em seus corações.
Diante de tantos motivos que fazem com que a Palavra se extinga nos corações, é bom saber que existe a boa terra. Enfim, em meio a tantos que se afastam da presença de Deus, existem aqueles que permanecem firmes e ainda conseguem produzir bons frutos por onde vão. São pessoas em cujos corações a Palavra consegue germinar, vingar e frutificar. E esta semente faz com que se tornem “árvores plantadas junto ao ribeiro de águas, que no devido tempo, dão o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quando fazem são bem sucedidos” (Salmo 1.3). Que o Senhor, portanto, encontre em nossos corações esta boa terra, este bom coração.
Ioná Loureiro
Jesus, certa vez, relevou a seus discípulos o que leva uma pessoa a se afastar da sua presença. Usando uma simples parábola, revelou com profundidade os motivos de tamanho esfriamento. Estamos falando da Parábola do Semeador (Marcos 4).
1. A beira do caminho. Jesus, usando a parábola do semeador, disse que a semente que é lançada à beira do caminho logo é roubada por Satanás. Uma semente lançada à beira do caminho é justamente aquela semente que é lançada sem consistência, sem essência, sem unção. Enfim, é a Palavra que não consegue atingir o âmago do coração do homem. Por este motivo, ao cumprirmos o ide do Senhor, precisamos anunciar a Palavra com autoridade, com essência, com unção. Quando há sinceridade em nossa pregação, quando vivemos o que pregamos, ela atinge o coração daqueles que nos ouvem. Percebemos, deste modo, que muitos não permanecem firmes da presença de Deus porque não receberam uma Palavra que realmente tocasse o íntimo de seus corações. Foram palavras lançadas à beira do caminho, palavras vazias, desprovidas de poder e unção. “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e do poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (I Cor. 2.4,5)
2. O solo rochoso. Usando a parábola do semeador, Jesus nos explicou que a semente lançada em solo rochoso é aquela que não produz raiz em si mesmo. Chegando a angústia e perseguição, por causa da Palavra, logo se enfraquece e morre. Muitos deixam ao Senhor por não suportarem os momentos de angústia e perseguição decorrentes de uma vida sincera com Deus. Paulo advertiu o jovem Timóteo sobre esta questão “Ora, todos que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (II Tim. 3.12). Muitos, todavia, não suportam esta verdade. Querem desfrutar da glória de Deus, mas não conseguem pagar o preço de serem perseguidos. Não conseguem entender que ser um vencedor em Cristo envolve momentos de angústia e perseguições. São pessoas que se escandalizam ao perceberem que o evangelho envolve esforço e determinação.
3. Os espinhos. Por fim, Jesus releva através da parábola do semeador o que acontece com a semente que caiu entre os espinhos. Os cuidados do mundo, a fascinação com as riquezas e outras ambições sufocam a Palavra nos corações. Muitos apreciam o evangelho, mas se esquecem que não pertencem a este mundo. Ou seja, se apegam de tal forma aos valores do mundo, que acabam se esquecendo de Deus. “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I João 2.15). Estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Por este motivo, nada do que o mundo nos oferece pode substituir a nossa busca ao Senhor. A fascinação com as riquezas também sufoca a Palavra. É desejo de Deus que tenhamos poder financeiro. O grande perigo é quando nos esquecemos de que o poder financeiro nos é dado para cobrirmos o Corpo de Cristo, como fez José de Arimatéia, o discípulo que pediu o corpo de Jesus a Pilatos para que fosse repousado em uma Sepultura digna daquele que mais tarde haveria de ressuscitar dentre os mortos. Ou seja, muitos abandonam ao Senhor quando permitem que a fascinação pelas riquezas o tornem avarentos a ponto de pensarem que não precisam mais abençoar a Casa de Deus. O fascínio pelas riquezas os faz desprezar a essência da ressurreição. Por terem poder financeiro, se acham auto-suficientes e se esquecem que o dinheiro não compra a felicidade, a paz que só Jesus pode dar. E este fascínio errado pelas riquezas acaba fazendo com que se afastem da presença de Deus. Por fim, Jesus fala das demais ambições que sufocam a Palavra. A ambição, em uma de suas definições, é o desejo imoderado de glória. Muitos abandonam o evangelho porque querem, a qualquer custo, alcançar uma posição de destaque. Creio que a ambição é algo natural do ser humano. O grande problema é quando se torna algo doentio, fazendo com que a pessoa se esqueça de Deus, de seus princípios e valores. Deus quer que sonhemos com coisas grandes. Assim como o Senhor deu sonhos a José do Egito, Ele tem sonhos, coisas grandes para cada um de nós. Entretanto, muitos por não se entregarem aos propósitos de Deus, acabam não entendo o tempo da espera e sufocam a fé que há em seus corações.
Diante de tantos motivos que fazem com que a Palavra se extinga nos corações, é bom saber que existe a boa terra. Enfim, em meio a tantos que se afastam da presença de Deus, existem aqueles que permanecem firmes e ainda conseguem produzir bons frutos por onde vão. São pessoas em cujos corações a Palavra consegue germinar, vingar e frutificar. E esta semente faz com que se tornem “árvores plantadas junto ao ribeiro de águas, que no devido tempo, dão o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quando fazem são bem sucedidos” (Salmo 1.3). Que o Senhor, portanto, encontre em nossos corações esta boa terra, este bom coração.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A persistência que fortalece
"E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras" (Mateus 26.44)
Estive refletindo sobre a oração de Jesus no Getsêmani. Prestes a viver o momento mais doloroso de sua vida, o mais crucial, Ele se põe a orar com fervor. E um detalhe extremamente interessante foi o seu clamor, que se repetiu por três vezes. Mais interessante ainda foi que se tratavam das mesmas palavras. Ou seja, Jesus orou as memas palavras por trêz vezes, o que denota persistência, fervor, fé.
