quinta-feira, 25 de agosto de 2011
AMIGOS QUE ORAM
“Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações” Filemon 1:4
Não há nada mais prazeroso do que quando alguém diz que está orando por você. Hoje pela manhã uma pessoa muito querida me ligou só para dizer que sentiu desejo de orar por mim. Aliás, sempre fico sabendo que tem alguém orando por mim e por minha família. Esse é o melhor presente que uma pessoa pode receber – orações a seu favor.
Certa vez estava passando por uma luta muito grande e uma pastora muito querida me abraçou na Ceia de Oficiais e disse, olhando bem nos meus olhos – Estou orando por você. Ela não sabia de nada do que estava passando.
Tenho plena consciência de que as orações a meu favor têm me fortalecido e me mantido de pé. E este sentimento me torna mais ainda ligada ao Corpo de Cristo, me fazendo entender que precisamos andar em aliança, que precisamos uns dos outros.
O Apóstolo Paulo, sabendo da importância da oração, disse certa vez: “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito Santo, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho” Efésios 18:19. Paulo entendia que precisava das orações de seus irmãos em Cristo e também tinha o hábito de orar por seus irmãos. Vemos isto quando falou para Filemon que sempre se lembrava dele em suas orações.
Precisamos, portanto, orar mais pelos nossos irmãos. Deus mudou a sorte de Jó quando ele orava por seus amigos.
“E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava por seus amigos..” Jó 42:10
Ioná Loureiro
terça-feira, 16 de agosto de 2011
ABRAÇOS QUE CURAM
Você sabia que um simples abraço pode curar?! Eu gosto muito de abraçar as pessoas. Enquanto as abraço, profetizo sobre elas vida, cura e a unção de Deus, pois tenho pleno certeza de que somos portadores da benção de Deus. O nosso toque, portanto, pode proporcionar a cura.
Na verdade, há em nós uma unção que muitas vezes desconhecemos e não a utilizamos adequadamente. O nosso corpo, os nossos gestos refletem a glória e o poder de Deus. Por isso, ao abraçarmos alguém, transferimos para este alguém a vida, a ressurreição.
A fim de justificar esta verdade, quero trazer à lembrança à ressurreição do jovem Êutico. Não resistindo ao sono, Eutico cai do terceiro andar e acaba morrendo. Paulo o abraça e o milagre da ressurreição acontece.
“Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar e foi levantado morto. Descendo, porém Paulo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos pertubeis, que a vida nele está... então conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados” Atos 20:9-11
Vemos, portanto, o milagre acontecendo através de um abraço. O profeta Elias, muitos anos antes, também viveu experiência semelhante.
“...então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse, Ó Senhor meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. O Senhor atendeu a voz de Elias: e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu” I Reis 17:20-22
A unção, o poder que havia sobre Elias trouxe vida ao menino. Ao estender-se sobre ele, aconteceu o milagre da ressurreição. Percebemos, inclusive, que do corpo de Jesus transbordava poder, virtude. Quando a mulher que sofria com o fluxo de sangue o tocou, viveu a cura. “Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se do meio da multidão, perguntou: Quem me tocou?” (Marcos 5:30)
O nosso corpo é um canal de bênçãos na vida daqueles que nos rodeiam. Por isso, não deixe de abraçar, de tocar aqueles que estão a sua volta. Ao tocá-los e abraçá-los, profetize a cura, profetize o milagre da ressurreição. Um simples abraço pode transformar uma vida.
Pra. Ioná Loureiro
quarta-feira, 27 de julho de 2011
ÂNIMO – UM PONTO CHAVE!
“Então, continuamos a construir as muralhas, e logo elas já estavam na metade da sua altura total porque o povo estava animado para trabalhar” Neemias 4.6
Neemias, conduzindo o povo, conseguiu concluir a obra em 52 dias, isto porque todos estavam animados para o trabalho. A palavra ânimo vem do latim que quer dizer “vida”, “coragem” e “alma”. O ânimo é um fator muito importante quando se quer conquistar algo. Sem ânimo, fica realmente complicado. Vemos que, naquele contexto, o povo se encheu de vida para construir as muralhas. Eles não se deixaram abater pelos opositores, pelas ameaças, pelos obstáculos que surgiram a sua frente. Estavam animados!!!
Mas qual seria o segredo de tamanha motivação? Vejamos alguns aspectos.
1. Seguir as instruções do líder. Aquele povo se animou porque seguiram as instruções de Neemias, que os orientava em tudo. Às vezes, achamos que somos auto-suficientes e queremos caminhar sozinhos. Mas não dá certo! É na comunhão dos santos que o Senhor ordena a sua benção! (Salmo 133.1). Elias foi parar na caverna porque se isolou e se achou a última coca-cola do deserto. Pensava que era o único quando, na verdade, existiam outros joelhos que não se dobraram a Baal.
2. Não parar. Embora tivessem aparecido os opositores e as situações adversas, aquele povo não parou a obra. Parar é uma grande tolice. Muitos dizem que vão dar um tempo, que precisam descansar e acabam ficando paralisados. Quando Davi decidiu não ir à guerra, cometeu o grande erro de sua vida. Ânimo não é sentimento! Ainda que estejamos desanimados, precisamos continuar a fazer a obra. “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados” 2 Co 4.8
3. Ter um foco em mente. Muitos desanimam porque perdem o foco e desistem de fazer a obra. Aquele povo tinha um foco, reconstruir os muros e exaltar ao Senhor. Tinham em mente esse objetivo e lutaram por isso, até o fim. Sem foco, cria-se um desânimo porque não há desafios a enfrentar. O homem é movido por desafios. “Eia, subamos e possuamos a terra, porque, certamente prevaleceremos contra ela” Nm 13.30
4. Vigiar sempre. O povo, ao mesmo tempo que edificava, estava vigilante. “...cada um com uma das mãos, fazia a obra e com a outra segurava as armas” Neemias 4:17. Quando não vigiamos, somos roubamos. Ou seja, quando não mantemos uma vida de oração, jejum e Palavra nos tornamos vulneráveis. Enfim, quando abrimos brechas em nossas vidas, não ficando atentos ao que está a nossa volta, ao ambiente que nos cerca, somos alvos fáceis para o desânimo e à estagnação.
5. Não se distrair com bobagens e fofoquinhas. Neemias não deu papo, não deu conversa para os opositores. Não se distraiu como muitos fazem. Sempre haverá alguém tentando roubar a nossa atenção, querendo nos distrair para nos remover de nosso alvoo. Muitos chegam com aquela conversa fiada e acabamos cedendo e por fim, ficamos desanimados porque demos ouvidos a quem não devia. Ânimo envolve foco, foco envolve fé e fé envolve ouvir o que vem de Deus e não o que vem de homens. “Enviei-lhes mensageiros a dizer, estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer..” Neemias 6.3
Percebemos, portanto, que o ânimo envolve uma série de aspectos que devem ser observados. Precisamos nos animar sempre, tendo em mente que fomos chamados para realizar. Assim como Neemias terminou aquela obra em 52 dias, vencendo limites e barreiras, Deus quer nos levar a viver o extraordinário.
Ioná Loureiro
A ÉTICA E O SIGILO SACERDOTAL
No mundo profissional, ouvimos muito falar sobre ética. Ou seja, todo profissional, ao realizar as suas atividades, precisa ter em mente um conjunto de regras que devem ser obedecidas, pois a ética se refere a um conjunto de normais morais pelas quais o indivíduo deve orientar seu comportamento na profissão que exerce. Enfim, no âmbito profissional, há esta preocupação com a ética, ou seja, regras de conduta são observadas quando se exerce uma profissão. E quando falamos de vida eclesiástica, a ética tem sido observada? Há também um código de conduta ética para aqueles que exercem o ministério pastoral, por exemplo?
A este respeito, podemos afirmar que a própria Palavra de Deus é o código de conduta ética para aquele que anuncia o evangelho da Salvação. Na Bíblia, são descritos claramente valores a serem seguidos e observados por aqueles que exercem o pastoreio. Mas será que a ética tem realmente sido observada neste sentido?
