quarta-feira, 14 de julho de 2010

Igreja todos os dias?


Sempre defenderei a ideia de que a igreja precisa abrir todos os dias.  Afinal de contas, existem dores e angústias na alma que não podem aguardar para o dia seguinte. A Igreja, na verdade, é um grande hospital onde vidas são recebidas, ouvidas e atendidas em caráter emergencial. A Igreja também é um local de adoração e exaltação ao Senhor. Ou seja, é um local de Utilidade Pública e precisamos tê-la à nossa disposição todos os dias.

Jesus, ao olhar para a multidão, sentia compaixão pelas vidas " E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor" (Mateus 9:36). E a Igreja, por sua vez, precisa ter este olhar, este sentimento em relação às ovelhas. Uma porta aberta sempre será um local de descanso e de refrigério para quem anda cansado e perdido. E um detalhe super importante é que uma vida para o Senhor vale mais do que o mundo inteiro. Ou seja, a Igreja não deve somente estar aberta para as multidões. Ela deve estar aberta para acolher uma vida, se for preciso, pois para o Senhor ela tem grande valor. E quando nos remetemos para a Igreja Primitiva, percemos que todos os dias os irmãos estavam no Templo, louvando a adorando ao Senhor. "E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração" (Atos 2:46).  Jesus também marcava presença no Templo todos os dias "E todos os dias ensinava no templo..." (Lucas 19:47).

Creio que precisamos rever a nossa essência e repensar profundamente o nosso papel como Igreja de Cristo. Por onde anda a nossa consciência? Por onde andam os nossos valores? Fazemos da Igreja o nosso Clube Social ou o local onde florescem os justos?

Ioná Loureiro

Obs. A foto em questão mostra um outdoor em uma Igreja Católica na Penha (RJ), que menciona os horários das Missas, os quais, descrevo a seguir: Domingo: 8h, 8h30m, 10h, 17h30m e 19h - Segunda: 7h e 17h30m - Terça: 7h, 9h e 17h30m - Quarta: 7h e 9h - Quinta: 7h, 9h, 12h e 17h30m - Sexta: 7h, 9h e 17h30m - Sábado: 7h, 9h e 18h.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

BRUNO E SUA VIDA SENTIMENTAL


Estive hoje lendo algumas notícias sobre o caso Bruno, que aliás, já está se tornando algo entediante todo esse alarde da mídia. Quantas mulheres são estupradas e assassinadas nesse nosso Brasil e ninguém sabe e ninguém vê. A diferença é que o assassino não é o goleiro do time que tem a maior torcida do Brasil. E nem a vítima é uma “gostosona”.



Li hoje detalhes de uma entrevista com o irmão do Bruno. Segundo ele, foi a mulher do Bruno que o levou para o mau caminho. Ele disse que a sua mulher tinha amigos da pesada. É provável que ela tenha feito uma pressão para o Bruno dá um sumiço na moça. Conjecturas e suposições apenas...


A verdade é que vida sentimental é algo muito delicado. Domingo estava conversando com uma jovem na igreja. Estava dizendo a ela que o casamento é um dos passos mais importantes na vida de um homem ou de uma mulher. Ao nos envolvermos com a pessoa errada, caímos numa grande furada. Por isso, na hora de escolher o grande amor de nossa vida, a pessoa com quem trocaremos votos de amor e fidelidade, precisamos estar atentos à voz de Deus para não sofrermos mais tarde. Nesta hora, não dá para se deixar levar pela paixão ou pelo amor cego, amor este que muitas vezes nos impede de enxergar a verdade. Afinal de contas, o coração do homem é enganoso. Nunca me esqueço de um namorado que tive quando era solteira, era um tremendo “171” , pilantra mas estava cega e não queria ouvir ninguém. Me revoltei contra a minha mãe por causa dele. Ela dizia, minha filha, esse cara não presta. Mas eu não dava a mínima. Mas graças a Deus que levantou a minha irmã para orar e jejuar por mim e então abri os meus olhos. Esperei com paciência no Senhor e Ele me deu um marido abençoado.


Que Deus abençoe o Bruno e tenha misericórdia dele. Ontem, na cadeia, ele pediu uma Bíblia para ler. Que o Senhor ilumine os seus pensamentos nesta estrada sombria que terá de atravessar. Que Deus guarde todos os que estão à Espera do Bom Encontro, para que façam a escolha certa na hora do amor.


Ioná Loureiro

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vuvuzelas em meio à voz de Deus


O único aspecto positivo com a derrota do Brasil na Copa do Mundo foi a libertação da vuvuzela. Eu não aguentava mais aquele barulho nos meus ouvidos. Aqui embaixo do prédio, elas tocavam o dia todo. Quando chegava em casa, lá estava meu filho de 4 anos soprando a bendita corneta. Eu estava enlouquecendo com aquele barulho ensurdecedor.

Meditando sobre barulho e ruídos, ontem estive refletindo sobre a importância de se ouvir a voz de Deus. Deus fala conosco, isto é certo, só que muitas vezes não conseguimos ouvir a sua voz. Geralmente, nos momentos mais delicados de nossas vidas, quando carecemos mais do que nunca de ouvir a sua voz, tudo fica muito confuso. É como se vuvuzelas estivessem soprando a nossa volta nos impedindo de ouvir a voz do Senhor. Ficamos confusos em meio há tantos ruidos.

Penso que todos somos capazes de ouvir a voz de Deus. E para discernir a sua voz em meio aos ruídos a nossa volta, basta que tenhamos intimidade com Ele. Lembro-me de uma das mais lindas declarações de Jesus ao referir-se a nós: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem" (João 10:27). Ou seja, aquele que tem intimidade com o Senhor e é conhecido Dele, consegue ouvir a sua voz. E é muito importante sabermos identificar a voz do Senhor em meio às inumeras vozes que escutamos para que não sejamos confundidos, para que não sejamos manipulados por pessoas ou situações. Um outro detalhe importante a ser considerado, é que a voz de Deus é "personalíssima". Ou seja,
Deus fala com cada um de nós de uma forma muito especial. E como Jesus mesmo disse, as suas ovelhas o seguem. Assim, para ouvirmos a sua voz, precisamos seguí-lo a despeito de todos os momentos e de todas as circunstâncias. E aquele que ouve a voz de Deus, tem uma opinião sólida e formada e não se deixa confundir facilmente, mantendo firme as suas convicções.

 
Que possamos todos ouvir a voz do Mestre Jesus. Que Ele nos guie aos pastos verdejantes e às águas tranquilas de descanso. Que o zunido das vuvuzelas a nossa volta jamais nos impeçam de discernir a sua voz.


Ioná Loureiro

terça-feira, 6 de julho de 2010

Blindagem mental



É na mente que se são travadas as maiores batalhas da nossa vida, pois os nossos pensamentos constantemente são alvejados por grandes malignidades. Neste contexto, a Palavra do Senhor nos ensina que devemos nos sujeitar a Deus e resistir ao diabo para que ele fuja de nós (Tiago 4:7). Digo que o primeiro lugar que devemos resistir ao diabo é justamente na nossa mente, pois ele procura insistentemente confundir os nossos pensamentos, trazendo medo, insegurança, incredulidade e outras confusões mentais. Quantas vezes somos pegos pensando em algo que não tem nada a ver com a nossa fé?  Quantas vezes somos atormentados por pensamentos que entristecem o Espírito Santo de Deus?

O grande segredo para sermos vencedores nesta batalha é enchermos a nossa mente com a Palavra de Deus. Jesus certa vez disse aos seus discípulos: "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado" (João 15:3). Ou seja, a Palavra de Deus nos regenera e nos limpa de toda sujeira, de todas as mentiras de Satanás. Quem não se alimenta da Palavra é presa fácil de manipulações mentais. Por este motivo, é extremamente importante que o cristão se alimente da Palavra para que não seja confundido. Temos, como exemplo, o próprio Senhor Jesus, que ao ser tentado no deserto, teve a sua mente bombardeada por Satanás. Entretanto, com autoridade e como bom conhecedor da Palavra , Ele rebateu e venceu todas suas artimanhas. Ele respondia e enfrentava o inimigo utilizando a Palavra de Deus. "Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto" (Lucas 4:8).

Diante de toda esta batalha que travamos, não podemos deixar de ir à Igreja onde somos alimentados pela Palavra e não podemos chegar em casa e colocar a nossa Bíblia na estante para que aguarde o próximo culto. É necessário que haja um envolvimento sistemático com a Palavra de Deus, como nos aconselha o Senhor.