Tenho aprendido que o nosso relacionamento com Deus é cercado por esta persistência, por este fervor, por esta fé. Muitos sucumbem e naufragam em sua caminhada com Deus por desanimarem, por perderem o seu vigor. Uma vida saudável com Deus é mercada por um envolvimento profundo através da oração e da busca ao Senhor. Naquele momento, Jesus estava sozinho, seus discípulos estavam dormindo, exaustos mas Ele se pôs a orar com insistência. Aprendemos com Jesus que não podemos nos deixar abater pela desânimo que muitas vezes está a nossa volta. Precisamos persistir insistentemente!
Creio que naquele momento, Jesus se deparou com o silêncio de Deus. Por este motivo, orou por três vezes consecutivas. Por três vezes pediu para que aquela grande responsabilidade fosse retirada de seus ombros. Orou até que a paz invadisse o seu coração. Orou até que tivesse a certeza de que deveria cumprir a sua missão. Da mesma forma, precisamos adotar este hábito - orar insistentemente até que a paz invada o nosso coração. Ocorre, entretanto, que muitas vezes não oramos no momento em que a tristeza tenta nos afligir. Encaramos os desafios sem ter em nosso coração a paz que excede todo entendimento, a paz que tem aquele que faz do Senhor o seu refúgio e a sua fortaleza. E geralmente, por não termos esta paz, nos desesperamos na hora em que a nossa fé é provada.
Por este motivo, é extremanente importante que sejamos como Jesus, tendo o hábito de orar com insistência, independente se os que estão conosco estão adormecidos. Precisamos orar quantas vezes for necessário, até que a paz reine em nosso coração. Agindo assim, seremos fortalecidos para enfrentar todos os desafios que surgirem em nosso caminho.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Amar até o fim...
"Ora, antes de Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim". João 13.1
Jesus foi até o fim! Quanto esteve entre nós assumindo a posição de Filho do Homem, não mudou seu ponto de vista em relação ao sentimento que havia em seu coração pela humanidade. Seu amor foi intenso e superou todos os obstáculos. A frieza daqueles que o perseguiam, daqueles que o humilharam e até mesmo as provações não permitiram que seu amor esfriasse. Ele definitavamente amou até o fim e até as últimas consequências. Foi firme em suas convicções!
Algo me surpreende quando reflito sobre os homens de nosso tempo. Quanta inscontância no amar! Às vezes penso que estamos desaprendendo a amar. Uma hora, amamos profundamente. Em outro momento, odiamos friamente. Ninguém consegue mais amar até o fim. Basta uma luta, basta uma decepção e lá se vai amor. Seria o amor um estado de ânimo? Onde está aquele amor que é mais forte do que a morte? Que amor é este que muda a todo instante?!
Há algo que tenho buscado em Deus e sempre buscarei. Peço que Ele me ensine a amar até o fim. Peço que Ele não permita que a frieza daqueles que estão à minha volta sufoquem ou enfraqueçam o amor que há em meu coração. Peço que Ele me ensine a ser fiel como Jesus foi. Peço que Ele me ensine a perdoar como Jesus perdoou. Peço que Ele me ensine a amar como Jesus amou. Que o Senhor me ensine a amar, exatamente como Ele nos amou. Pois é este amor que fará com que permaneçamos vivos diante da frieza que assola a humanidade.
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém, o maior destes é o amor" I Cor. 13:13
Ioná Loureiro
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O REFRIGÉRIO DE ELIAS
Um dia desses, estava extremamente cansada e esgotada. Estava naqueles dias em que atravessamos uma espécie de esgotamento múltiplo, que envolve a esfera física, emocional e espiritual. Dias em que os níveis de stress estão na lá no alto. Dias em que precisamos de forças para prosseguir. Enfim, estava assim, aperentemente sem forças.
Mas, em meio a todo este cansaço, abri a Bíblia e me deparei com as seguintes palavras de Jesus.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" Mateus 11.8-10
Estas palavras de Jesus penetraram tão forte dentro de mim, que naquele exato momento, ali mesmo no metrô, senti um refrigério muito grande. Uma paz, uma tranquilidade inexplicável. Senti meus ossos e meu interior serem renovados. Encontrei o descanso que tanto precisava para minha alma.
Creio que foi assim que Elias se sentiu quando estava naquela caverna vivendo a sua crise existêncial. Esgotado espiritualmente e emocionalmente, precisava de um refrigério. A Palavra nos relata que o Senhor falou com Elias através de uma brisa suave "... e, depois do fogo, um cicio tranqüilo e suave.Ouvindo-o Elias, envolveu o rosto no seu manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?" (I Reis 19.2,3). A Palavra também nos relata que o Senhor providenciou para Elias o alimento que necessitava para prosseguir a sua caminhada "Voltou segunda vez o anjo do SENHOR, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo" (I Reis 19.7).
Vivemos dias em que corremos de uma lado para o outro. O nosso chamado, assim como o de Elias, envolve grandes desafios e potenciais inimigos. Os tempos mudaram mas os desafios são os mesmos. Eles apenas se apresentam de outras formas, mas a essência é a mesma. Existem profetas de Baal a serem destruídos, existe um povo que precisa ter a consciência de que só há um Deus e existe sempre uma Jezabel a nos ameaçar.
Mas é confortante saber que o Deus de Elias não mudou. Ele continua o mesmo! Ele está sempre pronto para nos alimentar em meio aos nossos desertos e a sua voz, em meio a sua brisa suave sempre nos conscientiza de que temos um chamado e que precisamos seguir a nossa caminhada. Ainda não completamos a nossa carreira!
Ioná Loureiro
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A Igreja Tecnológica
Consegui, finalmente, fazer uma grande aquisição. Agora tenho o chip de todas as operadoras de celular. Com a facilidade e concorrência que envolvem as operadoras do mercado e novas tecnologias em aparelhos celulares, agora se tornou mais fácil a comunicação via celular. Existem celulares, inclusive, que suportam até 4 chips.