Quando penso em ética pastoral, logo me vem a mente a questão do sigilo sacerdotal. Por ter alguns artigos publicados em sites evangélicos, constantemente recebo pedidos de aconselhamento diversos, de pessoas que nunca conheci e provavelmente jamais conhecerei. A grande maioria procura a ajuda de uma espécie de pastor virtual. E percebo, neste sentido, que na maioria dos casos, esta procura se dá porque muitos não confiam em seus pastores. Enfim, são pessoas que têm medo de expor seus sentimentos e vê-los em seguida sendo partilhados em púlpitos, reuniões ministeriais e nos corredores da Igreja. Certa vez, aconselhei uma jovem que me pediu ajuda porque expôs uma situação muito íntima para sua pastora e esta, por sua vez, compartilhou a questão para alguns membros do grupo jovem de sua Igreja. O resultado foi catastrófico, pois ao tomarem conhecimento da situação, que era muito delicada, pois envolvia a questão do homossexualismo, os jovens daquela Igreja começaram a tratar a moça com indiferença. Ela então ficou sabendo que todos sabiam de seu problema. Aquela jovem então nunca mais colocou os pés em uma Igreja evangélica. Ou seja, houve uma grande falta de ética pastoral na relação pastor-ovelha. Faltou credibilidade, discrição e confiança.
Na verdade, o pastor precisa entender que nas suas mãos é depositada uma responsabilidade muito grande, enfim, o pastor é chamado para cuidar de vidas e de ser instrumento nas mãos de Deus para curar feridas profundas e, portanto, precisa ter a discrição e a fidelidade de saber guardar em segredo confissões que jamais devem ser expostas, pois tudo o que uma ovelha precisa é de alguém que possa confiar, ou seja, alguém a quem possa confessar, muitas vezes, as suas culpas, como descreve a Palavra, para alcançar a cura “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados...” (Tiago 5:16). Só que lamentavelmente, muitas ovelhas esbarram nesta falta de ética pastoral e acabam, consequentemente, sofrendo grandes decepções quando se deparam com a exposição de sua intimidade perante à Igreja de forma completamente leviana.
Creio que é momento de pensarmos um pouco na ética pastoral, no sentido de aqueles que exercem este importante ministério tenham mais discrição no trato com as ovelhas que o Senhor colocou em suas mãos para cuidar, pois a ausência desta ética pode, consequentemente, afastar muitas pessoas do verdadeiro evangelho ao se depararem com as suas feridas expostas, sem ética alguma, gerando situações completamente dolorosas e desconcertantes.
Ioná Loureiro
sexta-feira, 17 de junho de 2011
NAMORO ENTRE IGREJAS
Muitas pessoas apresentam dúvidas com relação ao namoro cristão. E uma delas é justamente o namoro entre pessoas que congregam em igrejas diferentes. Ou seja, é errado namorar alguém que frequenta outra igreja evangélica?
Diante deste fato, é importante que o casal saiba lidar com as diferenças. Confesso que é conveniente que os dois frequentem a mesma igreja para que juntos possam servir ao Senhor. Afinal de contas, qualquer casal de namorado tem o desejo de estar perto e de participar do mundo um do outro. No meu caso, por exemplo, eu fazia parte da Comunidade Evangélica onde exercia cargos ministeriais e meu esposo, na época namorado, era da Igreja Renascer em Cristo. Ele chegou a ir à igreja que fazia parte uma vez, mas não se identificou. Eu então decidi ir para a Igreja Renascer para estar perto dele e acabei me identificando com as pessoas e com a visão da igreja e hoje somos pastores neste Ministério.
Em Amos 3:3, vemos a seguinte declaração: “Andarão dois juntos senão houver entre eles acordo?”. Analisando este texto da Palavra de Deus, percebemos que para que um namoro entre pessoas que fazem parte de igrejas diferentes dê certo, é necessário que haja um acordo entre as partes. Como sabemos, cada igreja evangélica possui a sua própria visão, em outras palavras, digamos doutrinas e uma forma peculiar de glorificar e servir ao Senhor.
Pra. Ioná Loureiro
Pra. Ioná Loureiro
terça-feira, 14 de junho de 2011
O LOBO MAU BATE À PORTA
Deus fala conosco das formas mais diferenciadas que existe, ou seja, Ele usa tudo a nossa volta para falar ao nosso coração. Ontem, por mais incrível que pareça, fui ministrada através da história dos Três Porquinhos. É que meu filho de 5 anos pediu para eu ler para ele esta história. E lá fui eu, cansada e doida para dormir ler a história para ele, dizendo no meu interior: Eu mereço!
Confesso que já tinha esquecido desta história, que todos conhecemos muito bem. Enfim, três porquinhos, sendo dois peguiçosos e um trabalhador resolvem construir suas casinhas para se livrar do lobo mau. Os dois porquinhos preguiçosos fazem casinhas frágeis, de palha e de bambu. O lobo bate à porta de casa de cada um deles e diante da fragilidade da estrutura montada, o lobo destrói a casinha deles e os devora. Já o porquinho trabalhador, dispensa tempo e trabalho construindo uma casinha de tijolos, bem firme. Assim, quando o lobo mau bate à sua porta, não consegue destruí-la. Ele tenta entrar pela chaminé e acaba caindo num caldeirão de água quente, pois o porquinho era esperto e já tinha preparado um modo de se livrar do lobo mau caso ele invadisse a sua casinha pela chaminé.
Naquele momento, lembrei do que disse Jesus quando nos falou sobre a casa edificada sobre o Rocha descrita em Mateus 7 "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" (verso 24). Ou seja, a nossa relação com Deus requer muito trabalho e muita cautela. Precisamos praticar a Palavra! Há muitos que querem manter a sua vida cristã de forma superficial, sem pagar um preço por ela. Não oram, não jejuam, não leêm a Palavra, vão à Igreja esporadicamente, enfim, não constrõem uma relação de intimidade com o Senhor. Estamos numa guerra, o lobo bate à nossa porta “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (I Pedro 5:8). Precisamos, portanto, nos revestir da presença de Deus através de uma busca contínua e progressiva. Não podemos ser preguiçosos no tocante ao nosso envolvimento com o Senhor.
Que possamos nos despertar para a grande responsabilidade que temos de construir um relacionamento com Deus profundo, com humildade e com grande empenho e dedicação, para que a nossa casa espiritual esteja livre da visita inoportuna daquele que veio para roubar, matar e destruir.
"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7)
"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7)
Pra. Ioná Loureiro
quarta-feira, 18 de maio de 2011
FORMAR DISCÍPULOS - UMA RESPONSABILIDADE
Uma das ordenanças de Jesus antes de ser elevado aos céus, foi justamente a ordenança de fazermos discípulos. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...” (Mateus 28:19). Ou seja, fazer discípulos é uma necessidade para que o reino de Deus possa se expandir aqui na terra. Mas qual seria o segredo para formar discípulos? Como ter o mesmo sucesso que teve Jesus na formação de seus discípulos, pois Ele, em apenas três anos, formou homens e mulheres que revolucionaram o mundo e trouxeram o evangelho até nós.
Quando olhamos para Jesus, observamos que ele intensamente se envolveu com os seus discípulos, participando ativamente na formação de uma cada um deles. Vejamos alguns posicionamentos adotados por Jesus nesta grande missão de fazer discípulos:
1) Chamando para perto – Uma das primeiras atitudes de Jesus foi justamente chamar os seus discípulos para perto de si. “E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram” (Mateus 4:19,20) Discipulado envolve caminhar junto no intuito de conduzir e imprimir valores. Não pode haver discipulado sem proximidade. Discipulado envolve contato, olho no olho. Jesus sabia que se aqueles homens não caminhassem com ele, não seriam transformados.
2) Prestando socorro – Jesus era um Mestre presente na vida dos discípulos, preocupava-se com a vida deles de forma muito especial. Vemos isto quando a sogra de Pedro estava enferma em casa. “Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los” (Marcos 1:31) Jesus curou aquela mulher, demonstrando amor e preocupação. Não há como formar discípulos quando não nos importamos com as suas vidas.