"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas" (Deut. 6:6-9)

E podemos dizer que somos priviligiados neste aspecto, pois temos livre acesso à Palavra de Deus. Vivemos em um país onde a Constituição nos garante a liberdade de expressarmos a nossa fé. E temos, à nossa disposição, Bíblias em diversos formatos e variedades. Temos, inclusive, Bíblias que podem lidas no próprio celular. Que possamos, portanto, proteger os nossos pensamentos, ouvindo e lendo a Palavra que nos torna forte e inabaláveis. Agindo assim, estaremos blindando a nossa mente do mal.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

CARENTE DE AMOR

Tenho percebido que a grande queixa das pessoas de um modo geral é a carência de amor. Em todos os lugares, os discursos são sempre os mesmos. Fulano não me ama,  fulano não liga pra mim, fulano não me dá atenção e daí por diante. Enfim, ninguém me ama, ninguém me quer e ninguém me chama de meu amor.

As pessoas sentem a necessidade de serem amadas e reconhecidas. Na verdade, o ser humano é um ser carente de amor. E em meio a toda essa carência, se decepciona quando não são correspondidas as suas expectativas ao depositarem no outro toda esta necessidade de ser amado e valorizado. E então vem a frustração.

A grande verdade é que a nossa carência de amor só pode ser suprida completamente por Deus. As pessoas se decepcionam, portanto, quando ficam contando em receber amor daqueles que estão a sua volta. Por não serem correspondidas, se entristecem e deixam, por vezes, de acreditar no amor. Todavia, quando a pessoa entende que o verdadeiro amor que a supre vem de Deus, ela se torna uma pessoa resolvida, pois na sua mente ela compreende que "Ele me ama e isso me basta", especialmente porque o amor de Deus é suficiente em nossas vidas e supre todas as nossas carências. Eu sei, por exemplo, que tem pessoas que não me amam e que outros fingem que amam. Também sei que existem pessoas que me amam verdadeiramente. Mas a despeito que qualquer sentimento e de qualquer expectativa, eu tenho a convicção de que Jesus me ama e o seu amor é real. Ele me ama tanto, mas tanto a ponto de morrer numa cruz por mim. Ele entende os meus momentos e as minhas esquisitices. Ele me ama tanto que não me abandona e está comigo 24hs por dia. Como é bom sentir este amor...

Jesus nos alertou que devido ao aumento da iniquidade no mundo, o amor de muitos esfriaria (Mateus 24:12). Em outras palavras, creio que Ele queria dizer que devido à frieza e à falta de amor no mundo, muitos deixariam de amar. Por este motivo, é muito importante que estejamos firmemente nutridos e conscientes do amor do Senhor. E quem compreende este amor, não vive mendigando o amor das pessoas pelos cantos e esquinas da vida, não vive complexos de inferioridade porque tem a certeza de que é muito amado de Deus e que este amor não decepciona. Enfim, digo que é muito bom ser um filho amado.


"E disse: Não temas, homem muito amado, paz seja contigo; anima-te, sim, anima-te. E, falando ele comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, porque me fortaleceste" (Daniel 10:19)

terça-feira, 29 de junho de 2010

A tristeza de Cristiano Ronaldo


Sinto muito pelo Cristiano Ronaldo, craque da Seleção de Futebol de Portugal. Após a eliminação de seu time nas oitavas de final, ele disse: "Estou destruído, completamente desolado, frustrado e com uma tristeza inimaginável". Ainda disse mais: "Sou um ser humano... e tenho o direito de sofrer só".

Meditando na triste experiência do Cristiano, digo que a vida é como uma partida e nem sempre ganhamos o jogo. Ou seja, nem sempre as coisas acontecem como planejamos. O importante é se ter em mente que neste jogo, os resultados negativos, que muitas vezes nos surpreendem, não podem roubar a nossa alegria. Tudo que acontece em nossa vida tem um propósito que geralmente desconhecemos ou não compreendemos, mas Deus sempre está no controle de tudo. Além do mais, a nossa vida não se resume numa partida e muito menos um resultado negativo encerra a nossa história. Ainda há muito o que viver, conquistar e aprender. 

E em meio às partidas da vida, jamais podemos nos render à tristeza e à depressão. E ainda que tenhamos o direito de sofrer, precisamos aprender a nos alegrar no Senhor. E esta alegria reside no fato de nos gloriarmos no "Senhor". Ou seja, quando depositamos a nossa motivação em títulos e na glória que vem do homem, facilmente nos abatemos, especialmente porque a glória deste mundo é passageira, efêmera. Mas a glória que vem do Senhor, ela é eterna e ultrapassa todos os limites da dor e da decepção.

E não nos esqueçamos que o nosso reino não é deste mundo. O nosso reino, que é o Reino de Deus, é baseado em justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rom. 14:17). Não podemos nos esquecer desta verdade.

"Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor" (II Cor. 10:17)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O JOGO AINDA NÃO ACABOU


Interessante a vitória dos EUA contra o time da Argélia. Durante os acréscimos, o jogador Landon Donovan conseguiu fazer um gol. Entre lágrimas, o jogador disse que o gol realizado o fez “acreditar que o bem existe no mundo”, pois a sua jogada deu aos norte-americanos a vitória de 1 x 0 e levou o time às oitavas de final.



Donovan falou durante a coletiva que passou por muita coisa nos últimos quatro anos, incluindo uma separação conjugal e durante esse período ainda teve de conviver com muitas críticas devido a seu desempenho ruim na Copa da Alemanha.

A grande verdade é que um jogo só termina quando acaba. Ou seja, enquanto a bola está rolando, sempre haverá uma chance, sempre haverá esperança. Tem momentos na vida que passamos por perdas, por dificuldades e ficamos aparentemente sós em meio a nossa dor. Olhamos em volta e a sensação que temos é que está tudo acabado. Parece que é o fim. Não vemos uma saída, um escape, um livramento. Ocorre, entretanto, que estamos no jogo da vida e enquanto estivermos em campo, sempre haverá uma esperança, especialmente quando cremos que o Deus que servimos é capaz de mudar a nossa sorte diante de nossos olhos. Já ouvi dizer que futebol é uma caixinha de surpresa, pois os resultados por vezes são inesperados e nos surpreendem. No jogo da vida não é diferente. Por vezes estamos na liderança e por vezes, temos a impressão de que estamos perdendo. A grande diferença é que a despeito de todas as circunstâncias, somos mais do que vencedores em Cristo Jesus.


Eu diria que o segredo para desfrutar a vida é justamente estar pronto para as surpresas, para o novo que nos surpreende. E, essencialmente, ter disposição e fé para virar o jogo sempre quando preciso. Como disse Donovan na coletiva, o bem existe, basta fazer as coisas do jeito certo. Acrescentando, digo que basta ter esperança.

“Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor” (Lm.3:26)

Ioná Loureiro

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amar é preciso

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor" (I Cor. 13:13)

Existem guerras que vencemos louvando. Outras guerras, vencemos clamando. E existem guerras que vencemos amando. O amor é o maior de todos os dons. O amor é capaz de destruir fortalezas, é capaz de transformar situações, é capaz de restaurar todas as coisas. O amor, na verdade, vence todos os medos. O amor é o vínculo da perfeição. Que Deus nos ensine a amar, pois o amor vence todas as barreiras. O amor nos fortelece, nos edifica e nos mantém de pé. Quando amamos, tudo fica mais fácil.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

BRINCANDO DE CASINHA?

Quando eu era criança, gostava muito de brincar de casinha. Quem nunca se lembra das brincadeiras no quintal, as panelinhas, as bonequinhas todas sentadas aguardando a comidinha. Brincadeiras de infância, grandes recordações. Tempos que não voltam mais.