Fiz questão de estar conectada a todas as operadoras porque tenho aprendido que comunicação é tudo! Ou seja, cada operadora tem suas vantagens e podendo utilizar todas elas, fica mais fácil receber e fazer ligações.
Muitos erros e muitas omissões ocorrem no cotidiano, em diversas áreas, por falta de comunicação. Jesus se comunicou bastante com os seus discípulos quando esteve entre nós. Ainda que naquela época tudo era bem diferente, havia uma boa comunicação entre o Mestre e seus discípulos. O Apóstolo Paulo, por sua vez, se comunicava através de suas cartas, as quais eram lidas diante de toda a Igreja. E hoje temos a nossa disposição um aparato tecnológico que nos permite estar mais próximos das pessoas. Que tal utilizarmos estes meios para sermos benção na vida das pessoas?
Uma prova de que a comunicação é uma arma poderosa pode ser vista na questão da confusão das línguas narrada em Genesis 6. "e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro" (Gen. 11.6,7). Vemos que Deus teve de confundir a língua dos homens porque estavam, através da comunicação, dispostos a chegar a um lugar que jamais deveriam ter almejado. Vemos, neste contexto, que a comunicaçao é uma benção quando utilizada de forma benéfica, enfim, quando utilizada para ser veículo de bençãos e não de maldição"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem" Efésios 4.9
A comunicação dissipa dúvidas, orienta, esclarece. Eu, particularmente, oro, oriento e até aconselho pelo telefone ou celular, especialmente porque nem sempre estou à disposição ao vivo e à cores, devido ao meu trabalho e à Faculdade. Vale comentar, neste contexto, que pesquisas recentes indicam que existem mais celulares do que pessoas no território brasileiro, pois o o nosso país superou a barreira de um telefone móvel por habitante. O Brasil ocupa o quinto lugar no mundo em termos de quantidades de celulares em operação.
Um outro fator relevante a ser ponderado, é a grande importância da Igreja Tecnológica. Ou seja, a Igreja que tem uma visão ampla sobre a alcance de vidas, precisa investir em tecnologia. Através da TV e do Rádio, po exemplo, é possível alcançar milhares de pessoas ao mesmo tempo. Os meios de comunicação precisam estar nas mãos do povo de Deus. Lamentavelmente, muitos não entendem esta necessidade tão urgente, especialmente porque é caro investir em comunicação. E por vezes, há um preconceito, pois quando a Igreja que investe em comunicação é muito criticada, sendo vista como uma Igreja que possui uma visão arrogante e ambiciosa.
Por fim, louvo a Deus pela tecnologia que hoje está ao nosso alcance, que nos mantém mais próximos uns dos outros e nos permite cumprir o ide de Jesus com mais eficácia e abrangência. Indubitalmente fica mais fácil testemunhar o amor de Deus até aos confins da terra com o uso da tecnologia. Façamos, portanto, bom uso dela!!!
"mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra" Atos 1.8
Ioná Loureiro
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Porta fechada para a tristeza
Um dia desses, eu li a seguinte frase no twitter: "Às vezes, a tristeza bate tão forte à nossa porta que não há como não deixá-la entrar". É bem provável que quem a escreveu esta frase estivesse triste no momento em que a postou na internet.
A tristeza, na verdade, é uma realidade na vida de muitas pessoas. Realmente, tem vezes que ela tenta nos abater. Mas penso que o nosso coração é o lar inviolável do nosso ser. Cabe a nós decidirmos deixar entrar quem bate à nossa porta. Devemos deixar qualquer um entrar na intimidade do nosso ser? Decididamente não! Quando a tristeza bate à nossa porta, não podemos deixá-la entrar.
Particularmente, quando a tristeza bate à porta do meu coração, eu convido o meu ilustre hóspede Jesus para colocá-la para fora. Ele mora em nosso coração! Por este motivo, não podemos permitir que a tristeza invada o nosso ser. O segredo para expulsá-la de nossa vida é justamente clamarmos a Jesus pois Ele prometeu que ninguém pode tirar de nós a nossa alegria.
Não nos esqueçamos de que quando a tristeza ou a depressão bater à nossa porta, Jesus tem poder para expulsá-las de nossas vidas. Basta que clamemos o seu nome, pois é nome é mais forte do que qualquer sentimento ruim que tente nos assolar.
"Assim também vós: sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria" (Jo 16.22)
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Morrer para viver
"Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rom 6.11)
A vida desperta em nós uma gama de interesses. Um mundo é colocado à nossa frente com inúmeras propostas. Somos convidados a praticar o bem e a fazer o que é errado. O Senhor, em meio a todos os convites, nos aconselha a morrermos para o pecado e vivermos para Deus. Ou seja, não podemos deixar que o pecado nos domine. Precisamos morrer todos os dias para o mal e nos manter vivos Deus. Este é o segredo da nossa sobrevivência nesse mundo confuso, neste reino que não nos pertence.
Não podemos viver a nossa vida levianamente, seguindo os caminhos que agradam os nossos olhos. Precisamos ser sóbrios e conscientes, nos afastando do pecado que tão de perto nos assedia. Deus nos presentou com a vida! E o que temos feito com ela? Muitos não entendem que a vida é uma dávida de Deus e por não entenderem esta verdade, não sabem desfrutá-la com seriedade e responsabilidade. Diariamente, o noticiário nos apresenta o desfecho triste de muitos que não souberam aproveitar a vida. São vidas que se destroem... São vidas que vivem em prol de seus próprios interesses e se esquecem de Deus. Se esquecem de serguir o manual do Senhor da Vida, a Palavra de Deus.