3) Mostrando como se faz – Jesus fazia questão de levar seus discípulos para os seus desafios diários. “Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João” (Marcos 5:37) Eles precisavam presenciar o poder de Deus e saber como Jesus operava os seus milagres. O discipulado eficaz envolve o estar perto, o caminhar junto para mostrar o operacionalizar do mover de Deus na vida das pessoas.
4) Investindo e confiando – Jesus investiu em seus discípulos e confiou neles. O discipulado também envolve credibilidade. “Chamou os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre espíritos imundos” (Marcos 6:7)Não podemos formar discípulos sem confiarmos neles, sem conferir-lhes missões. Ou seja, não há como formar, senão houver um envio, pois o envio traz confiança para o discípulo e o sentimento de que é capaz, de que é uma peça chave para o Reino de Deus.
5) Demonstrando humanidade – Jesus quando esteve com seus discípulos demonstrou a sua identidade de Filho de Deus. Mas, ao mesmo tempo, deixou transparecer o seu lado humano. “E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia” (Marcos 41:33). Antes de ir ao Calvário, compartilhou com os seus discípulos os seus momentos de aflição. Ou seja, não escondeu a sua humanidade. Um discípulo não deseja ser formado por um super-herói e sim por alguém que demonstre que é capaz de superar as suas fragilidades.
6) Lidando com erros e limitações - Jesus conhecia os seus discípulos e sabia da limitação de cada um deles. Como sabemos, Pedro, um de seus discípulos, cometeu vários erros chegando, inclusive, a negá-lo. Jesus, todavia, não o descartou. Ao contrário, compreendeu as suas limitações. Vemos, portanto, que fazer discípulos envolve este nível de compreensão “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros” (João 21:15)
7) Desenvolvendo uma relação de amizade – Além de manter uma relação espiritual com os seus discípulos, Jesus mantinha com eles uma relação de amizade, de comunhão, chegando inclusive a chamá-los de amigos “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15). Não há como fazer discípulos sem longas conversas, sem contato, sem comunhão e sem o compartilhar do partir do pão.
8) Servindo para ensinar a servir – Jesus se portou como um verdadeiro servo diante de seus discípulos, chegou, inclusive, a lavar os seus pés. “Ora, se eu, sendo Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (João 13:14) É preciso servir para formar, pois ninguém aprende a servir sem presenciar atos de humildade e de servidão. O discípulo aprende a servir quando vê em seu mestre um exemplo de alguém que sabe servir.
9) Exortando e instruindo – Jesus, quando era preciso, chamava a atenção dos seus discípulos a fim de conscientizá-los de que precisam mudar. Dava-lhes instruções claras a respeito do que deveria ser feito. “E lhe fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lucas 10:2.3) “Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhe a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinha visto já ressuscitado” (Marcos 16:14) A exortação e a instrução são peças fundamentais na formação de um discípulo para que haja direção e aprendizado.
10) Demonstrando paciência – Jesus foi extremamente paciente com os seus discípulos. Com muita paciência, lidou com as perguntas sem “noção” de seus discípulos, com a incredulidade de Tomé, a impulsividade de Pedro, chegando, inclusive, a lidar com a traição. O discipulado envolve muita paciência, sem a qual se desiste no meio caminhada “E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não seja incrédulo, mas crente” (João 20:27).
11) Amando até o fim – Jesus amou os seus discípulos até o fim através de um amor incondicional. “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (João 13:1) Amou tanto a ponto de entregar a sua vida por amor. O discipulado envolve este amor, este amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, especialmente porque um discípulo formado e bem preparado não nasce da noite para o dia. O discipulado envolve um processo longo de aprendizado que deve ser regado com muito amor.
12) Orando pelo crescimento e fortalecimento. A oração intercessória de Jesus pelos seus discípulos é umas das mais belas orações descritas em toda a Palavra de Deus. Naquele momento, Jesus orou pelos seus discípulos com intensidade única, pedindo para que Deus os guardasse e os livrasse do mal. Formar um discípulo, portanto, envolve oração para que as sementes que são plantadas em seu coração possam germinar e dar fruto “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós” (João 17:11)
Percebemos, deste modo, que formar discípulos é uma tarefa que envolve uma entrega, enfim, um envolvimento muito profundo, que vai além do que imaginamos. Jesus nos ensinou o caminho, nos deu o seu exemplo, cumpre a nós aplicá-los com os nossos discípulos, pois agora é a nossa vez de formar discípulos para revolucionar e transformar o mundo.
Pra. Ioná Loureiro
sexta-feira, 6 de maio de 2011
PRECONCEITO SOB A ÓTICA DOS TRILHOS
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| Estação da SuperVia da Penha - RJ |
Às vezes fico pensando como somos preconceituosos.
Moro na Penha (RJ) há cerca de 11 anos. Perto de minha casa tem uma estação de trem da Supervia. Durante quase todos estes anos, nunca havia viajado de trem, especialmente porque as pessoas diziam que era horrível viajar de trem, que era um sofrimento, que as pessoas eram mal educadas. Enfim, com base nas informações que me passaram, me abstive de viajar de trem. Durante muitos anos, utilizava um ônibus até a estação do Metrô Rio para fugir do trem. Ou seja, optava por viajar de Metrô.
Só que a partir do final do ano passado, resolvi não mais levar em consideração o que as pessoas diziam sobre o trem. Resolvi arriscar! Resolvi ver a situação com meus próprios olhos. No primeiro dia, confesso, tive medo, pois imaginava que encontraria cenas horríveis. Só que correu tudo normal. Não há conforto visual, pois os vagões são antigos e nem todos tem ar-condicionado, mas é bem mais tranquilo que o Metrô. Quanto às pessoas que viajam de trem, são pessoas normais. Gente que tem coração, gente que sonha, gente que luta pelo pão nosso de cada dia.
Enfim, no trem nunca escutei um xingamento, no metrô, já ouvi coisas cabeludas. No trem, nunca presenciei uma cena de violência, no Metrô já presenciei socos e muitas discussões. No trem, nunca passei mal. No metrô, quase tivo um treco quando viajei num vagão super lotado, fui tão esprimida que mal conseguia respirar. No trem, nunca me estressei com ninguém. No metrô, já me estressei com uma dona que cismou com a minha cara, dizendo que eu estava a empurrando. Mas depois, tudo se acalmou e a gente se entendeu.
Enfim, como as aparências enganam. Lamento muito pelo tempo que perdi no Metrô Rio. Ainda viajo às vezes, mas só para ir para a Faculdade à noite. Aliás, como a mídia tem noticiado, o Metrô Rio está cada vez mais insuportável nos horários de "rush". Vagões com ar-condicionado, modernos e bonitinhos escondem dentro de si a agonia de muitos que sofrem calados e alguns que, em meio ao orgulho ao preconceito, deixam de viajar de trem, especialmente porque acham que viajar de trem é coisa de gente pobre e ignorante.
Infelizmente, o mesmo acontece em vários aspectos de nossas vidas. Muitas vezes, somos julgados pelo dizem a nosso respeito e não pelo que verdadeiramente somos, já que infelizmente as pessoas de um modo geral tem a tendência de serem preconceituosas, ou seja, formam um pré-conceito de alguém com base em comentários e não em sua própria essência.
Pra. Ioná Loureiro
quarta-feira, 4 de maio de 2011
NÃO PERCA O FOCO!
"E enviei-lhes mensageiros a dizer: Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco?" (Neemias 6.3)
Satanás é um ser completamente estrategista e uma de suas estratégias é que saiamos da nossa posição, enfim, que nos desviemos dos propósitos de Deus. Estamos fazendo uma grande obra, que é servir a Deus e o diabo tenta, a todo custo, nos retirar de nosso lugar, de nosso posição. Ele se utiliza muitas vezes de fofocas, injustiça, ingratidão, perseguição e muitas outras situações que por vezes tentam interferir no nosso emocional, nos fazendo desistir, parar a obra. Quantas vezes paramos para dar ouvidos a coisas que não devemos?