E quando crescemos, nos vemos diante de uma outra realidade. O mundo adulto se coloca diante de nós e somos obrigados a encarar a vida com outros olhos, enfim, com maturidade e sobriedade. Neste contexto, costumo pensar que a vida a dois não é como brincar de cazinha, como fazíamos quando pequenos. Quando decidimos estar junto de alguém, formando um só com corpo com ela, estabelecemos uma aliança que é para toda vida. Uma aliança que deve resistir ao tempo, às crises e às adversidades da vida. Notamos, entretanto, que há uma grande infantilidade rondando os casais de nosso tempo, pois agem como crianças que logo desistem da brincadeira quando se enjoam ou quando acham algo mais interessante para fazer. Não há seriedade, não há aliança, não há compromisso. Na primeira dificuldade, no primeiro atrito ou sempre quando aparece alguém mais interessante, vão-se embora as promessas firmadas no altar. Desistem de tudo, dos sonhos, como quem desiste de uma brincadeira simples de criança. Não entendem o que disse Jesus ao afirmar que no mundo passaríamos por aflições, mas que precisaríamos ter bom ânimo. E é inegável reconhecer que o mundo de uma vida a dois tem lá suas aflições, seus momentos difíceis, enfim, os seus percalços. E quando decidimos caminhar ao lado de alguém, precisamos ter a consciência de que não estamos numa brincadeira e muito menos vivendo no mundo do faz de conta. Os desafios e as dificuldades de uma vida a dois são reis, são obstáculos, adversidades que precisam ser vencidas.


É bom saber, acima de tudo, que os princípios de Deus são capazes de nos tornar fortes e conscientes a este respeito, pois em Jesus compreendemos que o verdadeiro amor jamais acaba. Ao contrário, se renova e se fortalece em meios aos vendavais que atravessamos. Quero deixar claro que sempre ocorrerão suas exceções, ou seja, existem casais que se separam por motivos que só eles sabem explicar e não convém a nós o julgamento. Entretanto, precisamos ter em mente que o propósito de Deus é que o casamento seja uma aliança para toda vida, algo levado muito a sério, algo que não pode ser banalizado e levado como uma brincadeira, enfim, coisa de gente grande e consciente.

Ioná Loureiro

quinta-feira, 10 de junho de 2010

AOS NAMORADOS

Eu e meu marido somos muito diferentes. Ele é fogo e eu sou água. Ele é tempestade e eu sou brisa. Mas, em meio as nossas diferenças, nos completamos e formamos uma só carne, um só corpo.



Percebo que, por vezes, muitos relacionamentos não prosperam porque há um conflito gerado quando um quer mudar o outro. Cria-se uma insatisfação quando não se consegue fazer com que o outro seja exatamente da forma como queremos ou idealizamos. Cada é um cada um. Somos todos obra prima do Criador e cada obra de arte tem os seus detalhes e seus traços característicos peculiares. Todos estamos em fase de aperfeiçoamento e amadurecimento. Todos estamos sendo lapidados. Homem perfeito e mulher perfeita, só mesmo nos contos de fadas da Disney.

O que importa, na verdade, é que apesar das diferenças, haja um objetivo em comum – viver em comunhão e em amor a fim de sustentar os laços familiares, pois a família é a base de uma sociedade saudável e feliz. E tudo fica melhor ainda quando convidamos Jesus a estar conosco, nesta caminha de surpresas e descobertas a dois, pois é o seu afago que nos desperta para a vida e nos livra das malvadezas dos invejosos.


Neste dia dos Namorados, vamos festejar de forma de diferente. Vamos festejar as diferenças e celebrar o amor em toda a sua plenitude, aquele amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.


Ioná Loureiro

terça-feira, 8 de junho de 2010

NO BANCO DOS RÉUS

“Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (I Cor. 4:5)

Tem momentos que falamos demais ao emitirmos julgamos prematuros. Julgamos as atitudes das pessoas, agimos como juízes e temos o prazer em colocar as pessoas no banco dos réus. Condenamos muitas vezes e nos esquecemos de julgar a nossa própria conduta.


Às vezes dizemos que fulano não presta, que não serve e marcamos com um x pessoas maravilhosas, servos de Deus, apenas por serem diferentes, ou por terem errado em algum momento de suas vidas, ainda que tenham trilhado o caminho do arrependimento.


Precisamos nos lembrar sempre que Jesus veio para salvar o perdido e não para julgá-lo. Os sãos não precisam de médicos, mas sim os doentes. No tempo certo, Ele se manifestará como o grande Juiz de toda Terra e saberemos quem é quem. Todos os joelhos se dobrarão, uns em adoração e outros em remorso e agonia. E acredite, haverá muitas surpresas neste dia.


E enquanto o grande Juiz não se revela, vamos acolher as vidas, sem pré-julgamentos ou preconceitos. Vamos cuidar da nossa vida e procurar corrigir os nossos próprios erros. Vamos juntos trabalhar para exaltar e glorificar o nome de Jesus. Vamos apascentar as ovelhas perdidas de Israel.


Ioná Loureiro

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Revelação

Às vezes passamos por momentos difíceis, tempos turbulentos. Geralmente, ficamos atônitos sem entender os motivos e as razões. Questionamentos surgem na nossa mente e ficamos confusos meio à dúvidas e incertezas.

O que fazer então? Em horas como estas, precisamos buscar em Deus uma revelação acerca do que estamos vivendo. E Ele, certamente, virá ao nosso encontro. Mas é preciso que estejamos abertos para ouvir o que Ele tem a nos dizer. É necessário que tenhamos ouvidos para ouvir.

Somos muito pequenos e servimos a um Deus muito grande e soberano e geralmente temos dificuldades em entender os seus caminhos. Para entendê-lo, é preciso que busquemos ter intimidade com Ele, intimidade esta que acontece nos bastidores, no silêncio das noites frias e sombrias.

"Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes" Jeremias 33:3

terça-feira, 1 de junho de 2010

Se for fofoca, tô fora – Se for benção, tô dentro

Existem muitas campanhas que são lançadas em prol do bem da sociedade. Se dirigir não beba, Lei Seca Eu Apoio, Diga não à pedofilia, etc. Neste contexto, venho lançar uma nova campanha “Se for fofoca, tô fora – Se for benção, tô dentro”.



A fofoca é um grande perigo para a sociedade. Uma fofoca pode destruir uma amizade, um casamento, enfim, grandes relacionamentos sociais. Interessante notar que em todos os lugares, sempre há um fofoqueiro de plantão. A fofoca é um mal antigo, começou lá nas regiões celestiais, onde o arquiinimigo de Deus conseguiu perverteu o coração de terça parte dos anjos que serviam ao Altíssimo. Posso até imaginar as mentiras que ele plantou no coração daqueles anjos. Foi uma fofocada só e no final da história foram todos lançados ao abismo. Depois, a fofoca fez mais uma vítima, a ingênua Eva foi logo emprestar os seus ouvidos à serpente “Mas não bem é isso que Deus disse..”. Enfim, com palavras persuasivas conseguiu confundir a mente de Eva a respeito do Criador e hoje todos nós sofremos as duras consequências.


E a cena se repete em nossos dias, pois quantas vezes emprestamos os nossos ouvidos à palavras mentirosas? Quantas fofocas são disseminadas diariamente? E com o avanço da tecnologia, a fofoca tem assumido novas dimensões, como, por exemplo, a fofoca virtual, onde pessoas disseminam fofocas pelo msn, Orkut, e-mail, etc. Por este razão, digo que o segredo é deixar claro que não emprestaremos os nossos ouvidos para a fofoca, ou seja, “se for fofoca tô fora, se for benção, tô dentro”. Faça um teste, ponha este slogan no seu msn que você será menos solicitado.


“Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o SENHOR” (Levítico 19:16)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

DOIS HOMENS E UM SEGREDO

Parece tema de filme mas não é. Existiram dois homens que tinham um segredo que os levaram a ser bem sucedidos em todos os seus projetos. Para analisar este segredo, precisamos nos deter em duas épocas e passagens distintas da Palavra de Deus. Vejamos:

“Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido” (Josué 1:8)

“E guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres, e para onde quer que fores” (II Reis 2:4)


Estamos falando de Josué e Salomão. Dois homens que compartilharam este segredo em momentos distintos da história do povo de Israel. Ou seja, o segredo para o sucesso não é pensar positivo, imaginar coisas boas, como dizem alguns palestrantes que tem lotado auditórios para falar da força do pensamento. O segredo verdadeiro do sucesso está em andar em aliança com Deus, meditando e guardando a sua Palavra no coração.

Neste contexto, convém salientar que sucesso tem um sentimento muito amplo. Sucesso é ter disposição, como teve Josué, que conseguiu vencer grandes inimigos. Sucesso é não se cansar de conquistar, é alcançar o sonho, a terra prometida. Sucesso é pedir a coisa certa, é ter sabedoria, é fazer justiça, é construir para o Senhor.