Mas quando vivemos para o Senhor e nos alimentamos de sua Palavra, passamos a ser diferentes. Passamos a desfrutar de uma paz que o mundo não conhece e nem entende. Na verdade, passamos a enxergar a vida com outros olhos e outra perspectiva. Passamos a identificar o mal e a nos apegar ao bem. Passamos a ter consciência! Passamos a andar com passos firmes. Passamos a ter forças para caminhar mesmo em meio a dor. Aprendemos que a sobreviver ao deserto. Passamos a conciliar os nossos sonhos e os nossos anseios com a vontade daquele que realmente sabe o que é melhor para nós. Passa a existir em nós um poder de superação quem muitas vezes nós mesmos desconhcemos. Da fraqueza, conseguimos extrair a força.
Enfim, viver para Deus é um desafio, é uma escolha, é uma descoberta. Viver para Deus é morrer para o egoísmo, para a incredulidade, para o medo, para a incerteza. Viver para Deus é negar-se a si mesmo todos os dias. Viver para Deus é morrer para viver.
Ioná Loureiro
A vida desperta em nós uma gama de interesses. Um mundo é colocado à nossa frente com inúmeras propostas. Somos convidados a praticar o bem e a fazer o que é errado. O Senhor, em meio a todos os convites, nos aconselha a morrermos para o pecado e vivermos para Deus. Ou seja, não podemos deixar que o pecado nos domine. Precisamos morrer todos os dias para o mal e nos manter vivos Deus. Este é o segredo da nossa sobrevivência nesse mundo confuso, neste reino que não nos pertence.
Não podemos viver a nossa vida levianamente, seguindo os caminhos que agradam os nossos olhos. Precisamos ser sóbrios e conscientes, nos afastando do pecado que tão de perto nos assedia. Deus nos presentou com a vida! E o que temos feito com ela? Muitos não entendem que a vida é uma dávida de Deus e por não entenderem esta verdade, não sabem desfrutá-la com seriedade e responsabilidade. Diariamente, o noticiário nos apresenta o desfecho triste de muitos que não souberam aproveitar a vida. São vidas que se destroem... São vidas que vivem em prol de seus próprios interesses e se esquecem de Deus. Se esquecem de serguir o manual do Senhor da Vida, a Palavra de Deus.
Mas quando vivemos para o Senhor e nos alimentamos de sua Palavra, passamos a ser diferentes. Passamos a desfrutar de uma paz que o mundo não conhece e nem entende. Na verdade, passamos a enxergar a vida com outros olhos e outra perspectiva. Passamos a identificar o mal e a nos apegar ao bem. Passamos a ter consciência! Passamos a andar com passos firmes. Passamos a ter forças para caminhar mesmo em meio a dor. Aprendemos que a sobreviver ao deserto. Passamos a conciliar os nossos sonhos e os nossos anseios com a vontade daquele que realmente sabe o que é melhor para nós. Passa a existir em nós um poder de superação quem muitas vezes nós mesmos desconhcemos. Da fraqueza, conseguimos extrair a força.
Enfim, viver para Deus é um desafio, é uma escolha, é uma descoberta. Viver para Deus é morrer para o egoísmo, para a incredulidade, para o medo, para a incerteza. Viver para Deus é negar-se a si mesmo todos os dias. Viver para Deus é morrer para viver.
Ioná Loureiro
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Fé em Deus e não em homens
Precisamos entender que a nossa fé precisa estar depositada no Senhor Jesus, não em homens. Muitos se decepcionam e abandonam a sua fé justamente porque ao invés de olharem para Jesus, depositam a sua esperança em homens. Homens falham, homens mudam, homens traem, homens abandonam, homens decepcionam, enfim, o ser humano é falho, seja ele quem for. Quanto não entendemos a imperfeição humana, cobramos muito das pessoas. Exigimos muito e muitas vezes, esquecemos de olhar para as nossas próprias falhas e imperfeições.
Como pastora, sempre busco ensinar às ovelhas a nunca depositarem a sua fé em homens. Homens são referenciais, só Jesus é Salvador e Senhor. Só Ele é a nossa força, a nossa esperança. Foi Ele unicamente quem morreu por nós numa cruz e É Ele quem atende as nossas orações. O que ocorre é que alguns, em meio a sua caminhada com Deus, acabam se apegando muito a pessoas e, muitas vezes, acabam fazendo delas o seu deus. Perdem o foco e acabam desviando o seu olhar de Jesus. Muitos, por exemplo, vivem a síndrome do crente borboleta, pois vivem pulando de igreja em igreja, buscando uma em que os irmãos e a liderança sejam perfeitos e jamais os decepcione. Correm em busca de uma perfeição que jamais será encontrada enquanto estivermos nesta terra. E algo que me preocupa é que tenho visto algumas pessoas afirmarem que não precisam da Igreja para alimentar a sua fé. São pessoas que fogem da comunhão e se esquecem que os justos florescem nos átrios do Senhor "Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus " (Sl 92.13). Se esquecem que é na Igreja que desenvolmemos o nosso chamado e somos aperfeiçoados pelo Senhor. Na Igreja aprendemos a servir ao Senhor, crescemos na fé e a firmar relacionamentos com pessoas que professam a mesma fé. E é na Igreja que vivenciamos a maior e mais bela de todas as experiências cristãs, a unidade e a concordância "“Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Mt 18.18-29. É na igreja que exercemos a nossa autoridade no mundo espiritual como Corpo de Cristo.
Que possamos, portanto, amadurecer a nossa visão como filhos de Deus, como servos de Jesus Cristo e como Igreja. Os nossos olhos precisam estar voltados para o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Por fim, precisamos refletir sobre onde e em quem temos depositado a nossa fé.