A nossa postura, neste caso, tem de ser a postura de Neemias, que não saiu de sua posição, não se distraiu com nada, porque tinha um foco - fazer a obra de Deus. Adversidades sempre existirão, mas quando olhamos para Jesus e as vidas que precisam ser restauradas, somos fortalecidos e seguimos em frente, cumprindo com determinação o nosso chamado.
NÃO SAIA DE SUA POSIÇÃO!!! MANTENHA O FOCO FIRME EM JESUS CRISTO!
Pra. Ioná Loureiro
Satanás é um ser completamente estrategista e uma de suas estratégias é que saiamos da nossa posição, enfim, que nos desviemos dos propósitos de Deus. Estamos fazendo uma grande obra, que é servir a Deus e o diabo tenta, a todo custo, nos retirar de nosso lugar, de nosso posição. Ele se utiliza muitas vezes de fofocas, injustiça, ingratidão, perseguição e muitas outras situações que por vezes tentam interferir no nosso emocional, nos fazendo desistir, parar a obra. Quantas vezes paramos para dar ouvidos a coisas que não devemos?
A nossa postura, neste caso, tem de ser a postura de Neemias, que não saiu de sua posição, não se distraiu com nada, porque tinha um foco - fazer a obra de Deus. Adversidades sempre existirão, mas quando olhamos para Jesus e as vidas que precisam ser restauradas, somos fortalecidos e seguimos em frente, cumprindo com determinação o nosso chamado.
NÃO SAIA DE SUA POSIÇÃO!!! MANTENHA O FOCO FIRME EM JESUS CRISTO!
Pra. Ioná Loureiro
quinta-feira, 28 de abril de 2011
SE PERECER, PERECI...
"Se perecer, pereci..." Ester 4.16
Tem momentos, na nossa vida, que temos de arriscar. Ou seja, tomar uma atitude em prol de um sonho, de um projeto, de um livramento, enfim, em prol de algo que necessitamos, mesmo sabendo que o medo de arriscar sempre existirá, pois o medo é um sentimento que existe no emocional do ser-humano.
Ester foi uma mulher que soube arriscar a sua própria vida em prol do seu povo. Era tudo ou nada! Diante da presença do rei, estava lançada a sua sorte. Se o rei recusasse a sua presença, seus sonhos e os sonhos de todos os judeus morreriam para sempre. Ester, entretanto, com firmeza disse “Se perecer, pereci”. Em outras palavras, disse: Vamos lá! Vamos tentar! Ester deixou de lado o medo e partiu em busca no desafio, do inesperado, especialmente porque ela sabia que sua vida estava nas mãos do Deus do Impossível.
Da mesma forma, precisamos aprender a arriscar como Ester. Precisamos ter a coragem de dar passos seguros, precisamos com firmeza tomar as decisões que precisam ser tomadas. Precisamos, na verdade, aprender a encarar os desafios que a vida nos apresenta. Fugir não é a solução! Imaginem se Ester se escondesse diante daquele contexto? Imagine se Ester se recusasse a enfrentar os seus medos?
O medo, na verdade, é uma defesa, uma reação que apresentamos diante do desafio. Ocorre que o medo pode nos aprisionar e nos impedir de avançar. Temos, muitas vezes, medo de tentar, medo do novo, medo de errar, de fracassar. O medo, na verdade, pode inibir o nosso sucesso, o nosso futuro. Quantas pessoas deixam de viver seus sonhos devido ao medo de arriscar?. O próprio Senhor Jesus, teve de enfrentar o medo e tomar uma decisão. Quando esteve no Getsêmani, orando ao Pai para que afastasse dele aquele cálice, o cálice da cruz, teve a coragem de seguir em frente. "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres" (Marcos 14.36). Ele já sabia qual era a vontade Deus, mas a decisão era unicamente sua. Decidiu, portanto, enfrentar os seus medos e salvar toda a humanidade.
Que tenhamos, portanto, coragem de enfrentar os desafios que surgem à nossa frente. Que possamos tomar as decisões que precisam ser tomadas com fé e ousadia. Que possamos dar passos seguros.
Pra. Ioná
terça-feira, 19 de abril de 2011
A agenda de Jesus
"Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais de divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava" (Lucas 5.15,16)
Às vezes achamos que a nossa agenda está sempre cheia e que não temos tempo para orar. Enfim, estamos sempre envolvidos com muitos compromissos e alegamos que não temos tempo para manter uma vida de oração. Bom, se a nossa agenda é apertada, imagine a agenda do Senhor Jesus?! Me ponho a imaginar como se deveria ser a loucura do seu dia-a-dia. - Jesus, a multidão te chama! Jesus, vamos na casa de fulano. Jesus, precisamos resolver isso! Jesus, vamos para outra Cidade. Jesus, estão te perseguindo! Jesus, falaram isso de você! Jesus, Jesus, Jesus!!! Certamente, o Mestre era muito requisitado por todos e tinha muitos problemas para resolver. Enfim, eram muitos os compromissos e afazeres.
Mas a despeito de todo corre corre, Jesus sempre separava um tempo para orar. Ele buscava lugares solitários para falar com Deus. Ele entendia que esse momento era precioso e que não podia abrir desta comunhão com o Pai.
Da mesma forma, também precisamos nos retirar para lugares solitários para falar com o Senhor. Ou seja, precisamos de momentos a sós com Deus. Não podemos abrir mão destes momentos tão preciosos para a nossa vida espiritual. Na verdade, a nossa relação com o Senhor é desenvolvida e fortalecida nos bastidores, no silêncio, nos lugares solitários onde abrimos o nosso coração ao Senhor sem reservas, sem impedimentos. É no secreto, nos clamores que ninguém vê e sabe, que somos marcados e ouvidos pelo Senhor.
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" Mateus 6.6
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" Mateus 6.6
Só que lamentavelmente, muitas vezes só oramos na Igreja. Quando chegamos em casa, ou quando estamos em nosso trabalho, nos esquecemos de que precisamos ter momentos de intimidade com o Senhor. Nos esquecemos de que é preciso que nos retiremos para lugares solitários para falar com Deus, pois o segredo do nosso fortalecimento espiritual está na oração. Jesus, antes de enfrentar o calvário, orou intensamente.
"E, adiantando-se um pouco, prostou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora...Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras" Marcos 14. 35 e 39.
Aqueles momentos de oração junto Pai, fortaleceram o seu coração e lhe deram coragem para ir adiante e enfrentar o momento mais difícil de sua vida. "Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima" (Marcos 14.42)
Se Jesus, o Filho de Deus, tinha necessidade orar, imagine nós, seres humanos?! É indispensável mantermos uma vida de oração. Não podemos negligenciar esta necessidade em nossas vidas.
Que possamos, portanto, procurar os lugares solitários para falar com Deus e assim sermos fortalecidos.
Pra. Ioná Loureiro
Pra. Ioná Loureiro
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O BEM PRECISA TRIUNFAR
"Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" Rom. 12.20,21
Se dermos vazão, o mal ocupará espaço em nossas vidas. Enfim, quando somos agredidos, injuriados, injustiçados, caluniados, a tendência natural é permitir que pensamentos ruins entrem em nosso coração, como por exemplo, o ódio, a mágoa, o rancor, a ira, a discórdia. Mas... o Senhor, nos dá um conselho. NÃO TE DEIXES VENCER DO MAL, MAS VENCE O MAL COM O BEM. Na verdade, em situações como estas, há uma guerra travada dentro de nós. O nosso lado humano, carnal, quer nos impulsionar a permitir que o mal habite em nós. Quer que revidemos, que odiemos e por aí vai. Por sua vez, a nossa natureza espiritual, que se relacionada com Deus, nos impulsiona a agir de forma diferente, nos impulsiona a fazermos o bem. Então, nessa guerra fria, árdua, nos cabe deixar que o bem triunfe, nos cabe ouvir a voz de Deus.