E o grande segredo para viver todo este sucesso está em fazer da Palavra de Deus a nossa bússola, o nosso manual, a nossa filosofia de vida. Pois a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés, e luz para os nossos caminhos (Salmo 119:105). É o segredo de quem deseja viver dias felizes.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

EM BUSCA DE UM DIVÃ


Hoje, quando cheguei no trabalho, me deparei com um texto bastante interessante. O artigo é voltado para âmbito empresarial e fala sobre os pequenos gestos que grandes empresas fazem para agradar os seus clientes, detalhes estes que fazem a diferença.


Refletindo sobre esta questão, penso que existem alguns detalhes em nossa vida ministerial que fazem a diferença. E nos dias de hoje, creio que a “atenção” que damos às pessoas é um grande diferencial. Vou explicar melhor. Há um tempo atrás, uma pessoa chegou na igreja pedindo um aconselhamento. Ela me explicou que tentou falar com o seu pastor diversas vezes, mas não tinha conseguido. A secretária disse que a agenda dele estava lotada e que ia levar um bom tempo para atendê-la, cerca de dois meses. Como a sua angústia era grande, me pediu ajuda. E assim conversamos e ela sentiu um alívio muito grande, pois conseguiu por para fora o que tanto lhe afligia. Existem aflições que não podem esperar.


Ou seja, tenho percebido que as pessoas estão carentes de atenção, de alguém que as ouça e que lhes oriente em determinadas situações. Ocorre, entretanto, que nem sempre conseguem esta ajuda dentro do Corpo de Cristo. Ou porque não querem de fato, isto é, se recusam a buscar ajuda ou porque não há alguém que as ouça. Por esta razão, entendo que todo servo de Deus precisa ser atencioso, como Jesus com os seus discípulos e com aqueles que cruzavam o seu caminho. A este respeito, é muito interessante que às vezes as pessoas, ao buscar um aconselhamento, apenas querem alguém que as ouça, querem apenas desabafar, se sentirem amadas e acolhidas. Algumas vezes acontece de após um aconselhamento, não haver nada o que dizer. Depois de todo o desabafo, percebemos que elas mesmas já encontraram a solução, já encontraram o caminho. Ou seja, ela só queria desabafar. Queriam apenas um divã para aliviar a sua dor. A grande verdade é que vivemos em um mundo solitário, onde como nos advertiu o Apóstolo Paulo, as pessoas são amantes de si mesmas, onde se torna mais cada vez mais escasso encontrar pessoas dispostas a dar atenção ao seu próximo. É cada um envolvido com os seus dilemas e suas prioridades.


Que todos, que servimos ao Senhor, possamos ter este diferencial em nossas vidas. Que possamos ser atenciosos com aqueles que nos cercam, pois um ouvido amigo conquista uma vida, trazendo um conforto enorme para sua alma. Que sigamos o exemplo do nosso Mestre Jesus que deu atenção a um grupo de homens problemáticos e inseguros, tornando-os homens fortes, destemidos e que conseguiram divulgar o evangelho que revolucionou a história da humanidade. Posso imaginar o quão precioso foi para os discípulos aquela conversa a caminho de Emaus, o peixe cozido na brasa, o pão preparado exclusivamente para eles após a grande pescaria e o gesto atencioso de mostrar ao incrédulo Tomé as marcas em seu corpo. Foram detalhes que fizeram a grande diferença.






Ioná Loureiro

BULLYING - UM GIGANTE A SER VENCIDO


Ninguém gosta de ser afrontado ou virar motivo de chacota do meio da turma. Mas a grande verdade é que nem sempre dá para fugir de situações desagradáveis como estas. Os zoadores e os agressores estão sempre de plantão. Vivemos em uma sociedade onde o ser humano, ainda na tenra infância, sente prazer em agredir o seu próximo com palavras e atitudes. Todos lembramos de momentos em nossa infância e juventude em que fomos massacrados por colegas de classe, que com brincadeiras e comentários de mal gosto, nos tornavam indefesos, tristes e muitas vezes acuados.



Os tempos passaram e este tipo de agressão ganhou um novo nome - “bullying”, uma palavra de origem inglesa que define todas as atitudes agressivas, intencionais e repetitivas adotadas por uma pessoa ou um grupo contra outro (s) causando dor, angústia e sofrimento. Ou seja, uma nova expressão foi criada para identificar tais atos de violência quando crianças agridem verbalmente, fisicamente e psicologicamente seus colegas, especialmente aqueles que são incapazes de se defender. É a típica gozação muito conhecida de todos. Algo que se tornou comum e, ao mesmo tempo, extremamente nocivo aos nossos jovens e crianças, especialmente porque palavras e atitudes com tom pejorativo e agressivo não passam de maldições lançadas na mente daqueles que, infelizmente, não sabem ou não tem força para se defender. E o “bullying” funciona justamente desta forma. São como gigantes que se levantam para afrontar o mais frágil e indefeso. Interessante notar que na maioria das vezes, o “bullying” começa na Escola, local onde os jovens e crianças passam a maior parte do dia convivendo com pessoas das mais variadas personalidades. Ou seja, em meio a um ambiente repleto de meninos e meninas criados em ambientes diferentes, surgem aqueles que têm o prazer de humilhar e abater os mais fracos. E daí surgem as agressões, as brincadeiras de mal gosto e em alguns casos, a violência física, que podem, inclusive, levar à morte em casos muitos sérios. E neste ambiente hostil, são geradas marcas e cicatrizes que podem inibir o futuro de grandes sonhadores.


Qual seria a receita para derrubar este gigante? Penso que a família tem um grande papel na vida de crianças e jovens que são vítimas desta brincadeira de mal gosto. O caminho não é ir à escola buscando defendê-los de seus agressores, numa atitude super-protetora. O segredo é justamente ensiná-los a vencer as afrontas, fazendo com que superem as violências sofridas, fazendo com que descubram a força, a beleza e a ousadia que carregam dentro de si. E como os pais podem ajudar neste sentido?


Penso que o primeiro passo é justamente o diálogo. Os pais necessitam manter um diálogo com seus filhos, buscando conhecer os seus corações. Às vezes, o filho está sendo vítima de “bullying” e os pais não tem conhecimento deste fato, pois sempre estão distantes, ausentes ou muito ocupados. Os afazeres e as preocupações do dia-a-dia não permitem que mantenham este diálogo com os seus filhos. Por este motivo, é muito importante que os pais perguntem a seus filhos como o foi o dia escola, devem observar, inclusive, o seu desempenho escolar, pois o baixo aproveitamento escolar pode ser indício de agressões. Devem observar, inclusive, se a criança demonstrar prazer em ir à escola, pois a falta de interesse também sinaliza o existência de ataques de “bullying”.


Uma outra questão extremamente importante é ensinar o filho a enfrentar os seus medos, pois em se tratando de “bullying”, tudo é motivo para ataque, desde que a criança ou o jovem que são agredidos “entrem no jogo”, demonstrando medo. Por esta razão, é essencial que disciplinemos os nossos filhos a serem corajosos, enfrentando as situações adversas. Somos feitos à imagem e semelhança de Deus e há em nós uma força que muitas vezes desconhecemos. Precisamos revelar aos nossos filhos esta verdade. Precisamos mostrar a eles que não devem se curvar diante do agressor. Precisamos ensinar-lhe a Palavra de Deus, dando exemplos, revelando a trajetórias dos grandes heróis da fé, homens que eram sujeitos às mesmas paixões que nós e que conseguiram fechar a boca de leões, derrubar gigantes, destruir grandes inimigos, enfim, homens que não se intimidaram, que não se renderam. Precisamos, inclusive, ensinar-lhe a aceitar e conviver com detalhes do seu esteriótipo, de sua imagem, pois é comum que as crianças que tenham um traço peculiar, sejam alvos de ataques de “bullying”, tais como, nariz grande, excesso de peso, orelhas desproporcionais ao corpo, etc. Também é muito construtivo que os pais compartilhem com os seus filhos as suas histórias de vidas, os seus medos e até mesmo os seus fracassos, revelando-lhes que todos passamos por adversidades mas que podemos e devemos vencê-las. Este tipo de diálogo os torna fortes e conscientes de que nem tudo é fácil em nossas vidas. Com esta consciência eles serão capazes de vencer as críticas, as agressões e a violência vividas na Escola.