Pra. Ioná Loureiro
Como pastora, sempre busco ensinar às ovelhas a nunca depositarem a sua fé em homens. Homens são referenciais, só Jesus é Salvador e Senhor. Só Ele é a nossa força, a nossa esperança. Foi Ele unicamente quem morreu por nós numa cruz e É Ele quem atende as nossas orações. O que ocorre é que alguns, em meio a sua caminhada com Deus, acabam se apegando muito a pessoas e, muitas vezes, acabam fazendo delas o seu deus. Perdem o foco e acabam desviando o seu olhar de Jesus. Muitos, por exemplo, vivem a síndrome do crente borboleta, pois vivem pulando de igreja em igreja, buscando uma em que os irmãos e a liderança sejam perfeitos e jamais os decepcione. Correm em busca de uma perfeição que jamais será encontrada enquanto estivermos nesta terra. E algo que me preocupa é que tenho visto algumas pessoas afirmarem que não precisam da Igreja para alimentar a sua fé. São pessoas que fogem da comunhão e se esquecem que os justos florescem nos átrios do Senhor "Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus " (Sl 92.13). Se esquecem que é na Igreja que desenvolmemos o nosso chamado e somos aperfeiçoados pelo Senhor. Na Igreja aprendemos a servir ao Senhor, crescemos na fé e a firmar relacionamentos com pessoas que professam a mesma fé. E é na Igreja que vivenciamos a maior e mais bela de todas as experiências cristãs, a unidade e a concordância "“Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Mt 18.18-29. É na igreja que exercemos a nossa autoridade no mundo espiritual como Corpo de Cristo.
Que possamos, portanto, amadurecer a nossa visão como filhos de Deus, como servos de Jesus Cristo e como Igreja. Os nossos olhos precisam estar voltados para o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Por fim, precisamos refletir sobre onde e em quem temos depositado a nossa fé.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A gratidão de Deus
Nem todos entendem o que é gratidão. Quantas vezes abençoamos uma pessoa, investimos em sua vida, nos arriscamos e abrimos mãos de muitas coisas por causa desta pessoa. O tempo passa e esta pessoa simplesmente se esquece de nós e de tudo o que fizemos por ela. Agem como o copeiro-chefe, que não se lembrou de José quando reassumiu o seu cargo perante Faraó. E quando não muito, esta pessoa nos trai e nos abandona, como se nunca tivéssemos feito parte de sua vida. Enfim, nem todos conhecem a essência da gratidão.
Deus, todavia, conhece muito bom o conceito de gratidão. Tudo o que fazemos por Ele não é esquecido. As nossas ofertas, os nossos dízimos entregue em sua Casa, o nosso louvor, a nossa adoração, ou seja, a nossa disposição em buscá-lo não são esquecidos diante Dele. Embora o homem seja ingrato, Deus não é ingrato. Ao contrário, Ele se lembra de nós com amor e reconhecimento. Basta que despertemos a sua memória com atitudes de amor, pois Ele sabe muito bem quando o buscamos porque o amamos de verdade ou quando o fazemos por interesse.
A gratidão de Deus é algo realmente sublime, que nos envolve e nos constrange. É muito bom saber que Ele não se esquece de nós. É muito bom saber que há um memorial diante do nosso Deus que revela quem somos diante de Dele e que atrai sobre nós a sua bondade e misericórdia.
"Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome" (Malaquias 3:16)
Deus, todavia, conhece muito bom o conceito de gratidão. Tudo o que fazemos por Ele não é esquecido. As nossas ofertas, os nossos dízimos entregue em sua Casa, o nosso louvor, a nossa adoração, ou seja, a nossa disposição em buscá-lo não são esquecidos diante Dele. Embora o homem seja ingrato, Deus não é ingrato. Ao contrário, Ele se lembra de nós com amor e reconhecimento. Basta que despertemos a sua memória com atitudes de amor, pois Ele sabe muito bem quando o buscamos porque o amamos de verdade ou quando o fazemos por interesse.
A gratidão de Deus é algo realmente sublime, que nos envolve e nos constrange. É muito bom saber que Ele não se esquece de nós. É muito bom saber que há um memorial diante do nosso Deus que revela quem somos diante de Dele e que atrai sobre nós a sua bondade e misericórdia.
"Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome" (Malaquias 3:16)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
UM FATO INEGÁVEL
“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.” (Atos 9. 15).
Quando penso no Apóstolo Paulo, logo vem a minha mente esta declaração do Senhor a seu respeito “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido...”. Ananias não estava entendendo bem os propósitos de Deus. Como poderia um homem perverso, arrogante, perseguidor dos cristãos se tornar um servo de Deus? Ananias, na verdade, não conseguia enxergar em Saulo o que o Senhor estava enxergando. Para Ananias, Saulo era uma ameaça. Deus, por sua vez, o via como um vaso escolhido. E é assim que o Senhor nos vê - um vaso escolhido para levar o seu nome a este mundo perdido. Não podemos jamais nos esquecer desta verdade. Embora não sejamos vistos por muitos com bons olhos, Deus nos vê de uma forma muito, mais muito especial. E esta certeza precisa estar em nosso coração! Embora Paulo fosse considerado o lixo do mundo e a escória de todos (I Cor. 4:13), Ele sabia que era precioso para Deus. E a consciência deste fato, o fez ser usado por Deus poderosamente e a realizar sinais, prodígios e poderes miraculosos.
Haja o que houver, não nos esqueçamos que somos os vasos escolhidos do Senhor para a sua glória. O mundo à nossa volta tem de se render a este fato inegável e inquestionável.
Ioná Loureiro
terça-feira, 31 de agosto de 2010
O CHAMADO E A CRISE
Estive refletindo sobre a crise de Elias. Um homem de Deus com um grande chamado que com sua simples oração fez cessar a chuva, cair fogo do céu e conseguiu desafiar cerca de 450 profetas de Baal. Um homem de fé mas que, em dado momento de sua vida, deixou que o medo invadisse o seu coração. Quando ameaçado por Jezabel, entrou em crise chegando, inclusive, a desistir da própria vida. “Já basta, ó Senhor. Toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (I Reis 19:4). Interessante notar que anos mais tarde, o Apóstolo Paulo, um homem que também tinha um chamado, também se deixou desesperar pela própria vida “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima de nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida” (II Cor. 2:8).