Quando penso nisto, me lembro de filme que meu filho gosta muito de assistir. O Homem Aranha III. Eu dei um pack para ele com a trilogia do Homem Aranha e ele ama assistir este filme. No Episódio III, o Homem Aranha permite que o mal invada o seu coração. Ele deixou de ser bonzinho e se torna um vilão. Ou seja, a influência do mal ocupa espaço em seu coração. O final da história, todos já sabem. Eu não vou contar se não perde a graça. Basta dizer que nos filmes de super-heróis, o bem sempre triunfa. Mas não é bem assim na vida real. Por vezes, o mal prevalece no coração daqueles que dão espaço a ele.
Assim, que nesta guerra que vivemos, o bem triunfe em nós. Que possamos, a cada dia, vencer o mal com bem, pois esta é a vontade de Deus para as nossas vidas.
"Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" Heb. 12.15
Pra. Ioná Loureiro
DESABAFO
Neste semestre da Faculdade não comecei muito bem. Mas, a forma como iniciamos algo não define a forma como terminaremos. Para quem tem Cristo, tudo sempre acaba bem, afinal de contas, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
Eu consegui tirar 4 em Prática Jurídica. Um 4 que revelou a minha verdade na disciplina. Não estudei direito, chegava sempre atrasada na aula, não copiei toda a matéria, enfim, não me esforcei. A matéria é desgostosa, Direito do Trabalho, algo que não me identifico bem. Compartilhei com um colega o meu horror de nota. Ele quase não acreditou. Arregalou os olhos e perguntou, na maior simplicidade e naturalidade do mundo. Tirou 4!!!!. Mas você não colou?!! Eu lhe respondi: Não colei. Eu não gosto do colar. Quando respondi isso me senti um ET, vindo de outro mundo, pois ele me olhou como se eu fosse de outro mundo por não colar, coisa que a maioria da turma fez. Eu, particularmente, sento na primeira fileira para não cair em tentação. Sou humana!
A grande verdade é que Deus nos chamou para sermos diferentes. Se todo mundo cola, eu não vou colar, pois estou mentindo para mim mesmo e para Deus. Se todo mundo adultera, eu não adulterar. Se tudo mundo xinga palavrão, eu não vou xingar. Se todo mundo odeia, eu vou amar. Se tudo mundo desagrada a Deus, eu vou ser diferente. Ou seja, fomos chamados para ser diferentes, ainda que sejamos vistos como ET, ainda que tenhamos de fugir de situações para não errar, ainda que tenhamos te pagar um preço por isso.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 4 de abril de 2011
LEVEZA DO SER
Vivemos, muitas vezes, com a cabeça cheia de preocupações. Achamos que temos que resolver tudo, e pensamos, em muitas ocasiões, que somos os culpados de tudo. Nos tornamos pesados diante de tantas preocupações e queremos encontrar solução para tudo, ou melhor, achamos que temos de encontrar a saída para todos os problemas que estamos enfrentando. Somos, na verdade, pressionados pela nossa própria consciência. Carregamos jugos e fardos pesados demais que não conseguimos suportar.
Confesso que um dia desses estava me sentindo assim, pressionada, pela minha própria consciência. Mas em meio a este sentimento, o Senhor me fez lembrar de sua Palavra, quando diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Por que o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” Mateus 11.28-30.
O Senhor me fez lembrar que Ele já sofreu por mim e que não preciso mais carregar fardos e jugos que não são meus. O Senhor que fez entender que precisamos parar de sofrer desnecessariamente e que precisamos deixar de carregar culpas que não são nossas. Por fim, o Senhor me fez entender que precisamos ser mais leves, especialmente porque muitas vezes esquentamos a cabeça desnecessariamente, achamos que somos super-heróis e que temos a obrigação de resolver os problemas de toda humanidade e de acabar com todos os vilões. Jesus quer que tenhamos esta leveza do ser, leveza para entender que tudo tem o seu tempo, leveza para confiar no seu poder, leveza para viver a vida intensamente, sem culpas e sem atropelos, leveza para viver cada dia, leveza para entender que o amanhã cuidará de si mesmo, leveza para dormir em meio à tempestade.
E para vivermos assim, com esta leveza do ser, precisamos confiar em Jesus, tendo a certeza de que Ele está conosco, todos os dias, como nos prometeu (Mateus 28.20). Com esta leveza, somos capazes de viver a vida, desfrutando de cada momento e experiência. Se tentamos e não conseguimos, se sonhamos e não alcançamos, se por um acaso fracassamos, precisamos ter a certeza que dias melhores virão e que o Senhor nos conduzirá sempre em triunfo. O importante é viver, o importante é não desistir, o importante é caminhar com o Senhor. Sejamos leves, sejamos livres, sejamos filhos de Deus, sejamos eternos.
"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento" II Cor. 2.14
Pra. Ioná Loureiro
sexta-feira, 1 de abril de 2011
DIZER A VERDADE...
Hoje é dia 1º de Abril, conhecido por alguns como o dia mentira. E neste dia, quero refletir sobre a verdade.
É muito bom andar na verdade! O Senhor, inclusive, nos convida a falar a verdade “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos...” (Col. 3.9). Aliás, somos convidados a comprar a verdade “Compra a verdade, e não a vendas...” (Prov. 23.23).
Por que comprar a verdade?! Porque para andar na verdade é preciso pagar um alto preço. O preço de colocar a cabeça a prêmio, de não ser compreendido, de ouvir poucas e boas, de ser perseguido, especialmente porque o mundo à nossa volta vive na mentira. Enfim, é preciso ter coragem para andar na verdade. E às vezes, por sermos verdadeiros, sofremos injustamente.
Jesus, por ser verdadeiro, por pregar a verdade que liberta, foi perseguido e ultrajado. Mas a verdade que Ele tanto pregou lhe trouxe vida, pois, ao terceiro dia Ele ressuscitou. A verdade triunfou sobre a morte!
A verdade sempre prevalece, sempre triunfa, especialmente porque o Reino de Deus é fundamentado na verdade “justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto” (Salmo 89.14).
Creio que como servos de Deus precisamos andar realmente na verdade, ainda que isto nos custe muito caro. Ou seja, como nos recomenda a Palavra, os nossos lombos precisam estar cingidos com a verdade, para que possamos nos manter de pé e inabaláveis.
“Estais, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade...” Efésios 6.14
Pra. Ioná
terça-feira, 29 de março de 2011
UM DEUS A PROCURA DE AMIGOS
Existem muitas pessoas que pensam que Deus só serve para resolver os problemas. Ou seja, só o procuram na hora do sufoco, na hora do aperto, na hora do desespero. Na verdade, é preciso enxergar ao Senhor com outra visão. Deus existe para que possamos nos relacionar com Ele em amor, numa relação de aliança e amizade.
Podemos dizer que Abraão enxergava Deus sobre essa ótica, especialmente porque andou com Deus, sem mesmo entender os seus propósitos. Ele simplesmente amou ao Senhor em todos os momentos. Ele o amou ainda mesmo quando Ele pediu o seu único filho em sacrifício, o filho da promessa, Isaque. Abraão amou e confiou no Senhor mesmo sem entendê-lo, por este motivo, foi chamado amigo de Deus “E creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus” (Tiago 2.23). Afinal de contas, amigo verdadeiro é aquele que ama mesmo sem entender. Amigo é aquele que está perto, que caminha junto, mesmo em meio ao silêncio. Amigo é aquele em quem podemos confiar.
Creio que nos dias de hoje Deus está à procura de amigos verdadeiros. Enfim, pessoas que o sirvam, que o busquem simplesmente pelo que Ele é e não pelo que Ele pode oferecer. Pessoas que estejam dispostas a lhe entregar o que mais amam sem reservas, sem limites. Pessoas que estejam dispostas a ouvir a sua voz incondicionalmente. Pessoas que estejam dispostas a serem levadas para fora de suas impossibilidades e medos para contemplar as estrelas do céu. Enfim, pessoas que estejam dispostas a firmar uma aliança com o Senhor, sem reservas e sem limites. Esta a procura de "verdadeiros" adoradores.
Que sejamos amigos de Deus!