Um outro fator de grande relevância é desenvolver nos filhos a sociabilidade, incentivando-os a terem amigos, isto porque geralmente aqueles que andam sozinhos são os alvos mais fáceis do “bullying”, pois como nos alerta a Palavra de Deus, é melhor serem dois do que um. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro (Eclesiastes 4:09,11). Portanto, os pais devem incentivar os seus filhos terem amigos e a não andarem sozinhos. Devem incentivá-los a firmar laços de amizade, seja na Escola, na Igreja, na vizinhança, enfim, eles devem ser ensinados a não serem pessoas solitárias. Lamentavelmente, temos percebido que o ser-humano tem se isolado, especialmente em virtude do avanço tecnológico. No caso dos jovens e das crianças, vemos que com o uso do vídeo-game e a da internet, é comum que tenham a tendência a se trancarem em seus quartos, vivendo sozinhos em seu mundo virtual. E quando chegam lá fora, no mundo real, não conseguem se adaptar a ele, pois estão acostumadas a viverem só. Por este razão, é importante que desde pequenos ensinemos aos nossos filhos a se relacionarem com o seu próximo para que se tornam mais fortes.


E por fim, é necessário que desenvolvamos a auto-estima em nossos filhos, avaliando e trabalhando a imagem que fazem de si mesmo. Os alvos do “bullying” são geralmente aqueles que não fazem uma avaliação positiva de si mesmos, pois ao serem alvos de críticas, palavras pejorativas, as tornam reais em suas mentes. Ou seja, se sentem acuadas quando agredidas, especialmente porque se enxergam como fracos e indefesos diante dos ataques. Entretanto, quando os pais trabalham a auto-estima em seus filhos, reforçando-lhes a auto-imagem, os seus atributos, seus traços fortes, característicos de sua personalidade, eles conseguem superar com mais facilidade as zoações e as brincadeiras de mal gosto, pois passam a ter uma personalidade forte e destemida.

O “bullying” nada mais é do que mais uma forma que as forças das trevas tem utilizado para oprimir as nossas crianças e jovens, para descaracterizá-las e deixar marcas profundas em suas vidas, fazendo com que cresçam com grandes deformações, com grandes traumas. E nós precisamos estar atentos neste sentido, buscando ajudar aos nossos filhos a vencer este mal. Não podemos ser omissos. É preciso que estejamos ao lado de nossos filhos, dando-lhes suporte, apoio e carinho, estando próximos a eles, nos envolvendo com os seus desafios diários, pois muitas vezes algo que soa insignificante para nós, como o “bullying”, por exemplo, é algo aterrorizante em suas mentes e em seus corações. Algo que pode destruir a sua felicidade e a sua paz. Estejamos alertas.


Pra. Ioná Loureiro

terça-feira, 18 de maio de 2010

EMANUEL

É muito bom quando temos a certeza de que conhecemos alguém especial. Vou dar um exemplo. Às vezes, chegam perto de nós e dizem algo ruim a respeito deste alguém, especialmente um fato pejorativo, enfim algo que comprometa a sua imagem e o seu caráter. Entretanto, por conhecermos esta pessoa, não acreditamos no que estão nos dizendo porque confiamos nela, porque conhecemos a sua natureza, sua índole e as suas atitudes. Um outro exemplo. Tem momentos que esse alguém especial nos promete algo, ou seja, combinamos algo com ela, fazemos um trato e ficamos tranquilos porque a conhecemos e sabemos que esta pessoa nunca nos deixara na mão.


É muito bom saber que conhecemos o Deus que servimos. Confiamos Nele, sabemos quem Ele é e por isso, podemos descansar. É muito gostoso este sentimento, esta certeza. É algo muito real e ao mesmo tempo inexplicável. Confiamos em alguém que não vemos, mas que o sentimos profundamente. E por conhecermos este alguém especial, passa a existir em nosso coração uma certeza de que tudo vai dar certo, de que por mais que contrários que estejam os ventos, chegaremos ao nosso porto seguro.


Essa relação de confiança nos fortalece, nos sustenta, nos constrange. E uma relação de amor, de paixão, de renúncia, de apego a um Deus soberano e absurdamente presente. É uma relação com o Deus Emanuel, o Deus que conosco está. É muito bom conhecê-lo, é maravilhoso desfrutar da companhia de Jesus.


“E eis que eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20)

terça-feira, 11 de maio de 2010

O IMPERADOR FICOU DE FORA...


Pois é... Não basta fazer grandes jogadas, é preciso ter disciplina, é preciso ser submisso, é preciso cumprir regras. Adriano - o Imperador - como foi aclamado pelos italianos, acabou ficando de fora da seleção. Ele tinha tudo para estar na seleção, mas o seu comportamento o deixou de fora. Como disse o Dunga, o técnico da Seleção Brasileira, a sua falta de comprometimento fez com que a razão falasse mais alto do que o seu coração. Deste modo, não teve outra saída a não ser deixá-lo de fora da Copa do Mundo de 2010.

Usando como gancho a triste história do Imperador, venho refletir sobre algo muito importante. O comprometimento é uma peça fundamental na trajetória de uma pessoa de sucesso. Ou seja, a nossa postura e às nossas atitudes definem as nossas conquistas. Precisamos estar comprometidos com a carreira que nos está proposta, seja em relação ao nosso chamado, à nossa família ou com relação ao nosso trabalho. E o comprometimento envolve postura, disciplina, aliança, dedicação e obediência.

A grande verdade é que precisamos ser irrepreensíveis em nosso caminhar, assim nos aconselha a Palavra de Deus. Quem quiser ter sucesso, portanto, deve fazer de tudo para andar corretamente e não deixar brechas. Do contrário, perderá grandes oportunidades. Afinal de contas, não basta sermos bom no que fazemos, precisamos ser referenciais para que não venhamos a ficar de fora de grandes lances, de grandes jogadas.

“Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR” (Salmo 119:01)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Buscai ao Senhor

"Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente" (I Cron, 16:11)

É tempo de buscar ao Senhor. Vivemos em um mundo um tanto complexo e confuso. Precisamos buscar ao Senhor para não sermos confudidos, para permanecermos firmes em meio ao caos. A nossa força vem de Deus e não de nossa capacidade humana. Como disse Jesus, o que nos vivifica é o espírito "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita..." (João 6:63).  Ou seja, quando buscamos ao Senhor, indo à igreja, orando, lendo a sua Palavra, somos fortalecidos.

Avatar - uma análise crítica

Quero deixar meus comentários sobre o filme AVATAR. Confesso que assisti com muita cautela pois ouvi dizer que é um filme carregado de malignidade. Ouvi até dizer que uma pessoa, após assistir a este filme, se suicidou. Assisti porque gosto de examinar as coisas a minha volta e ver o que Satanás tem buscado imprimir na mente das pessoas. Afinal de contas, uma das artes da guerra é conhecer o nosso inimigo.
Assim, assisti ao filme e confirmo que por detrás de tudo há muita malignidade. Os efeitos são de primeira linha, mas por detrás de toda aquela beleza de cores e efeitos, Satanás deixa ali registrado a sua mensagem.

Posso dizer que a mensagem principal é a negação da existência do Deus criador dos céus e da terra. Para eles, Deus está na natureza. Enfim, o autor buscar mostrar que Deus está nas árvores, na natureza. Uma outra mensagem é a reencarnação e a fuga da realidade. O personagem principal é um paralítico que consegue ser transportado para um outro corpo, o corpo dos nativos de um outro planeta. Neste corpo, o sujeito consegue andar e ter uma força descomunal. Neste corpo, ele é livre.

Mas diante de tanta mensagem maligna, Satanás deixa escapar uma verdade espiritual. Uma personagem, que representa o oráculo da tribo de alienígenas faz a seguinte afirmação: NINGUÉM PODE ENCHER UM COPO QUE JÁ ESTÁ CHEIO! Ela diz isto quando analisa a identidade e a força do tal persogem principal. Na verdade, Satanás não pode invadir o corpo de alguém que está repleto da unção de Deus. Satanás só encontra espaço na vida de pessoas que não buscam a Deus incessantemente, enfim pessoas que se encontram ociosas para Deus. Ou seja, pessoas que não têm tempo para Jesus.

Para finalizar minha análise, digo que o tal dos avatares não passam de diabinhos com cara de bonzinhos. É assim que Satanás faz, se transfigura como anjo de luz para enganar as pessoas. Vale salientar que durante o filme os tais avatares falam algumas coisas que não foram traduzidas para nós. Faço ideia do que estejam dizendo... A grande verdade é que Satanás sempre quer se mostrar bonzinho, disfarçando a sua verdadeira identidade.