Enfim, Elias tinha um chamado. E quanto Deus lhe questiona amavelmente “Que fazes aqui Elias...” (I Reis 19:9), Elias explode alegando o seu penoso trabalho “...Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada,e só eu fiquei, e buscam agora tirar a minha vida” (I Reis 19:10), como muitas vezes fazemos. Eram muitos os questionamentos que existiam em seu coração. Deus, por sua vez, não alimenta as suas queixas, o seu sentimento de “coitadismo”, mas lhe dá um direcionamento, conscientizando-o do seu chamado “E o Senhor lhe disse: Vai, volta pelo caminho do deserto de Damasco; e chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel...” (I Reis 19:15,16). Deus então entra em cena e mostra para Elias que o seu chamado estava acima de qualquer sentimento humano ou questionamento. Ou seja, embora Satanás insista em nos ameaçar e nos levar a questionar muitas coisas, a achar que estamos sozinhos, o nosso chamado se sobrepõe a tudo isso. A caverna jamais será o lugar adequado para um ungido de Deus.
E é confortante saber que para nós sempre haverá um alimento, sempre haverá uma brisa suave a nos impulsionar para o ide, para o grande chamado que o Senhor tem para nós. A cada manhã, o Senhor nos diz: Vai...Cumpra o seu chamado...Você é minha Testemunha.. E aquele tem um chamado deve sempre alimentar de Jesus Cristo, pois Ele é o pão da vida. Aprendemos com Elias que quem tem um chamado não deve se render à crise, enfim, não deve se entregar ao medo ou qualquer ou sentimento que queira paralisar os propósitos de Deus em sua vida.
Ioná Loureiro
Enfim, Elias tinha um chamado. E quanto Deus lhe questiona amavelmente “Que fazes aqui Elias...” (I Reis 19:9), Elias explode alegando o seu penoso trabalho “...Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada,e só eu fiquei, e buscam agora tirar a minha vida” (I Reis 19:10), como muitas vezes fazemos. Eram muitos os questionamentos que existiam em seu coração. Deus, por sua vez, não alimenta as suas queixas, o seu sentimento de “coitadismo”, mas lhe dá um direcionamento, conscientizando-o do seu chamado “E o Senhor lhe disse: Vai, volta pelo caminho do deserto de Damasco; e chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel...” (I Reis 19:15,16). Deus então entra em cena e mostra para Elias que o seu chamado estava acima de qualquer sentimento humano ou questionamento. Ou seja, embora Satanás insista em nos ameaçar e nos levar a questionar muitas coisas, a achar que estamos sozinhos, o nosso chamado se sobrepõe a tudo isso. A caverna jamais será o lugar adequado para um ungido de Deus.
E é confortante saber que para nós sempre haverá um alimento, sempre haverá uma brisa suave a nos impulsionar para o ide, para o grande chamado que o Senhor tem para nós. A cada manhã, o Senhor nos diz: Vai...Cumpra o seu chamado...Você é minha Testemunha.. E aquele tem um chamado deve sempre alimentar de Jesus Cristo, pois Ele é o pão da vida. Aprendemos com Elias que quem tem um chamado não deve se render à crise, enfim, não deve se entregar ao medo ou qualquer ou sentimento que queira paralisar os propósitos de Deus em sua vida.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
UM REINO DE RELACIONAMENTOS

Jesus, ao enviar os seus discípulos, os instruiu a pronunciar a chegada do Reino de Deus. Ou seja, era chegado um novo tempo, um tempo de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. E hoje, este Reino também é chegado até nós. E para possamos expandir este Reino aqui na Terra, é necessário uma ferramenta essencial, utilizada pelo Mestre Jesus, chamada relacionamentos. Não é toa que Jesus, ao convidar Pedro para segui-lo disse que ele se tornaria um pescador de homens (Mateus 4:19). Enfim, Pedro, através de uma grande rede de relacionamentos, daria inicio à Igreja Primitiva, a Igreja que iria expandir o Reino de Deus para toda a Judéia e até os confins da Terra.
A grande verdade é que construir relacionamentos é algo primordial para a pregação do evangelho. Quando não investimos em relacionamentos, saimos perdendo. Jesus sabia disso e nos deixou grandes exemplos. Podemos dizer, inclusive, que Ele era o mestre dos relacionamentos. Quando esteve entre nós em forma humana, Ele tinha um bom papo, se relacionava com as pessoas com liberdade e ousadia. Vivia no meio do povo e conversava com todos, seja gente de grande intelecto, como Nicodemos, como gente simples, humilde, como uma prostituta, considerada a escória da sociedade daquela época. O seu diálogo com a mulher samaritana nos dá uma grande lição de relacionamento. Através de uma conversa, trouxe salvação para aquela mulher. Pessoas necessitam de bons relacionamentos. Uma boa conversa, um olhar dentro dos olhos de quem está aflito, um ouvido atencioso, uma caminhada juntos, um partilhar de sonhos são capazes de sedimentar uma vida. A sedimentação do Reino de Deus gira em torno de relacionamentos.