Pra. Ioná
sexta-feira, 25 de março de 2011
A BRONCA DE JESUS
"Mais tarde Jesus apareceu aos Onze enquanto eles comiam; censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não acreditaram nos que o tinham visto depois de ressurreto" (Marcos 16.14)
Às vezes me ponho a imaginar a bronca que os discípulos levaram nesta ocasião. Sabe aquela bronca, aquele sermão que levamos quando crianças ou adolescentes. Aquele em que o nosso pai ou a nossa mãe, ou alguém que nos ama passa quase uma hora falando e repetindo as mesmas coisas, tentando nos mostrar que estamos errados, tentanto nos fazer amadurecer para a vida. Enfim, aquele sabão, como diz o ditado popular.
Creio que foi uma bronca assim que Jesus deu em seus discípulos. Posso imaginar Ele dizendo assim: - Gente, eu não acredito! Eu disse que eu ressuscitaria, eu falei, eu prometi. Passamos basicamente três anos juntos, vocês viram os milagres que eu operei, vocês me ouviram dizer que eu ressuscitaria e agora vocês simplesmente desacreditaram de tudo? Que é isso?! Quando é que vocês vão acordar! E daí por diante. Enfim, Jesus deve ter falado muito... Deve ter realmente sido uma bronca, uma escovada daquelas.
Os tempos passaram e tem momentos que precisamos levar uma bronca dessas, especialmente quando desacreditamos das promessas de Deus. Quantas vezes duvidamos? Quantas vezes perdemos a nossa fé e voltamos para Emaús? Quantas vezes nos tornamos imaturos e inseguros diante das adversidades?
Em momentos como estes, precisamos ser conscientizados de que Aquele que prometeu é fiel para cumprir. É preciso que Jesus venha e quebre a dureza de nossos corações para que possamos acreditar em suas promessas.
Pra. Ioná Loureiro
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ele se emociona
Confesso que chorei ao ver o resgate da menina Cristal, no Recreio dos Bandeirantes. A menina estava com sua mãe e um casal de amigos quando o carro em que estava caiu em um canal no Recreio dos Bandeirantes. A cena do resgate foi dramática, pois a menina ficou cerca de 20 minutos sem respirar e seu estado é gravíssimo no Hospital Miguel Couto. Aquelas cenas mexem com a emoção de qualquer um.
Naquele momento, não sei porquê, lembrei do choro de Jesus antes de ressuscitar a Lazaro. A Palavra nos diz que ele moveu-se muito em espírito e perturbou-se ao ver Maria chorar e, juntamente com ela, todos os judeus que ali estavam (João 11.3.-5). Jesus então, chorou.
Muitas pessoas tem uma visão errônea de Jesus, achando que ele é um ser estático, frio e sem sentimentos, sem emoções. Ou seja, muitos acham que Ele não se emociona e não se importa com o sentimento humano. Mas a grande verdade é que Ele é um Deus que se emociona, se sensibiliza com a dor do ser humano. Muitos não percebem que em meio à nossa dor, Ele está conosco, sempre disposto a ressuscitar o que amamos e a trazer de volta os nossos sonhos. Além disso, por ter uma natureza emocional, é fácil atrair a sua bondade até nós, pois quanto mais nos envolvemos com o Senhor, mais penetramos em seu ser, mais o atraímos, mais o conquistamos, mais o conhecemos.
Pra. Ioná Loureiro
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A coragem de dizer não
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." Romanos 6:14"
Estive lembrando nestes dias do caráter irrepreensível do jovem José do Egito, especialmente no que diz respeito à sua coragem de dizer não ao pecado que tão de perto o assediava.
Jovem, como qualquer um que existe nos dias de hoje, recusou um convite que para muitos seria irresistível. Uma mulher, provalmente sensual e atraente, o convida para alguns momentos de prazer. José decidiu dizer não!
"Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem; ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?" Gen. 39.8,9
Creio que naquele momento, o que falou mais alto na sua consciência não foram os seus instintos carnais, o seu libido sexual, que aliás, como sendo um jovem normal, devia estar bastante aflorado. Naquele momento, a voz que ecoou em sua consciência foi justamente a voz da aliança que tinha com Deus. O temor do Senhor, o princípio da verdadeira sabedoria.
Anos se passaram e novos Josés surgem em nossa geração na figura de homens e mulheres que têm a coragem de dizer não ao pecado. Homens e mulheres que colocam a aliança que possuem com o seu Deus acima de qualquer satisfação humana e passageira. Homens e mulheres que serão honrados e aclamados numa terra estrangeira. Homens e mulheres que marcarão a sua geração para sempre.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Enfretando as perseguições
"E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna" Marcos 10.29,30
Jesus nunca disse que seria fácil. Ou seja, há uma recompensa para todos nós que o servimos, receber cem vezes mais de tudo o que abrimos mão para seguí-lo. Entretanto, é em meio à perserguições que viveremos estas conquistas. Devemos ser maduros neste sentido para entender que as perseguições fazem parte de nossa caminhada com o Senhor. Em meio às nossas conquistas, sempre seremos perseguidos por situações e pessoas à nossa volta. Mas, se Jesus venceu o mundo e suas perseguições, nós também venceremos.
Ioná Loureiro
Jesus nunca disse que seria fácil. Ou seja, há uma recompensa para todos nós que o servimos, receber cem vezes mais de tudo o que abrimos mão para seguí-lo. Entretanto, é em meio à perserguições que viveremos estas conquistas. Devemos ser maduros neste sentido para entender que as perseguições fazem parte de nossa caminhada com o Senhor. Em meio às nossas conquistas, sempre seremos perseguidos por situações e pessoas à nossa volta. Mas, se Jesus venceu o mundo e suas perseguições, nós também venceremos.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Um desejo, uma oração
Um dias desses que eu encontrei com uma amiga nos corredores da Faculdade. Ela me deu um abraço muito forte e com alegria disse que estava voltando para a Faculdade. No ano passado, havia encontrado com ela no metrô e ela tinha me dito que devido à dificuldades financeiras, teve de trancar a sua matrícula. Naquele momento, eu fiquei triste com a situação e disse a ela que ela iria voltar em breve. Disse que era só momento e que ela voltaria a estudar conosco. Enfim, dei uma força para ela. Disse para não desistir do seu sonho.
Passados alguns meses, no início do ano letivo, nos encontramos e ela me conta a grande novidade. Quando ela me deu a notícia, eu disse que também estava muito feliz e que tinha orado para ela conseguir voltar. Após a nossa despedida, a voz da conscîência disse no meu interior. - Deixa de ser hipócrita! Você não orou nada! Fui para casa com este sentimento em meu coração. Mas, em seguida, o Senhor ministrou ao meu coração, dizendo: Você orou sim por ela! Você não se lembra? Perguntei: Quando?! E então, o Senhor me fez lembrar do que está escrito em Isaías 65.24 "E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei."
Ou seja, o nosso desejo muitas vezes soa como uma oração diante de Deus. Tem coisas que só desejamos e Deus traz à existência em nossas vidas. Foi aconteceu com minha amiga. Eu desejei tanto, profetizei tanto que ela iria voltar, que Deus realizou o desejo do meu coraçao. É muito bom saber que temos um Deus que nos ouve e que está sempre disposto a realizar o desejo do nosso coração.
Ioná Loureiro
Passados alguns meses, no início do ano letivo, nos encontramos e ela me conta a grande novidade. Quando ela me deu a notícia, eu disse que também estava muito feliz e que tinha orado para ela conseguir voltar. Após a nossa despedida, a voz da conscîência disse no meu interior. - Deixa de ser hipócrita! Você não orou nada! Fui para casa com este sentimento em meu coração. Mas, em seguida, o Senhor ministrou ao meu coração, dizendo: Você orou sim por ela! Você não se lembra? Perguntei: Quando?! E então, o Senhor me fez lembrar do que está escrito em Isaías 65.24 "E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei."
Ou seja, o nosso desejo muitas vezes soa como uma oração diante de Deus. Tem coisas que só desejamos e Deus traz à existência em nossas vidas. Foi aconteceu com minha amiga. Eu desejei tanto, profetizei tanto que ela iria voltar, que Deus realizou o desejo do meu coraçao. É muito bom saber que temos um Deus que nos ouve e que está sempre disposto a realizar o desejo do nosso coração.