Precisamos estar esperto quanto ao que é posto diante de nossos olhos. Somos livres.. É legal ir ao cinema mas precisamos analisar tudo o que vemos à luz da Palavra de Deus para não sermos ludibriados.

"Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente" (I Cron, 16:11)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Onde estão os amigos?!

"Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão" (Mateus 24:10).

O fim está próximo mesmo e os sinais estão em toda parte. E um dos sinais, por exemplo, é a falência da amizade. Digo falência porque está cada vez mais difícil encontrar amigos verdadeiros, amigos que não traem, que sabem guardar um segredo. Enfim, pessoas em quem possamos confiar.

E diante desta crise de amizade, o que fazer? Não ter mais amigos.? Se fechar para todos? Não creio que este seja o caminho. A solução é justamente pedir ao Senhor que nos mostre, nos revele onde estão e quem são os verdadeiros amigos. Interessante notar que os verdadeiros amigos muitas vezes estão escondidos, são como pedras preciosas, tesouros escondidos em meio ao anonimato. Geralmente, amigos verdadeiros não possuem parecer nem formosura. São simples e por termos o costume de atentarmos para aparência das pessoas, os deixamos escapar. E por vezes, os desprezamos e confiamos nas pessoas erradas.

Que Deus nos revele os verdadeiros amigos. Que Jesus abra os nossos olhos para encontrá-los.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Errar ou não? Eis a questão...

O discurso é sempre o mesmo. Errar é humano, todos somos passíveis de erro, só Deus é perfeito. Enfim, são várias as desculpas que usamos para justificar os nossos erros. Mas a grande verdade é que bom mesmo é não errar, pois existem erros que podem destruir a honra de uma pessoa, manchar o seu futuro, ou seja, existem erros que podem gerar sérias consequências.

Justamente por esta razão, o Senhor, ao firmar uma aliança com Abraão, alertou-lhe sobre esta questão: "Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito" (Gen. 17:1). O Senhor disse com veemência para Abraão: - Sê perfeito! Em outras palavras, o Senhor queria dizer: - Abraão, não erre, não vacile, faça de tudo para andar em retidão.

E este é o conselho que o Senhor tem para cada um de nós. Devemos fazer de tudo para não errar. Não podemos nos esconder atrás de nossa natureza humana para dar vazão aos nossos erros, à nossa natureza carnal. Não podemos nos conformar em viver errando e muitas vezes, tropeçando nos mesmos erros. Não podemos nos esquecer de que quando não erramos, somos bem-aventurados em tudo o que fizermos.

"Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR" (Salmo 119:01) 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Disseram...



Essa semana eu vivi um fato interessante. Estava atrasada para a Faculdade, peguei o metrô e de repente, o trem parou. A condutora informa pelo alto-falante que devido a um problema na Estação de Tomaz Coelho, o tráfego estava lento. Só que a lentidão foi além do que esperávamos, pois ficamos parados na Estação de Maracanã, por um bom tempo. Imaginem a cena... O vagão de mulheres super lotado e parado. Mulheres estressadas falando pelos cotovelos. E eu, aflita porque não podia perder a prova, já que não teria direito a uma segunda chamada. De repente, uma companheira diz: - Este trem só vai seguir até Maria da Graça, uma amiga acabou de dizer pelo celular! Enfim, uma estação antes da que eu precisava descer. E algumas companheiras, ao ouvir este comentário, desesperadas, desceram do vagão. Naquele momento, pensei? Desço para pegar um ônibus ou fico aqui? O que faço? Respirei e pensei: - Será que isso é verdade? Resolvi me acalmar e esperar. Em seguida, o trem partiu e cheguei ao meu destino. Fiz a prova com a graça de Deus!

É interessante notar como muitas vezes nos deixamos levar pelo que os outros nos dizem. Quantas vezes nos desesperamos, abandonamos o nosso caminho, os nossos sonhos porque ouvimos um comentário e nem se quer avaliamos se aquilo é ou não verdade? Quantas vezes achamos que alguém não é legal simplesmente porque ouvimos algo ruim a respeito desta pessoa? Quantas pessoas maravilhosas deixamos de conhecer por conta do que ouvimos? Quantas decisões erradas tomamos por darmos ouvidos a voz de homens e não a voz de Deus?

Não podemos permitir que os maus rumores a nossa volta nos impressionem, fazendo com que percamos o nosso alvo. Se Josué e Calebe se deixassem levar por tais tipos de comentários, certamente não teriam entrado na terra prometida. Estejamos atentos...

"Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no Senhor" (Sl. 112.7)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma relação espiritual

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4:23)


Deus está a procura de pessoas que se relacionem com Ele, em espírito. E o que isto significa? Significa que devemos amá-lo, serví-lo e nos aproximar dele independente do que sentimos, pois é em espírito que nos relacionamos com o nosso Deus. E o que isto quer dizer? Quer dizer que não devemos depender do que sentimos para nos aproximar do Senhor. Ontem, por exemplo, estava conversando com uma pessoa, muita querida, sobre a disciplina que devemos ter no tocante à leitura da Palavra. Esta pessoa comentava comigo que ultimamente não estava com vontade de ler a Bíblia. Eu virei para ela e disse: - Você acha que sempre eu tenho vontade de ler a Bíblia? De forma alguma? Tem dias que estou sem paciência, cansada, com sono, mas eu leio mesmo assim, porque sei que o meu espírito precisa se alimentar da Palavra, caso contrário, não conseguirei resistir no dia mal, pois é a Palavra que nos alimenta. Ou seja, não dependemos da nossa vontade para buscar a Jesus. Tem dias, por exemplo, que não estamos com vontade de ir para a igreja, mas vamos mesmo assim, pois o nosso espírito nos comove e nos impulsiona a estar na Casa do Senhor. E logo após o culto, saímos com aquela sensação maravilhosa, tendo a certeza de que fomos renovados.

Não podemos nos esquecer de somos seres espirituais e que a nossa relação com o Senhor deve ser em espírito. As nossas emoções não podem nos afastar da presença do nosso Deus. Por isso, ainda que sem vontade, leiamos a Bíblia, estejamos na igreja, façamos as nossas orações, cumpramos o nosso chamado. Enfim, nos aproximemos do nosso Deus. Não dependemos da nossa vontade, mas sim do nosso espírito. Como disse Jesus, certa vez, "o  espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita". Enfim, as nossas emoções nos confundem, nos traem. Que possamos, portanto, andar em espírito, nos relacionando com o nosso Deus, em espírito.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sem perdão, um evangelho mentiroso

"Porque amar a Deus significa observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados" (I João 5:3)

Temos uma aliança com Deus e uma de nossas responsabilidades é observar os seus mandamentos. E como nos diz a própria Palavra, os seus mandamentos não são pesados. Ou seja, o Senhor não nos pede nada algo demasiadamente difícil, que seja impossível de realizar.

Neste sentido, tenho refletido bastante sobre um mandamento que o Senhor nos deixou. Uma ordenança que muitos cristãos têm tido dificuldade de cumprir - o perdão. Percebemos que muitos que servem a Deus se dizem cumpridores de seus mandamentos, mas quando a questão é perdoar uma ofensa, a questão toma um outro rumo, uma outra direção. Há uma resistência muito grande em perdoar. Vemos, inclusive, pessoas dentro das igrejas que não falam umas com as outras. Evangélicos que frequentam os cultos, dizem cumprir o seu chamado, porém excluíram de seus corações parentes e familiares. Alguns, inclusive, morando debaixo do mesmo teto, não falam uns com os outros. Pessoas que deixam de lado o que o Senhor nos ensinou com tanto veemência ao compartilhar com os seus discípulos a parábola do servo que teve sua dívida perdoada, mas não soube liberar o perdão a quem lhe devia (leia Mateus 18). Aquele homem obteve o perdão de uma dívida muito grande. Entretanto, quando alguém que lhe perdiu que perdoasse uma dívida bem menor, recusou conceder-lhe o perdão. Ao finalizar a parábola, o Senhor Jesus deixou bem claro que aquele que não sabe perdoar será entregue aos verdugos "Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas" (Mateus 18:35). Os verdugos eram guardas da prisão, carrascos que tornavam a vida do prisioneiro um verdadeiro inferno, pois espancavam diariamente o preso, sem dó e sem piedade alguma. Enfim, eram verdadeiros torturadores. O Senhor deixou bem claro que aquele que não perdoa, que oculta a mágoa, a raiva e o rancor, não terá paz. Ao contrário, será atormentado pela sua própria consciência, pois não está agindo de acordo com a vontade de Deus. Existe, em seu coração, uma pendência com o Criador. A falta de perdão nos aprisiona e impede, inclusive, que as nossas ofertas seja aceitas pelo Senhor "... vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta" (Mateus 5:24).