Vemos, neste contexto, que as pessoas procuram a igreja para se relacionar, em primeiro lugar, com Deus e, em segundo lugar, para construir relacionamentos com irmãos que professam a mesma fé, enfim, que tenham os mesmos interesses. Por este motivo, não basta somente irmos à igreja, louvarmos a Deus e pronto. É preciso que aprendamos a construir relacionamentos saudáveis. Uma prova disto está na descrição da Igreja Primitiva feita em Atos 2:44, onde é afirmado que os cristãos primitivos “estavam sempre juntos e tinham tudo em comum”. Ou seja, eles mantinham um relacionamento que os tornava mais forte. Eles estavam sempre juntos, ou seja, partilhavam sentimentos, interesses e experiências e isto é muito bom para o Corpo de Cristo. Um outro exemplo que temos são os relacionamentos firmados pelo Apóstolo Paulo, relacionamentos estes que formaram grandes discípulos e homens e mulheres de Deus. Paulo mantinha fortes laços de amizade com seus cooperadores. Quem não se lembra de sua amizade com Priscila e Áquila? Juntos fizeram discípulos e até compartilharam, em dado momento, da mesma profissão e do mesmo teto. Quem não se lembra de sua amizade com o jovem Timóteo? Quem não se lembra, inclusive, de seus atritos com Barnabé, por causa de Marcos. Afinal de contas, relacionamentos envolvem ajustes de diferenças e de opiniões. Irmãos e amigos às vezes se estranham, mas com amor e perdão, tudo se ajusta. Os relacionamentos que Paulo mantinha com os seus discípulos e cooperadores eram tão profuntos que deixavam marcas e muitas saudades por onde ele passava "E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam" (Atos. 20:37).
Que tenhamos consciência de nossa responsabilidade de expandir o Reino de Deus aqui na Terra. Que possamos firmar relacionamentos, fazendo grandes amizades em prol do Reino de Deus. Que possamos fazer de nossos irmãos em Cristo amigos verdadeiros, como Jesus o fez com os seus discípulos, desenvolvendo uma grande rede de relacionamento que nos levará a mantermos um relacionamento eterno com o nosso Pai Celestial, pois só conseguimos nos relacionar plenamente com o Deus invisível quando nos relacionamos efetivamente com os nossos irmãos, a quem vemos constantemente.
“Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” João 15:15
Iona Loureiro
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
TOY STORY - UMA HISTÓRIA DE GENTE GRANDE
Durante as férias, eu tive a oportunidade de levar meus filhos ao cinema para assistir o filme TOY STORY 3. Uma gracinha de filme que recomendo para todas as idades. É um filme infantil que revela uma grande verdade para nós adultos, pois fala de algo muito importante – a unidade, tão escassa nos dias de hoje.
O filme conta a história de um grupo de brinquedos que juntos vivem grandes dificuldades e aventuras para reecontrar o seu dono. A trama gira em torno das dificuldades enfrentadas pelos brinquedos e o grande segredo para que ultrapassem todas as barreiras, é justamente a união. Em meio ao sentimento de rejeição, injustiças e dissabores, os brinquedos - em unidade - conseguem finalmente sobreviver em meio aos desafios enfrentados. Ao assistir o filme, lembrei da unidade experimentada pelos irmãos da Igreja Primitida, relatada em Atos dos Apóstolos:
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:42-47).
Como vemos, a Igreja viveu um grande crescimento porque havia entre eles uma grande unidade. Eles estavam sempre juntos e tinham tudo em comum. A unidade, na verdade, é o grande segredo para crescermos em todos os sentidos, especialmente porque somos membros uns dos outros. Juntos somos fortalecidos. Mas, lamentavelmente, Satanás tem investido pesado para fazer com o que homem viva só, fazendo-o achar que não precisa de ninguém. Tem feito, inclusive, que os homens vivam em rivalidade, entregando-se a uma competição insana e destruidora. No filme, os brinquedinhos se salvaram porque se mantiveram juntos, unidos e um ajudando o outro. Interessante notar como uma história desenvolvida para crianças releva uma verdade espiritual, como vemos a seguir:
“Fortalecei as mãos frouxas, e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus.”
(Isaías 35.3-4);
"Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gal. 6:2);
"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" Filipenses 2:3-4.
Ou seja, o desejo do coração de Deus é que vivamos em união. Bom seria que todos vivêssemos assim, unidos, tendo o coração limpo como o coração de uma criança, livre de rivalidades, invejas, arrogâncias, enfim, livres de partidarismos e do desejo absurdo de trair ou contemplar o mal do seu próximo.
Ioná Loureiro
O filme conta a história de um grupo de brinquedos que juntos vivem grandes dificuldades e aventuras para reecontrar o seu dono. A trama gira em torno das dificuldades enfrentadas pelos brinquedos e o grande segredo para que ultrapassem todas as barreiras, é justamente a união. Em meio ao sentimento de rejeição, injustiças e dissabores, os brinquedos - em unidade - conseguem finalmente sobreviver em meio aos desafios enfrentados. Ao assistir o filme, lembrei da unidade experimentada pelos irmãos da Igreja Primitida, relatada em Atos dos Apóstolos:
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:42-47).
Como vemos, a Igreja viveu um grande crescimento porque havia entre eles uma grande unidade. Eles estavam sempre juntos e tinham tudo em comum. A unidade, na verdade, é o grande segredo para crescermos em todos os sentidos, especialmente porque somos membros uns dos outros. Juntos somos fortalecidos. Mas, lamentavelmente, Satanás tem investido pesado para fazer com o que homem viva só, fazendo-o achar que não precisa de ninguém. Tem feito, inclusive, que os homens vivam em rivalidade, entregando-se a uma competição insana e destruidora. No filme, os brinquedinhos se salvaram porque se mantiveram juntos, unidos e um ajudando o outro. Interessante notar como uma história desenvolvida para crianças releva uma verdade espiritual, como vemos a seguir:
“Fortalecei as mãos frouxas, e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus.”
(Isaías 35.3-4);
"Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gal. 6:2);
"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" Filipenses 2:3-4.
Ou seja, o desejo do coração de Deus é que vivamos em união. Bom seria que todos vivêssemos assim, unidos, tendo o coração limpo como o coração de uma criança, livre de rivalidades, invejas, arrogâncias, enfim, livres de partidarismos e do desejo absurdo de trair ou contemplar o mal do seu próximo.