Ioná Loureiro
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Eu creio
"E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.Ao que lhe disse Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino, clamando, {com lágrimas} disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade" Marcos 9.21-24
Admiro a sinceridade deste homem ao dizer: Ajuda-me na minha falta de fé. Sempre me identifiquei muito com ele, especialmente nos momentos mais difíceis que atravessei em minha vida. Na verdade, tem momentos que precisamos que o Senhor nos ajude a vencer a incredulidade.
Nunca me esqueço quando meu filho foi acometido por uma pneumonia que atingiu grande parte de seu pulmão esquerdo, há uns anos atrás. Ao ouvir o diagnóstico da Pediatra, quando disse que teríamos de ver se ele reagiria à medicação, a minha fé parece ter desaparecido. Me senti impotente, sem fé. Eu só sabia chorar. E em meio ao meu desespero, liguei para o Bispo Laerte, que na ocasião, orou comigo e me fez lembrar das promessas de Deus. Como é bom estar aliança com o Corpo de Cristo, tendo uma cobertura espiritual. E naquele momento, Jesus me ajudou na minha incredulidade e pude experimentar que realmente tudo é possível para aquele que crer. Devemos, portanto, diante das impossibilidades que nos cercam, declarar: Eu creio! E o Senhor, certamente nos ajudará.
Pra. Ioná Loureiro
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Fé e Transformers
Eu procuro fazer tudo pensando em Deus, em Jesus. Ontem, após chegar da Igreja, estava assistindo com o meu filho o filme Transformers - A Vingança dos Derrotados. Super cansada, precisando dormir lá estava eu ali vendo aquele filme esquisito, cheio de carros, caminhões e aviões que se transformam num monte de latas falantes. Embora não estivesse entendendo nada, uma cena me chamou a atenção. É quando a mocinha faz uma pergunta para o ator principal do filme em meio ao perigo. Ela pergunta o seguinte: Como é que vc sabe que isto vai dar certo? O galã então responde: Porque eu acredito! E no final, tudo acaba dando certo. E naquele momento, em meio aqueles monstros, eu lembrei da fé. Ou seja, precisamos crer, precisamos acreditar. Todos os nossos atos devem ser realizados com fé. A fé é tão importante que Paulo fala que "...tudo o que não provém da fé é pecado" Rom. 14.23. Interesante não!? Enfim, precisamos de fé para viver, pois a fé mantém acessa a nossa esperança. Precisamos acreditar!
Ioná Loureiro
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mudanças
Neste fim de semana, estive refletindo sobre as mudanças. Na colação de grau de minha filha, foram feitas algumas homenagens. E, em uma delas, foi tocada uma música muito antiga, de minha época de adolescência. A letra dizia mais ou menos assim, sei que muitos vão lembrar " Nada do que foi será, igual ou do jeito que já foi um dia. Tudo passa tudo sempre passará..."
Naquele momento passou um filme na minha mente. Quantas mudanças! Como as coisas mudam em todo o tempo! A grande verdade é que tudo muda na vida, como bem colocado no Livro de Eclesiastes. "O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou" Eclesiástes 3:15. Só a Palavra de Deus permanece imutável. Tudo se renova pelo Senhor e precisamos estar prontos para as mudanças, para o novo. Aquele que não se adapta às mudanças, se perde em meio aos seus sentimentos. Entra em crise e se desespera quando se depara com o novo.
Abraão foi um homem de sucesso porque foi maduro para enfrentar as mudanças. Aliás, os grandes homens e mulheres de Deus tiveram de se adaptar às mudanças. Tiveram que enfrentar o novo com fé e ousadia. Não se desesperaram com os novos desafios que tiveram de enfrentar. Que o Senhor nos dê maturidade para reagir positivamente diante das mudanças que a vida nos apresenta, pois as mudanças nos preparam para grandes conquitas.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
SEMENTES QUE SE PERDEM
Todos conhecemos alguém que esteve junto de nós em nossa caminhada cristã. Ou seja, sempre vem em nossa lembrança a imagem de alguém que serviu a Jesus e que esteve, por um certo período, na presença de Deus. E sempre, quando nos lembramos destas pessoas, surgem em nossa mente alguns questionamentos. Por que essa pessoa se afastou da presença de Deus? O que ocasionou tamanho esfriamento a ponto de fazê-la se afastar do evangelho? O que leva uma pessoa a abandonar a Palavra de Deus?
Jesus, certa vez, relevou a seus discípulos o que leva uma pessoa a se afastar da sua presença. Usando uma simples parábola, revelou com profundidade os motivos de tamanho esfriamento. Estamos falando da Parábola do Semeador (Marcos 4).
1. A beira do caminho. Jesus, usando a parábola do semeador, disse que a semente que é lançada à beira do caminho logo é roubada por Satanás. Uma semente lançada à beira do caminho é justamente aquela semente que é lançada sem consistência, sem essência, sem unção. Enfim, é a Palavra que não consegue atingir o âmago do coração do homem. Por este motivo, ao cumprirmos o ide do Senhor, precisamos anunciar a Palavra com autoridade, com essência, com unção. Quando há sinceridade em nossa pregação, quando vivemos o que pregamos, ela atinge o coração daqueles que nos ouvem. Percebemos, deste modo, que muitos não permanecem firmes da presença de Deus porque não receberam uma Palavra que realmente tocasse o íntimo de seus corações. Foram palavras lançadas à beira do caminho, palavras vazias, desprovidas de poder e unção. “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e do poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (I Cor. 2.4,5)
2. O solo rochoso. Usando a parábola do semeador, Jesus nos explicou que a semente lançada em solo rochoso é aquela que não produz raiz em si mesmo. Chegando a angústia e perseguição, por causa da Palavra, logo se enfraquece e morre. Muitos deixam ao Senhor por não suportarem os momentos de angústia e perseguição decorrentes de uma vida sincera com Deus. Paulo advertiu o jovem Timóteo sobre esta questão “Ora, todos que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (II Tim. 3.12). Muitos, todavia, não suportam esta verdade. Querem desfrutar da glória de Deus, mas não conseguem pagar o preço de serem perseguidos. Não conseguem entender que ser um vencedor em Cristo envolve momentos de angústia e perseguições. São pessoas que se escandalizam ao perceberem que o evangelho envolve esforço e determinação.
3. Os espinhos. Por fim, Jesus releva através da parábola do semeador o que acontece com a semente que caiu entre os espinhos. Os cuidados do mundo, a fascinação com as riquezas e outras ambições sufocam a Palavra nos corações. Muitos apreciam o evangelho, mas se esquecem que não pertencem a este mundo. Ou seja, se apegam de tal forma aos valores do mundo, que acabam se esquecendo de Deus. “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I João 2.15). Estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Por este motivo, nada do que o mundo nos oferece pode substituir a nossa busca ao Senhor. A fascinação com as riquezas também sufoca a Palavra. É desejo de Deus que tenhamos poder financeiro. O grande perigo é quando nos esquecemos de que o poder financeiro nos é dado para cobrirmos o Corpo de Cristo, como fez José de Arimatéia, o discípulo que pediu o corpo de Jesus a Pilatos para que fosse repousado em uma Sepultura digna daquele que mais tarde haveria de ressuscitar dentre os mortos. Ou seja, muitos abandonam ao Senhor quando permitem que a fascinação pelas riquezas o tornem avarentos a ponto de pensarem que não precisam mais abençoar a Casa de Deus. O fascínio pelas riquezas os faz desprezar a essência da ressurreição. Por terem poder financeiro, se acham auto-suficientes e se esquecem que o dinheiro não compra a felicidade, a paz que só Jesus pode dar. E este fascínio errado pelas riquezas acaba fazendo com que se afastem da presença de Deus. Por fim, Jesus fala das demais ambições que sufocam a Palavra. A ambição, em uma de suas definições, é o desejo imoderado de glória. Muitos abandonam o evangelho porque querem, a qualquer custo, alcançar uma posição de destaque. Creio que a ambição é algo natural do ser humano. O grande problema é quando se torna algo doentio, fazendo com que a pessoa se esqueça de Deus, de seus princípios e valores. Deus quer que sonhemos com coisas grandes. Assim como o Senhor deu sonhos a José do Egito, Ele tem sonhos, coisas grandes para cada um de nós. Entretanto, muitos por não se entregarem aos propósitos de Deus, acabam não entendo o tempo da espera e sufocam a fé que há em seus corações.