Sabemos que não é fácil perdoar uma ofensa, pois quando alguém nos fere seja por meio de palavras ou atitudes, o nosso ego é tocado e a nossa humanidade nos induz a revidarmos ou excluirmos esta pessoa de nosso convívio, de nossa mente, de nossa história. Só que nestas horas, como filhos de Deus que somos, precisamos deixar de lado a nossa humanidade e nos revestirmos de nossa natureza espiritual que nos ensina a perdoar as ofensas para que sejamos livres. Se não agirmos desta forma, o evangelho que vivemos e pregamos é uma farsa, uma mentira, uma verdadeira hipocrisia, pois o perdão é a essência do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. 

"Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um Deus emocional

Creio absolutamente e incondicionalmente na vontade de Deus. Mas não creio que esta vontade seja uma vontade estática, imóvel.  Creio sim, numa vontade soberana que se movimenta de acordo com o que somos diante do Senhor. Creio numa vontade que se locomove através do nosso posicionamento.

Deus, sem dúvida alguma, tem planos e projetos traçados para cada um de nós. Enfim, ao olhar para nós, ele desenvolve planos para o nosso bem. Enfim, pensamentos de paz, conforme descritos pelo profeta Jeremias "Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança" (Jeremias 29:11). Ou seja, Deus tem planos traçados para nós, mas são as nossas atitudes que trazem a existência as suas promessas. Os planos de Deus podem mudar, pois são planos que se movimentam de acordo com a nossa disposição. Por este motivo, há tantas mudanças, tantas surpresas e o inesperado que sempre nos surpreende. Nada é definitivo e absoluto. A história se movimenta através de nossas atitudes.  Assim, a forma como reagimos diante das lutas que travamos escrevem as páginas da nossa existência. Há sempre algo determinado no céu a nosso respeito. Uma benção reservada para nós e dependendo de nossas atitudes, viveremos a vitória ou o fracasso "Vede que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: A bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu hoje vos ordeno; porém a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que eu hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que nunca conhecestes" (Deut. 11:26-28). Tudo depende de nossas ações. Podemos, portanto, afirmar que há em nós a capacidade de tocar e interferir em sua vontade, como fez o choro de Ezequias "Volta, e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás ã casa do Senhor" (II Reis 20:5).  A grande verdade é que o Deus que servimos tem emoções, só que muitas vezes não atentamos para este fato e não temos a ousadia de tocar o seu coração com o nosso clamor e com as nossas atitudes. Por vezes, nos relacionamentos com um Deus estático e frio. Não enxergamos o Deus que sente, que chora, que ouve, que se dispõe, que estende a mão e que se emociona.

Em nosso coração deve haver um clamor, um desejo ardente - tocar o coração de Deus. Creio que é tempo de deixarmos as formalidades de lado e expormos o que há de mais profundo em nosso ser. Precisamos nos abrir para Deus sem reservas e sem limites, expondo o que sentimos, o que necessitamos. Precisamos mexer com os seus sentimentos, surpreendendo-o com as nossas lágrimas, palavras e ações. Precisamos fazer Deus voltar atrás, acrescentando-nos dias. Nós, definitivamente, precisamos tocar o coração de Deus. Precisamos invadir as suas emoções através de nossa obediência aos seus preceitos e através de nossa sinceridade.  

quarta-feira, 17 de março de 2010

O perigo de se começar bem e terminar mal

Há um grande perigo que nos ronda, o perigo de começarmos bem e terminarmos mal no que diz respeito à nossa aliança e à nossa caminhada com Deus. O apóstolo Paulo tinha em mente essa preocupação: "antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, pregando a outros, eu mesmo não venha a ser reprovado" (I Cor. 9:27).

Muitos vezes começamos a nossa caminhada com Deus muito bem, com entusiasmo, com temor, com ousadia, com amor, só que com o passar do tempo, valores e sentimentos vão se perdendo. Parece que se apagam da memória princípios, alianças e até mesmo o temor ao Senhor. Neste sentido, tenho refletido sobre a trajetória de Gideão, o homem valente que foi chamado por Deus para livrar o povo de Israel da fúria dos midianitas.

Gideão, após ser chamado pelo Senhor, se entregou ao seu chamado e com apenas 300 homens venceu um poderoso exército. Combateu a idolatria e desfrutou de grandes experiências com Deus. Só que, lamentavelmente, com o passar do tempo, Gideão foi perdendo o temor ao Senhor. O seu coração já não era mais o mesmo, pois incitou o povo de Israel a cair em idolatria "fez Gideão disso um éfode e pô-lo na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi por tropeço a Gideão e à sua casa" (Juízes 8:27). O resultado de sua atitude lhe rendeu nada mais nada menos do que a morte de 70 filhos que tivera, pois Abimeleque, um filho que gerara com uma concubina assassinou, de uma única vez, a todos eles "E veio à casa de seu pai, a Ofra, e matou os seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido" (Juízes 9:5). E o Jerubaal, aquele que contendeu com a idolatria, teve sua herança ceifada por render-se a ela. Nos deparamos com uma página triste na história de alguém que foi usado por Deus tão poderosamente.

Creio que precisamos desenvolver a nossa salvação com temor e tremor, como nos recomendou o apóstolo Paulo ao escrever aos Filipenses "De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor" (Filipenses 2:12).  Precisamos guardar o nosso coração, mantendo viva a nossa aliança com Deus. O temor ao Senhor deve ser desenvolvido e fortalecido em nossos corações. O tempo e as circunstâncias não podem apagar as experiências que temos tido com Deus e muito menos fazer com que percamos princípios e valores que tanto nos conduziram ao triunfo e às grandes conquistas. Não podemos começar bem e terminar mal. Não podemos permitir que as páginas da nossa história sejam manchadas por atitudes impensadas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O MANUAL DO NAMORO SEGURO


O namoro é uma das fases mais prazerosas da juventude. Não só da juventude, mas em todas as faixas etárias o namoro é considerado um momento único, algo quenos envolve e nos contagia. Casais de namorados sempre existiram e estão em toda parte. Quem não se lembra da primeira paquera e do primeiro beijo? Quando falo de namoro, me refiro ao namoro que precede ao casamento. À fase em que casais se enamoram e se apaixonam, onde sentimentos se misturam.

Precisamos ter em mente que namorar, na verdade, pode ser uma grande benção e, ao mesmo tempo, uma grande maldição, pois um namoro sem santidade pode trazer sérios prejuízos a nossa caminhada com Deus. Por este motivo, alguns cuidados devem ser tomados para que o namoro seja de fato uma benção em nossas vidas. Cuidados basicamente ligados à sexualidade, que costuma se aflorar nesta fase. Assim, é muito importante se ter em mente alguns conselhos práticos para o namoro. Vejamos, portanto, algumas dicas:

1. Conhecer o coração – Namoro é uma fase de conhecimento. O casal de namorado deseja ardentemente conhecer um ao outro. Só que este conhecimento deve estar limitado ao conhecimento de caráter, de personalidade e de emoções. Ou seja, nada de intimidades sexuais. Nada de querer conhecer o corpo do namorado ou da namorada. Como sabemos, o sexo é uma grande benção “dentro” do casamento. Fugir a este princípio é uma grande cilada. Embora a mídia, os filmes de cinema e a sociedade vejam o sexo antes do casamento como uma normalidade, sabemos que este não é o desejo de Deus para as nossas vidas. Por este motivo, é importante ter cuidado com os discursos do tipo: - A gente se conhece tanto... já está na hora de avançarmos mais um pouco na nossa intimidade. Cuidado, isso é uma pegadinha do inferno. O namoro é uma fase para que o casal conheça as suas afinidades, os seus gostos, as suas ambições e visões. A intimidade, deve ficar então, para o casamento.