Ioná Loureiro
terça-feira, 27 de julho de 2010
A furia dos invejosos
"Seus irmãos pois o invejavam: seu pai porém guardava este negócio {no seu coração.}" Gen. 37:11
A inveja é algo que precisamos aprender a lidar na nossa vida, pois em todos os lugares, sempre existirão invejosos, enfim, pessoas que se entristecem com as nossas vitórias e que, por vezes, farão de tudo para destruir os nossos sonhos.
Quem não se lembra de ter chegado perto de alguém para contar uma conquista e esta pessoa, ao invés de se alegrar, expressou um sentimento de fúria ou de ódio, como aconteceu com José, quando contou aos seus irmãos o sonho que tivera? "Então lhe disseram seus irmãos: Tu pois deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras" (Gen. 37:8). A grande verdade é que os invejosos estão a nossa volta, pois a inveja é um sentimento carnal que encontra espaço no coração dos fracos. Enfim, no coração daqueles que não têm garra e coragem de lutar pelos seus sonhos e que não conseguem se alegrar com os que alegram. E, especialmente, daqueles que não entendem que Deus tem uma porção para cada um. Cada um tem as suas conquistas. Mas, infelizmente, os invejosos não entendem esta verdade e vivem a criticar, a se entristecer com o sucesso alheio e demonstram ódio pela prosperidade daqueles que estão a sua volta.
O que fazer então para lidar com os invejosos? Em primeiro lugar, eu diria que é preciso guardar o coração. José, ao contar para seus irmãos o seu sonho, foi odiado. "Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos: por isso o aborreciam ainda mais" (Gen. 37:5). Ou seja, ainda que venham a nos odiar, não podemos dar importância e este sentimento, fazendo com que o nosso coração se encha de mágoa e de rancor. Como sabemos, no final da história, José perdoou os seus irmãos por entender que tudo fazia parte do plano de Deus para a sua vida, pois Deus usa até mesmo os invejosos para nos habilitar.
Em segundo lugar, penso que para vencer os invejosos precisamos continuar lutando pelos nossos sonhos. Os invejosos farão de tudo para destruir a nossa esperança. Eles usarão palavras de desânimo, se levantarão contra nós, enfim, tentarão criar todo um ambiente para nos prejudicar. Mas o segredo é continuarmos a nossa caminhada, crendo que o Senhor conhece os que são seus e nos honrará no seu tempo devido. Além disso, as maldições dos invejosos não prosperarão, é promessa no Senhor sobre as nossas vidas (Prov. 26:2). Não podemos viver angustiados com as ações dos invejosos e muito menos com os seus comentários maldosos. Ao contrário, precisamos continuar fazendo a nossa parte, pois o Senhor nos recompensará.
E, em último lugar, digo que existe uma arma letal contra os invejosos - o amor. O amor é o sentimento mais forte que existe. Quando amamos os invejosos, eles se enfraquecem e nós somos fortalecidos. "Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça" (Rom. 12:20). Como podemos perceber, o objetivo da inveja é justamente suscitar o ódio nos corações. Vemos isto no relato do primeiro homicídio. Caim, inflado de inveja, assassinou o seu irmão Abel. Saul, tomado por inveja, perdeu o seu reinado e tentou a todo custo destruir a vida de Davi. Mas, no coração daquele ama, não há lugar para o ódio e a destruição. Por isto, afirmo com veemência que quando invejados, precisamos aprender a amar, como José amou os seus irmãos. "Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós" (Gen. 45:5)
Que possamos, portanto, aprender a lidar com os invejosos. E que em nosso coração não haja espaço para este sentimento. Que possamos nos alegrar sempre com as vitórias e conquitas daqueles que caminham conosco. Que possamos viver a nossa vida, seguir o nosso caminho e desfrutar das porções que Deus nos dá com um coração limpo.
Ioná Loureiro
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Passos firmes
"O receio do homem lhe arma laços, mas o que confia no Senhor estará seguro" (Prov. 29:25)
Penso que a nossa caminhada precisa ser feita de passos firmes. Ou seja, no decorrer de nossa vida, precisamos tomar alguns direções e assumir alguns posicionamentos. Enfim, são passos que tomamos, passos estes que definirão o nosso futuro. E estes passos precisam ser firmes e precisos, envoltos em convicções e certezas.
Neste contexto, tenho percebido que muitos andam receiosos em relação aos seus passos. Há, na verdade, um clima de insegurança e incerteza na mente das pessoas. Há uma indefinição de sentimentos e anseios, pois a cada dia que passa, o homem tem perdido as suas convicções. É comum, por exemplo, vermos pessoas que diziam se amar eternamente se odiando friamente. Vemos pessoas sem rumo certo, indefinidas em suas preferências, em suas crenças e em suas alianças.
Diante de todos este caos de dúvidas e incertezas, insisto em dizer que precisamos manter em nossas mentes o "sim" e o "não" que Jesus nos ensinou. Precisamos estar seguros quando ao que queremos, quanto ao que somos, deixando de lado o coração dobre e inconstante, especialmente porque sem convicções e certezas, sem fé no que somos ou fazemos, passamos a ser como a onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para a outra parte, como descrito na Carta de Tiago (Tiago 1:1,8). Como vemos, Jesus teve passos firmes em sua caminhada entre nós. Nos amou até o fim, sem hesitar em momento algum. Sabia em todo tempo quem era, qual era a sua missão e onde precisava chegar. Não tinha dúvida quanto às suas escolhas. Escolheu 12 homens como seus discípulos e não desistiu de nenhum deles se quer, até mesmo aquele que o negou. A dúvida não fazia parte de sua vida. Seus sentimentos eram firmes e consistentes.
Desejo e oro sinceramente para que os nossos passos sejam firmes e para que a dúvida não tenha espaço em nossos corações. Que possamos sempre confiar no Senhor para que estejamos sempre seguros acerca de quem somos, de nossa missão e de onde precisamos chegar.
Ioná Loureiro
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