Diante de tantos motivos que fazem com que a Palavra se extinga nos corações, é bom saber que existe a boa terra. Enfim, em meio a tantos que se afastam da presença de Deus, existem aqueles que permanecem firmes e ainda conseguem produzir bons frutos por onde vão. São pessoas em cujos corações a Palavra consegue germinar, vingar e frutificar. E esta semente faz com que se tornem “árvores plantadas junto ao ribeiro de águas, que no devido tempo, dão o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quando fazem são bem sucedidos” (Salmo 1.3). Que o Senhor, portanto, encontre em nossos corações esta boa terra, este bom coração.
Ioná Loureiro
Jesus, certa vez, relevou a seus discípulos o que leva uma pessoa a se afastar da sua presença. Usando uma simples parábola, revelou com profundidade os motivos de tamanho esfriamento. Estamos falando da Parábola do Semeador (Marcos 4).
1. A beira do caminho. Jesus, usando a parábola do semeador, disse que a semente que é lançada à beira do caminho logo é roubada por Satanás. Uma semente lançada à beira do caminho é justamente aquela semente que é lançada sem consistência, sem essência, sem unção. Enfim, é a Palavra que não consegue atingir o âmago do coração do homem. Por este motivo, ao cumprirmos o ide do Senhor, precisamos anunciar a Palavra com autoridade, com essência, com unção. Quando há sinceridade em nossa pregação, quando vivemos o que pregamos, ela atinge o coração daqueles que nos ouvem. Percebemos, deste modo, que muitos não permanecem firmes da presença de Deus porque não receberam uma Palavra que realmente tocasse o íntimo de seus corações. Foram palavras lançadas à beira do caminho, palavras vazias, desprovidas de poder e unção. “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e do poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (I Cor. 2.4,5)
2. O solo rochoso. Usando a parábola do semeador, Jesus nos explicou que a semente lançada em solo rochoso é aquela que não produz raiz em si mesmo. Chegando a angústia e perseguição, por causa da Palavra, logo se enfraquece e morre. Muitos deixam ao Senhor por não suportarem os momentos de angústia e perseguição decorrentes de uma vida sincera com Deus. Paulo advertiu o jovem Timóteo sobre esta questão “Ora, todos que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (II Tim. 3.12). Muitos, todavia, não suportam esta verdade. Querem desfrutar da glória de Deus, mas não conseguem pagar o preço de serem perseguidos. Não conseguem entender que ser um vencedor em Cristo envolve momentos de angústia e perseguições. São pessoas que se escandalizam ao perceberem que o evangelho envolve esforço e determinação.
3. Os espinhos. Por fim, Jesus releva através da parábola do semeador o que acontece com a semente que caiu entre os espinhos. Os cuidados do mundo, a fascinação com as riquezas e outras ambições sufocam a Palavra nos corações. Muitos apreciam o evangelho, mas se esquecem que não pertencem a este mundo. Ou seja, se apegam de tal forma aos valores do mundo, que acabam se esquecendo de Deus. “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I João 2.15). Estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Por este motivo, nada do que o mundo nos oferece pode substituir a nossa busca ao Senhor. A fascinação com as riquezas também sufoca a Palavra. É desejo de Deus que tenhamos poder financeiro. O grande perigo é quando nos esquecemos de que o poder financeiro nos é dado para cobrirmos o Corpo de Cristo, como fez José de Arimatéia, o discípulo que pediu o corpo de Jesus a Pilatos para que fosse repousado em uma Sepultura digna daquele que mais tarde haveria de ressuscitar dentre os mortos. Ou seja, muitos abandonam ao Senhor quando permitem que a fascinação pelas riquezas o tornem avarentos a ponto de pensarem que não precisam mais abençoar a Casa de Deus. O fascínio pelas riquezas os faz desprezar a essência da ressurreição. Por terem poder financeiro, se acham auto-suficientes e se esquecem que o dinheiro não compra a felicidade, a paz que só Jesus pode dar. E este fascínio errado pelas riquezas acaba fazendo com que se afastem da presença de Deus. Por fim, Jesus fala das demais ambições que sufocam a Palavra. A ambição, em uma de suas definições, é o desejo imoderado de glória. Muitos abandonam o evangelho porque querem, a qualquer custo, alcançar uma posição de destaque. Creio que a ambição é algo natural do ser humano. O grande problema é quando se torna algo doentio, fazendo com que a pessoa se esqueça de Deus, de seus princípios e valores. Deus quer que sonhemos com coisas grandes. Assim como o Senhor deu sonhos a José do Egito, Ele tem sonhos, coisas grandes para cada um de nós. Entretanto, muitos por não se entregarem aos propósitos de Deus, acabam não entendo o tempo da espera e sufocam a fé que há em seus corações.
Diante de tantos motivos que fazem com que a Palavra se extinga nos corações, é bom saber que existe a boa terra. Enfim, em meio a tantos que se afastam da presença de Deus, existem aqueles que permanecem firmes e ainda conseguem produzir bons frutos por onde vão. São pessoas em cujos corações a Palavra consegue germinar, vingar e frutificar. E esta semente faz com que se tornem “árvores plantadas junto ao ribeiro de águas, que no devido tempo, dão o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quando fazem são bem sucedidos” (Salmo 1.3). Que o Senhor, portanto, encontre em nossos corações esta boa terra, este bom coração.
Ioná Loureiro
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A persistência que fortalece
"E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras" (Mateus 26.44)
Estive refletindo sobre a oração de Jesus no Getsêmani. Prestes a viver o momento mais doloroso de sua vida, o mais crucial, Ele se põe a orar com fervor. E um detalhe extremamente interessante foi o seu clamor, que se repetiu por três vezes. Mais interessante ainda foi que se tratavam das mesmas palavras. Ou seja, Jesus orou as memas palavras por trêz vezes, o que denota persistência, fervor, fé.
Tenho aprendido que o nosso relacionamento com Deus é cercado por esta persistência, por este fervor, por esta fé. Muitos sucumbem e naufragam em sua caminhada com Deus por desanimarem, por perderem o seu vigor. Uma vida saudável com Deus é mercada por um envolvimento profundo através da oração e da busca ao Senhor. Naquele momento, Jesus estava sozinho, seus discípulos estavam dormindo, exaustos mas Ele se pôs a orar com insistência. Aprendemos com Jesus que não podemos nos deixar abater pela desânimo que muitas vezes está a nossa volta. Precisamos persistir insistentemente!
Creio que naquele momento, Jesus se deparou com o silêncio de Deus. Por este motivo, orou por três vezes consecutivas. Por três vezes pediu para que aquela grande responsabilidade fosse retirada de seus ombros. Orou até que a paz invadisse o seu coração. Orou até que tivesse a certeza de que deveria cumprir a sua missão. Da mesma forma, precisamos adotar este hábito - orar insistentemente até que a paz invada o nosso coração. Ocorre, entretanto, que muitas vezes não oramos no momento em que a tristeza tenta nos afligir. Encaramos os desafios sem ter em nosso coração a paz que excede todo entendimento, a paz que tem aquele que faz do Senhor o seu refúgio e a sua fortaleza. E geralmente, por não termos esta paz, nos desesperamos na hora em que a nossa fé é provada.
Por este motivo, é extremanente importante que sejamos como Jesus, tendo o hábito de orar com insistência, independente se os que estão conosco estão adormecidos. Precisamos orar quantas vezes for necessário, até que a paz reine em nosso coração. Agindo assim, seremos fortalecidos para enfrentar todos os desafios que surgirem em nosso caminho.
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