2. Os beijos apimentados – É preciso ter muito cuidado com os beijos apimentados. Os beijos quentes geram excitação. A relação sexual começa no beijo, pois os beijos “calientes” vão esquentando o clima. Não podemos esquecer de que temos libido, ou seja, instintos sexuais que se afloram quando somos estimulados. Por este motivo, precisamos ficar espertos. Vale salientar que o beijo na boca é uma invenção do homem moderno. Antigamente, os namorados firmavam compromissos de noivado e beijo mesmo, só depois do casamento. Não quero dizer que seja pecado beijar na boca, desejo apenas alertar para o perigo dos beijos apimentados que, por vezes, são um prelúdio do sexo fora dos princípios de Deus.

3. Conversas “calientes” – Assim como se deve ter cuidado com os beijos apimentados, é preciso ter cuidado com as conversas “calientes”. Enfim, são conversas sobre sexo. Existem inúmeros assuntos que o casal de namorado pode conversar. A própria Palavra nos aconselha a termos uma linguagem sã e irrepreensível (Tito 2:8). Convém notar, inclusive, que as más conversações corrompem os bons costumes (I Cor. 15:33). Assim, é preciso fugir das conversas do tipo, quando nós casarmos nós vamos fazer isso ou aquilo. Ou então, eu sonhei que estava fazendo isso com você. É preciso ter muito cuidado pois o que ouvimos estimula os nossos instintos sexuais.

4. Pensamentos impuros – Um outro detalhe a ser ponderado são os pensamentos. O Apóstolo Paulo nos aconselha a ocupar o nosso pensamento com tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro (Filipenses 4:8), enfim, ele nos aconselha a termos o nosso pensamento alinhavado com a vontade de Deus. Neste contexto, é importante que os namorados afastem de suas mentes os pensamentos impuros, pois às vezes o sexo não é realizado na prática, mas é praticado na mente e neste caso, é como se estivesse praticando o sexo em si. Façamos uma analogia com o que Jesus disse certa vez. Ele disse que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela (Mt. 5:28). Só de pensar, portanto, estamos pecando. Notamos, portanto, que é preciso ter cuidado com os pensamentos, com a imaginação fértil.

5. Sozinhos? - Outra questão está justamente ligada ao fato de estarem sozinhos. Neste caso, digo que é um grande perigo o casal de namorado ficar sozinho, seja onde for. É sempre bom, neste caso, sair em grupo e estar sempre acompanhado de alguém, ou estar em lugar público, para evitar as tentações. Sozinhos, sempre soam vozes nos ouvidos, do tipo, ninguém está vendo, somos só nós dois, ninguém precisa saber. E geralmente este o caminho que Satanás usa para nos atrair ao sexo antes do casamento, pois em momentos como estes, surgem as intimidades. Já ouvi relatos de jovens casais de namorados que praticaram sexo quando estavam sozinhos em casa, sem a presença dos seus pais ou em locais ermos ou isolados. É preciso ter muita cautela neste sentido.

6. As insinuações - Um cuidado que se deve ter é com as insinuações. Quero abordar especificamente alguns cuidados básicos com as vestimentas, com a sedução. Eu costumo dizer para os jovens que os homens de nossas igrejas são normais, ou seja, biologicamente falando, são iguais aos homens que não conhecem ao Senhor. Possuem libido, ficam excitados quando instigados. Enfim, são “homens”. Neste sentido, percebo que não vale a pena sair para namorar com decotes e roupas insinuantes, digo isto em relação às mulheres que, muita vezes, sentem prazer em instigar os seus namorados para provarem que são sensuais, que são lindas e glamourosas. O meu conselho é que este tipo de glamour seja reservado ao casamento. Do contrário, certamente os institutos se aflorarão e poderão cair em tentação.

7. Um propósito – O meu último conselho é que levem o namoro a sério, enfim, que tenham em mente que o namoro deve ter um propósito direcionado pelos princípios de Deus. O namoro não deve ser visto como um escape para a solidão, mas como algo sério que precede o casamento. Muitos são roubados, são feridos sentimentalmente e ferem outras pessoas porque levam o namoro como algo sem propósito e sem princípios. Banalizam algo sério se entregando ao fomoso “ficar”. Enfim, se entregam sentimentalmente sem objetivo algum e acabam sofrendo as conseqüências de suas atitudes. Por este motivo, o meu conselho é que antes de se envolver sentimentalmente com alguém, busque-se antes, a direção e aprovação de Deus.

Estes são apenas alguns conselhos práticos para se ter um namoro abençoado e aprovado por Deus. É importante, inclusive, que o casal de namorado tenha consciência de que o sexo antes do casamento é um pecado que nos afasta dos propósitos de Deus, atraindo, portanto, suas duras conseqüências (I Cor. 7:9). Precisamos lembrar que o Senhor nos convida a não apresentarmos o nosso corpo ao pecado, como instrumento de iniqüidade e sim, a Deus, como instrumentos de justiça (Rom 6:13). Quem namora geralmente diz que ama e quem ama precisa saber esperar o tempo certo de Deus para o sexo, para que possa desfrutar desta grande benção em toda a sua plenitude.



“"Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” 1Co 6.18-20



Ioná Loureiro

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O DEUS SINGULAR

Deus é um ser soberano e, especialmente, singular. Ontem cheguei na Faculdade com aquela disposição, enfim, com aquela vontade de desistir, jogar tudo para o alto em virtude da mensalidade que aumentou, da complexidade das novas disciplinas a serem estudadas, do preço dos livros, do metrô lotado, do ônibus da volta que atravessa o morro do Alemão. Enfim, entrei na sala com aquele "ânimo", questionando se vale a pena todo este esforço.

O professor, por sua vez, entra na sala com aquele ânimo. E em meio a suas tentativas de levantar o ânimo da galera após falar que a média de aprovação do curso tinha aumentado, ele diz: "FAZ QUE EU TE AJUDO! NÃO TEM UM NEGÓCIO DESSE ESCRITO NA BÍBLIA? EU NÃO SEI ONDE ESTÁ ESCRITO MAS SEI QUE ESTÁ. A MINHA MÃE SEMPRE ME DIZIA ISTO". Ele ainda disse "SEGURA NA MÃO DE DEUS E VAI!". E naquele momento, eu vi um homem que conhece muito a lei dos homens na área do Direito Processual, mas que não conhece, pelo menos aparentemente, nada da lei de Deus, falar comigo daquela forma.  O Senhor prontamente me levou a refletir sobre os seus conselhos dados ao jovem Josué: "Näo to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; näo temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares" (Josué 1:10). Era o Deus singular falando  dizendo "FAZ QUE EU TE AJUDO".

O Deus singular falava conosco. Digo que Ele é singular porque se relaciona conosco individualmente, de uma forma única e especial.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

CRISE DE SINCERIDADE

Muito tem se falado em crise econômica, mas creio que a pior crise que temos vivido é a crise da sinceridade. Ao olharmos à nossa volta, percebemos que há uma escassez de pessoas sinceras nas empresas, nas famílias, nas escolas, na igreja, enfim, em todos os lugares. A verdade parece estar em extinção.


O homem tem abandonado a sinceridade e tem se entregado à mentira, à falsidade. E em meio a essa crise, é difícil conseguir identificar quando alguém está realmente sendo sincero para conosco. Tornar-se difícil enxergar nos olhos a verdade. Sentimentos se escondem, se disfarçam atrás de máscaras que ocultam o que verdadeiramente há no coração.


O Senhor, por sua vez, nos ensina, nos convida a sermos sinceros, irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis (Filipenses 2:15), para que a nossa luz possa resplandecer em meio às trevas da falsidade. Os sinceros são convidados a habitar no seu Santo Templo, a estar em sua presença. “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração” (Salmo 15:1,2). Diante do convite do Senhor à sinceridade, por que então não seguir este caminho?! Por que não expor o que se sente? Por que maquiar sentimentos, fraquezas, verdades e palavras. Por que não seguir os passos de Jesus, que em todo o tempo usou de sinceridade para com aqueles que cruzaram o seu caminho e que fizeram parte de sua história? Por que faltar com a verdade?


Creio que é tempo revermos os nossos conceitos e valores. Creio que é tempo de renovarmos a nossa mente com a verdade, fazendo com que a sinceridade esteja presente em nossos lábios e em nossas atitudes. Creio que é tempo de termos coragem e hombridade para sermos sinceros. Creio que é tempo de nos conscientizarmos de que somos Filhos do Deus da Verdade.

"Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros" (Efésios 4:25)